Capítulo 2

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Clara

A aula de Matemática nunca pareceu demorar tanto como hoje. Provavelmente porque estava ansiosa pelo que sabia que ia acontecer mais tarde. Saí da sala que nem um foguete com o nervosismo a comer-me viva, desci a escadaria da escola e ao passar o cartão vi-o. Estava encostado á mota e falava ao telémovel de maneira calma.
O Ruben não era nem de longe nem de perto o rapaz mais lindo que eu conhecia. Ele tinha um corpo bastante definido, mas talvez pelo facto de ele ser praticamente da minha altura (ou seja ter cerca de um metro e sessenta) não parecesse muito. Ele tinha sempre o cabelo com aquele corte basico de adolescente e cheio de gel e nunca se preocupava muito com a roupa, como ele dizia "visto a primeira coisa que me aparecer á frente". Uma barbicha rala que mais pareciam pentelhos começava a crescer na sua cara praticamente quadrada e ele não os cortava por nada pois dizia que queria crescer um bigode, ideia que eu nunca apoiei mas como a cara era dele também nunca opinei. Apesar de tudo isto, hoje, ao olhar para ele, senti o meu coração explodir. Ele vestia umas calças beije e uma camisa branca, roupa que, para mim, era um pecado capital, e vê-lo com ela fez as minhas pernas ficarem bambas. O sol batia nele de lado o que fazia com que os seus olhos ficassem mais profundos. Ao contrario de mim que tinha os olhos castanhos mais básicos do planeta ele tinha uma mistura de cores perfeita, um cinzento azulado e ao mesmo tempo esverdeado que com a luz do sol brilhava ainda mais. Enquanto eu babava pelos seus olhos lindos e me aproximava dele ele viu-me e e virou-se. Comtemplei o sorriso dele por uns instantes. Ele desenconstou-se da moto e aproximou-se de mim. Sorri.

Ruben: Bom dia!

Clara: Bom dia! É impressão minha ou hoje estás todo aperaltado?

Ele ri e passa a mão na "barba" rapidamente. Quem não o conhecesse acharia apenas um tique estranho dele mas eu sabia o que aquilo significava. Ele estava nervoso...e muito. Obviamente comecei logo a achar que ele estava nervoso pois hoje me ia pedir em namoro mas tentei fingir o melhor possivel que não tinha reparado.

Ruben: Achei que hoje, como é um dia de comemoração, devia esforçar-me um pouco nisto da roupa - ele volta a passar a mão na "barba" - pensei em irmos jantar fora hoje, talvez ir ao teu restaurante favorito??

Clara: Por mim tudo bem! - ele suspira de alivia de maneira discreta e mais uma vez finjo n entender - passas lá por casa ás 8?

Ruben: Lá estarei! Tenho de ir, o meu pai ligou-me a pedir para ir fazer umas entregas então tenho de me despachar. Até logo! - ele coloca o capacete e vejo-o sair do estacionamento com a sua mota.
Ás vezes ficava desiludida com a maneira pouco romantica dele, ele nunca me dava a mão, nunca me tocava e muito menos me beijava. Apesar de no momento ficar um pouco desiludida, lembrava-me sempre do dia em que lhe disse que não lidava muito bem com contacto fisico, n sabia porquê mas o toque das pessoas mexia muito com o meu psicologico. Ele respeitava o meu espaço e isso era algo admiraval.
Depois de não conseguir avistar mais a moto dele voltei para a escola, o intervalo estava quase no fim e n me ia dar ao luxo de chegar atrasada. Vi alguns alunos ainda a fumar ao pé da portaria e revirei os olhos. Acho a maior burrice do mundo fumar. Mal cheguei á porta da sala avisto alguns colegas de turma e junto-me a eles até começar a aula. Só conseguia pensar no que poderia acontecer no nosso jantar e em como isso me ia fazer a pessoa mais feliz do mundo.

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Oi maltaaaa!!! Sorry a demora para postar o segundo capítulo mas para vossa sorte e para compensar tanto tempo sem postar hoje vão sair vários capítulos praticamente seguidos.
Espero que estejam a gostar da história, alguma ideia que queiram partilhar comigo sobre as personagens ou duvidas que tenham podem falar nos comentários que eu vou tentar responder o mais rápido possivel.
Votem e partilhem muitooooo
Obrigada

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