Subliminar

15 1 1
                                        

Diabo: essa criatura que foi expulsa dos céus por ter desejado um lugar que não era seu...

Na terra (ou no inferno), passa seu tempo tentando corromper e levar para si as criaturas que Deus criou segundo sua imagem e semelhança: nós, os humanos. E para tal, ele sempre se usou de várias estratégias, a começar pela primeira de suas tentações, quando em forma de serpente, conseguiu enganar a curiosa da Eva.

Bem, no século XX, frutos proibidos pareciam não ser mais o suficiente. Por isso, reza a lenda, que o inferno se reuniu em um grande congresso, onde o objetivo era "definir diretrizes para conduzir os seres humanos à tentação".

Depois de dias inteiros de discussões, ficou definido que o inferno usaria a música para levar pessoas para si. E a estratégia definida parecia muito sutil: inserir mensagens demoníacas em músicas de sucesso, de maneira que estas só pudessem ser identificadas quando os discos fossem tocados ao contrário. Que idéia incrível! As mensagens demoniacas estariam lá, e ninguém jamais descobriria!

Perfeito!

Assim, mensagens demoníacas foram inseridas com sucesso nos hits das bandas de mais famosas do século XX, como AC/DC, Iron Maidem e Xuxa.

Mas houve um problema...

As mensagens satânicas estavam lá, mas ninguém nunca descobria. Tudo por um simples e óbvio motivo: ninguém neste mundo ouve um álbum de trás-pra-frente, oras!

Assim, por volta do fim dos anos 80, o inferno se reuniu em um novo congresso. Depois de dias de discussão, chegou-se a um novo padrão: agora as mensagens demôniacas seriam inseridas nas músicas na ordem certa, do início para o fim. Assim, todos poderiam entender a mensagem satânica contida na canção. Perfeito!

Ficou definido também que esse novo plano seria colocado em prática a partir dos anos 90. Por isso, a partir da década de 1990, as bandas de metal (inclusive a Xuxa) praticamente sumiram, e ritimos como axé, forró, sertanejo universitário, funk carioca e rap americano passaram a ganhar cada vez mais espaço na mídia.

Crônicas de um Futuro PresenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora