Capítulo 11

6 2 0
                                    

Mateus

Estive sentado no banco de espera do Hospital durante cerca de meia hora ate um medico vir ao meu encontro. Ele contou-me q tinha sido apenas um pequeno sangramento mas que estavam os 3 bem. Quase caí de costas quando o medico me disse q a Clara esperava gémeos mas nem tive muito tempo para digerir a informação pois ele começou uma enchente de perguntas sobre o pai dos bebes. Disse-lhe q n era eu e n tinha a certeza de quem era mas contei da relação dela com o Ruben, apesar de acreditar q ele n era o pai pois ele próprio gritou aos 4 ventos q ela nunca o deixou tocar nela e achou q eu é q a tinha engravidado. Depois do questionário deixaram-me entrar no quarto dela, ela ainda estava desacordada então fiquei a velar o seu sono. Nunca na minha vida eu tinha imaginado q a Clara ia engravidar aos 17 anos e muito menos de gémeos! Um monte de perguntas circulavam na minha mente mas a maior delas era quem era o pai dos bebes. N conseguia deixar de sentir uma pontada de ciúmes dele, sempre foi um dos meus sonhos estar na sua posição mas era egoísta da minha parte pensar assim, a Clara n se ia entregar e muito menos engravidar de alguém q ela n achasse a pessoa certa para ela, ela de certeza estava feliz com quem escolheu e eu, bem, eu estou a tentar ficar feliz por ela, dizem q quando amamos uma pessoa queremos vê-la feliz, mesmo q seja com outra pessoa mas sempre achei um pensamento meio parvo porque isso implica deixar a pessoa q amamos partir. Apesar disso, sinto q é o certo a se fazer.

Com cuidado para n a acordar pego na mão dela e deposito um beijo delicado sobre ela.

Mateus: Se Deus te fez encontrar alguém especial para compartilhares uma das maiores felicidades do mundo então quer dizer q ele te fará mais feliz do q eu. Deus sabe o q faz e ele n te faria sofrer.

Permaneço com as minhas mãos sobre a dela em silêncio durante alguém tempo até notar que ela se começa a mover. Ela abana a cabeça de um lado para o outro com uma feição preocupada. Um pesadelo. Largo a sua mão e toco no seu ombro com cautela.

Clara: Não..

Tenho de a acordar, ela está a ficar muito alterada e isso n faz bem para os bebés.

Mateus: Clara..

Balanço um pouco o seu ombro e chamo-a calmamente.

Clara: Para!

Ela debate-se com mais força como se quisesse soltar-se do meu toque.

Mateus: Clara?

Clara: LARGA-ME EU QUERO OS MEUS FILHOS!

Mateus: Clara sou eu!

Ela abre os olhos aflita mas acalma-se um pouco quando me vê

Clara: Mateus!

Nem tenho tempo de dizer nada pois ela salta-me para cim e abraça-me. Por segundos fico sem reação mas logo retribuo o seu aperto.

Mateus: Calma, esta tudo bem, foi so um pesadelo.

Ela solta-se calmamente dos meus braços e acaricia a barriga carinhosamente enquanto algumas lagrimas descem pelos seus olhos.

Clara: A mamã vai cumprir o q prometeu meus pequenos.

A necessidade de respostas começa a sufocar-me mas antes de conseguir dizer alguma coisa o medico entra para falar a sós com ela. Depois de ela me acenar positivamente saio do quarto em busca de comida. Encontro a enfermeira q vinha entregar a refeição á Clara no corredor e ofereço-me para lha levar. Quando vejo a porta do quarto dela reabrir apresso-me a entrar pois a comida estava a queimar a minha mão e queria pousar a porcaria do prato maldito.

Clara: Eu.. não sei quem é o pai.

Paraliso no vão da porta. O medico nota a minha presença mas n me impede de entrar no quarto e permanece com a porta aberta.

Clara: Estava sozinha. Eu.. eu n conhecia a rua.. achei q estava segura mas.. mas n estava e ele agarrou-me e eu.. e eu n tive força para me soltar... eu.. eu fui fraca e..

O prato da comida cai-me da mão. Não, não pode ser. Não com a minha Clara. Ela olha na direção do barulho do prato caído e vê-me.

Clara: Mateus..

O meu nome parece morrer nos seus lábios. Antes de eu poder sequer dizer ou fazer alguma coisa ela tapa a cara com as mãos e começa um choro alto. O meu coração parte-se em pedaços ao vê-la assim. O medico coloca a sua mão no meu ombro e da um aperto de leve nele. Aceno positivamente e dirijo-me á cama dela. Envolvo-a no abraço mais apertado que consigo na tentativa de a fazer sentir protegida mas ela debate-se um pouco na tentativa de sair dos meus braços. N consigo evitar algumas lagrimas.

Mateus: Clara.. sou eu.

Ela continua tensa nos meus braços. Sinto um aperto no peito e fecho os olhos para tentar controlar toda a tristeza que quer sair. Ela sofreu tanto estes últimos meses e eu n consegui fazer nada por ela.

Clara: Olha para mim

Então era isso. Ela queria q eu olhasse para ela para ver a maneira que eu ia olha-la.

Clara: Olha para mim!

Não abri os olhos. Não me mexi um milímetro sequer.

Clara: OLHA PARA MIM! OLHA-ME COM PENA, COM NOJO, COM O Q TU QUISERES MAS OLHA PARA MIM! QUALQUER UM DESSES OLHARES N VAI DOER TANTO COMO N ME OLHARES DE TODO!

Abro os olhos calmamente e olho-a.

Mateus: Não sei se era o olhar que esperavas mas é o olhar que tenho para te dar.

Clara: É o olhar que eu precisava.

Ela abraça-me com força e eu aperto-a outra vez nos meus braços como se um só abraço nosso curasse todas as feridas q ela tinha. Passado algum tempo ouço a sua respiração suavizar e sinto o seu corpo amolecer, e com cuidado para n a acordar deito-me na cama com ela no meu peito. Faço carinhos no seu cabelo enquanto penso em tudo o q aconteceu e acabo por adormecer também.

_____________________________________________________________________________________________________________

OUTRO???? Sim eu sei, o Natal já passou mas hoje estou generosa então aqui está outro capítulo fantástico para vocês.

Obrigada por lerem e espero que gostem!

Ironias do destinoOnde histórias criam vida. Descubra agora