Ao mesmo tempo em que um alarme soava ruidosamente na minha cabeça e me lembrava que Gus disse que queria ir devagar, outra coisa dominava a minha mente:
Como eu iria me recuperar se isso não desse certo?
Esse homem tem invadido meus pensamentos, meus dias, minha solidão.
Esse homem de sorriso encantador.
O que eu faço se isso não funcionar?
Sinto os dedos trêmulos dele apertarem minha nuca.
O peso do corpo dele em mim, tão bem encaixado sob meu colo.
O sabor dele na minha boca.
Escuto o coração dele batendo tão pesadamente, que mesmo que não tivesse uma audição lupina, certamente ouviria.
O beijo é leve, os lábios dele apenas deslizam pelos meus.
Quase como se estivéssemos testando o que estamos sentindo um sobre o outro.
E imaginei que é mesmo uma boa ideia irmos devagar, e o deixo conduzir a situação.
Mas todos os meus pensamentos e receios são esmagados quando ele sobe com os dedos para meus cabelos com uma das mãos, e com a outra segura meu pescoço.
Por um segundo a boca dele se afasta da minha, com firmeza ele sobe o ângulo da minha cabeça e passa o polegar por meu pomo de Adão olhando nos meus olhos.
Ah, droga.
A ponta da língua dele desliza pelos próprios lábios, acabando completamente com minha resistência, os olhos implorando por mais, e ele volta a me beijar.
Não é mais um beijo de teste.
Parece que eu passei no teste.
Agora é outra coisa.
A língua dele invade minha boca, com vontade.
E se eu estava com calor antes, agora tem fogo correndo sob minha pele.
Ele sabe o que está fazendo comigo?
Ele sabe o problema que isso vai causar na minha cabeça??
Com força, os dedos dele puxam meus cabelos, e desisto.
Eu me entrego.
Ele mal me tocou, e estou rendido.
Aperto ele no meu colo, e passo a retribuir o beijo com mais intensidade.
O calor do corpo dele, o cheiro, tudo é bom.
A forma com que ele cola o peito ao meu, puxa meu cabelo e aperta meu pescoço gemendo na minha língua, não deixa espaço pra que eu pense.
Agora são só ações.
E porra.
Porra.
Que boca.
Que cintura.
Que homem é esse.
Parece que ele foi feito pra me tirar o controle.
Ele solta minha boca e nossas respirações estão descompassadas.
Corações batendo tão rápido que escuto o sangue disparando pelas veias dele.
Os olhos dele dizem exatamente o que ele quer.
Mas ele me mostra mesmo assim, aproximando os lábios e roçando nos meus novamente, deslizando a ponta da língua pelo meu queixo, descendo para meu pescoço.
Um arrepio começa onde a boca faminta e úmida de Gus me suga, descendo em ondas pelas minhas costas, enquanto a língua dele desliza me fazendo estremecer.
A mão dele que estava em meu pomo de adão começa a descer pelo meu peito, apertando e tocando tudo o que estava ao seu alcance enquanto eu o apertava na cintura, aproximando mais ele de mim, deslizando o corpo dele ao meu.
Mas sei que se continuarmos assim, não vou ter controle nenhum sobre meu corpo, os dedos atrevidos já chegaram na barra da minha camisa, e começaram a entrar sorrateiros deslizando pela minha pele nua, tão bom, tão bom.
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A montanha
RomanceWill é um jovem lobisomem, sua família é sua matilha. Sua família tem á gerações a tradição de manter casamentos entre a espécie, para que os jovens lobos cresçam e se fortaleçam juntos. Sendo o segundo na linhagem do Alfa ele deveria se casar e ter...
