Com a cabeça fervilhando eu entro em casa, desde que me mudei para San Petersburgo, desde que merecidamente eu fui promovido a delegado, a minha cabeça tem andando assim. Eu sabia que não seria fácil, eu aprendi na marra que nada é fácil, se você não aprende com a vida, apanha dela.
Era isso que vinha acontecendo comigo desde que eu comecei a investigar um caso que não tinha saída, bom, era isso que todos achavam, mas eu nunca fui de me influenciar.
Nem bem coloco uma bebida e uma música pra me acalmar e a minha campainha toca, bufo impaciente pego a minha arma dentro do coldre em cima do sofá. A minha casa é segura, mas é bom não descuidar. E eu prefiro não pagar pra ver.
Abro a porta com uma fresta e coloco a minha arma por trás da minha calça ao ver de quem se trata. Abro a porta dando passagem a Seth, ele me olha e seus olhos vão ao coldre vazio.
-Deveria se mudar pra um apartamento pra ter um porteiro, coisa descente. - Ele fala pegando o meu copo e virando na boca.
-Deveria não tomar a bebida de um homem armado. -Falo, ele nem parece me dar ouvidos e se joga no meu sofá.
-O que quer aqui?
-Que delicadeza, eu vim o convidar para jantar lá em casa, lembra do aniversário surpresa da Karen? -Merda, Seth é meu amigo aqui em San Petersburgo, ele e Willian me ajudaram muito quando eu vim pra cá com apenas 28 anos e tendo a responsabilidade de delegar a cidade.
-Que merda está fazendo aqui atrás de mim? -Questiono achando um absurdo, mas ele e Kline são assim, me fazem sentir parte da família, as vezes eu me sinto um traidor miserável pelos meus pensamentos com a minha pequena bailarina.
-Vamos lá cara, a comemoração não será a mesma sem você lá, se Will vir será pior. - Bufo, ele ignora a minha pergunta na maior cara de pau.
-Vou me arrumar. -Aviso me encaminhando até o meu quarto, me arrumo com uma certa pressa, só de pensar que eu vou ver Beth lá, me deixa com mais ânimo pra encarar isso, depois de um dia de trabalho como esse.
Assim que chegamos em frente à casa de Seth eu posso ver algumas pessoas no jardim, entre elas Will bebendo com uns amigos.
-Jantar, não é? -Ele sorri e olha o pequeno fluxo com bastante gente.
-Seu eu te falasse você não viria e inventaria alguma coisa. - Justifica. - Vamos lá!
Desço e me encaminho pra falar com alguns conhecidos e falar com Karen, ela conversa com Anne, a bela esposa de Will e mãe de Beth, por falar nela não a vejo por nenhum lugar.
Tenho vontade de perguntar a Anne se Beth não veio, me recrimino por isso, não sei o que está acontecendo comigo ultimamente, parece que estou ficando louco ou voltei a adolescência.
-Então achei que iria ter que te buscar em casa Oliver. -Will fala ao se aproximar de mim, ele passa um braço possessivo pela cintura de Anne.
-Não é preciso tanto, hoje eu tive um dia daqueles. -Falo ao homem na casa dos cinquenta anos e parece ter na verdade trinta e poucos, também com uma esposa como Anne, ele faz jus.
-Você precisa de mais momentos como esse e uma família Oliver. - Anne fala, me olhando de um jeito suspeito.
-Anne quer casar todo mundo, minha menina, o Oliver é uma alma desapegada. -Will fala, ela continua a me medir, isso me desconcerta, não por ser uma coisa de segundas intenções, Anne é muito apaixonada por Will, eles são muito apaixonados.
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Rosa - Concluído
Cerita PendekElizabeth Kline a filha mais velha de Willian e Anne é uma menina doce e educada, sonhadora,apaixonada como a mãe, e sofre do mesmo problema, é loucamente apaixonada por um homem mais velho, Beth suspira toda vez que o amigo de seu pai. Oliver Conno...
