II

537 35 7
                                        

Capítulo 2

Caí redondinha na cama depois de marcar o despertador para o dia seguinte. Espera-me algo grande nestes anos de universidade. Trabalhar e estudar ao mesmo tempo é mais difícil do que eu pensei e eu quero mesmo abrir o meu próprio estabelecimento em que me iria tornar uma mulher poderosa de negócios, mas ainda preciso de aprender muito. E esperam-me mais alguns anos para que eu consiga atingir o meu objetivo e o quanto eu espero por ele. Anseio isto desde pequena e está cada vez mais perto.

Adormeci logo ao meter-me dentro dos meus lençóis.

**

"PUTA QUE TE PARIU, CALA-TE" grito alto assim que a musica irritante do meu despertador toca aos berros bem no meu ouvido esquerdo.

Levanto-me depois de muito resmungar comigo mesma e, após tropeçar por tudo o quanto era lado por estar a caminhar "a dormir", entro na casa de banho.

Tomo o meu abençoado duche, limpo-me e visto-me indo a secar o cabelo com uma toalha pelo caminho. Vejo as horas no meu telemóvel e foda-se que estou atrasada! Tenho 45 minutos para chegar e eu ainda estou aqui a empatar tempo!

Rapidamente me calço e vou tomar o pequeno almoço.

Subo de novo e dou uma leve secadela no cabelo ao mesmo tempo que tento lavar os meus dentes. Ao reparar no resultado demorado e desajeitado, pus o secador de lado e lavei os dentes, cara e mãos. Volto a secar o cabelo, pego naquilo que necessito e enfio para uma mala qualquer, visto um casaco e saio de casa a correr dizendo um pequeno "xau pai, xau mãe, amo-vos".

Vinte minutos depois encontro-me mesmo à frente da empresa prestes a entrar. Verifico que me encontro dentro do horário e sorrio entrando na empresa.

"Senhorita Roberts?!" ao ouvir isto a minha testa enroga-se em confusão e após reclamar mentalmente com a pessoa que me chamou enquanto me virava ao contrário verifico que é o filho do meu patrão. Ele para à minha frente e baixa-se para recuperar a respiração. Reviro os olhos disfarçadamente. Chato.

"Era para a avisar que o meu pai se atrasou um pouco mas pediu para que eu a encaminha-se para o escritório dele e juntos o esperássemos"Gentil, mas chato. E rude. Suspirei e sorri.

"Tudo bem" viro-me ao contrário e volto a caminhar até ao elevador, chamando-o. Sinto-o atrás de mim. Perto. Muito. Perto.

Controla-te, não soltes a tua diva interior (mais conhecida por mau humor matinal puta que pariu de héstia themis roberts)

"Pode por favor afastar-se um pouco? Acho que está muito perto de mim" falei mostrando, claramente, desagrado.

"Vou achar esse tom para comigo mau humor matinal."

"peço imensa desculpa mas eu tenho mesmo um humor matinal filho da puta" levo as mãos à boca. mood: concertar a bosta
"peço imensa desculpa de novo pela asneira mas não existe melhor maneira de o caracterizar" suspirei "e lá estou a contar a minha vida como se interessasse a alguém" mal digo isto o elevador decidiu chegar. Entro nele e logo de seguida Taylor também entra.

"Acho-a realmente engraçada" sussurrei um pequeno 'obrigada' e o silêncio reinou no espaço ocupado por mim e por Taylor.

Reparo em como ele está vestido. Skynny jeans pretas, uma camisa branca com alguns botões abertos e um blazer por cima.

Ele está muito sexy e com um ar profissional. Só me falta um babete neste momento.
Que porra, que pensamentos são estes com o filho do patrão?
Devo andar muito carente. Mas ninguém tem que saber não é?

Volto-me para a frente parando de o observar com o cabelo todo bagunçado e ar de sono que o torna adorável.

Ah carência.

Vejo-o a tirar um gorro do bolso através do espelho do elevador que ele também observava.

Acho que o cabelo dele fica muito melhor sem o gorro. Gosto de ver rapazes a bagunçar o cabelo. Só de imaginar este rapaz a bagunçar o cabelo. Ai!

Ainda há menos de 5 minutos o estava a chamar chato e com vontade de lhe arrancar a cabeça, agora a única coisa que quero arrancar é aquele sorriso malandro que ele insiste em usar e aquela roupa (incluindo claramente aquele gorro). Bipolaridade completamente visível.

O elevador chega ao seu destino e abre-se.

Tenho que passar por ele para ele sair, devido aquele gesto cavalheiro que ele fez, e aproveitei para satisfazer a minha alma.

"Acho que fica muito melhor sem o gorro, opinião pessoal e feminina" disse baixo para que só ele ouvisse.

E sinto como se tivesse acabado de cometer o maior erro da minha vida. E após analisar as circunstâncias, realmente era a verdade. Que é que eu tinha na cabeça quando decidi dizer o que me ia na cabeça? Agora está, não posso voltar atrás.

Sou indicada de novo para o escritório do caniff sénior pelo júnior (confuso né? ninguém quer saber).

Ele abre a porta do mesmo me dando passagem enquanto me olhava com um olhar misterioso.

Ele entrou, fechou a porta e dirigiu-se a um vidro. "O meu pai irá demorar realmente algum tempo. Por volta de quinze minutos a meia hora" observei-o enquanto falava encarando o seu sorriso de canto que me deixou com pequenos calafrios na minha espinha. Ele tem que parar de ser tão lindo, porque ele me desconcerta tanto?

Observei-o a fazer o que lhe tinha sugerido. Observei-o a tirar aquele gorro que o fazia adorável e bagunçou o seu cabelo me fazendo arfar. O que se passa comigo? Desejo ser 'comida' pelo meu chefe júnior. E que raio estou eu a pensar.

Desviei o olhar daquele pedaço de tentação e sentei-me focando o olhar nas minhas unhas, que me pareciam tão interessantes.

"Eu já fiz algo que indiretamente me pediu. Agora está na hora de fazeres algo que eu diretamente te irei pedir." ele aproximou-se de mim com o olhar dele a escurecer de desejo enquanto falava. Estremeci com o seu pedido, i mean, ordem dele. Aquele pedido não é de todo inocente e trás "água no bico". Eu sei que ele irá tomar isto para seu próprio beneficio.

"eu quero que aceites sair comigo hoje à noite" chegou-se a mim, levantou-me e num simples puxão eu encontrava-me com o meu corpo coladinho ao dele. As mãos dele na minha cintura, as minhas no pescoço dele e os lábios dele em um dos meus ouvidos. "e não aceito não como resposta" sussurrou ao meu ouvido me causando arrepios. Eu sei que ele se apercebeu disso.

Ele largou-me lentamente e passados dois minutos em que eu tentava controlar o vermelho das minhas bochechas, o pai dele entrou.

"Bom dia, peço imensa desculpa a minha demora" caminhou para a cadeira atrás da grande secretária e sentou-se.

"não nos custou nada esperar" disse taylor, que olhou para o pai e de seguida para mim com um sorriso atrevido em seus lábios.

No que eu me fui meter.

_______________________

2-º Capítulo revisto.

Avocation - TC.Onde histórias criam vida. Descubra agora