Theo não acredita em Deus. Tampouco em deuses.
Para Theo, deuses não passam de histórias mitológicas, que remetem tempos muito antigos.
"O ser humano primitivo, desprovido de ciência, precisava explicar de onde vem os raios, a chuva...", dizia ele.
Mas agora era diferente. O homem moderno, dotado de ciências, já sabia de onde veio, e para onde iria. Logo, não se justifica louvores a deuses. Não se justifica perder tempo com religiões e seus dogmas, suas ameaças. Não se justificava todo o "evangelismo" que lava cérebros, e nem mesmo as mortes "em nome de Deus" que se praticam por aí, e os desentendimentos por causa de diferentes religiões, e a intolerância pregada e praticada por elas.
Theo levava tao a sério a sua não crença, que vivia em discussões em grupos da internet. Tentava convencer a todos ao seu redor sobre a não existência de Deus. E levava a defesa da sua retórica às últimas consequências: perdeu dois amigos na última semana, após desentendimentos.
Chamado de intolerante, retrucou :"intolerante são eles!".
Mesmo sem crer em Deus, era Deus o centro de todo o discurso de Théo. E a religião de Théo era não ter religião. Um servo, seguidor cego do deus que mais cresce em popularidade no momento: o "não-Deus.
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Crônicas de um Futuro Presente
Kısa Hikaye"Crônicas de um Futuro Presente" traz, de maneira descontraída, histórias que se passam num futuro que já chegou. Cada uma das pequenas histórias a seguir traz consigo um traço das dores e delícias da nossa vida moderna, num tom de crítica, mas sem...
