Capítulo 12

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Clara

Abro os olhos devagar e tento habituar-me á luz que quase me cega. Lembro-me de estar abraçada ao Mateus e depois puf! O meu deus eu adormeci nos braços dele?! Levanto-me com cuidado e sento-me na cama. Sorrio. Ele estava gloriosamente lindo adormecido naquela cama. Os cabelos espalhados pela almofada branca, a t-shirt amarrotada, os lábios entreabertos, até a pequena ferida na sua sobrancelha lhe dava um ar charmoso.

Clara: Nossa, é quase pecado ser assim tão bonito enquanto se dorme.

Um pequeno sorriso nasce nos seus lábios. Ah não eu disse isto em voz alta?! Merda! Bato no seu ombro e ele explode numa gargalhada alta.

Clara: É muito feio fingir q se está a dormir.

Ele abre os olhos devagar para se acostumar á luz, olha para mim e abre um sorriso largo.

Mateus: se soubesse que a visão matinal era tao magnifica tinha aberto os olhos mais cedo.

Tento acalmar o meu coração que quer saltar do peito. Rio.

Clara: Não brinques comigo Silva.

Ele levanta-se e senta-se ao meu lado enquanto me olha com uma cara seria

Mateus: Porque estaria eu a brincar? Tens 17 anos e aguentas-te a morte duma mas pessoas mais importantes para ti que tu tinhas em conta como um herói, aguentas todos os dias viver sobre o regime de uma mãe que é tudo menos uma mãe para ti, aguentas comentários maldosos de pessoas que nada sabem sobre ti e mesmo assim te criticam por fazeres o bem, dás todo o amor que tens e mais algum quando pouco ou nada recebes em troca, foste vitima de uma das piores coisas que pode acontecer a alguém, carregas contigo duas vidas proveniente dessa maldade aterradora e mesmo assim aqui estás tu. Com um sorriso lindo no rosto. Se existe uma palavra para te descrever é com certeza magnifica.

Ele pega na minha mão com cuidado e deposita um beijo lento sobre ela. Olho para ele incrédula.

Mateus: É incrível como consegues conquistar uma pessoa sem sequer te dares conta.

Clara: Não pode ser.. todo este tempo..

Mateus: Desde o dia em que me expulsaste do corredor.

Um arrepio corre-me por todo o corpo.

Mateus: O que aconteceu naquele dia Clara?

Abaixo o olhar.

Clara: N sei se consigo..

Ele pega no meu queixo e faz-me encará-lo com suavidade.

Mateus: N te vou obrigar a nada. Quando te sentires preparada para contar eu vou estar preparado para ouvir. Vou buscar algo para tu comeres, não faz bem para nenhum de vocês os 3 ficar tanto tempo sem comer.

Aceno que sim com a cabeça sem conseguir dizer nada. Ele deposita um beijo na minha testa e sai do quarto. Acaricio a barriga.

Clara: O que acham que a mama deve fazer? Devo contar? Eu sinto que é o certo, mas não sei se vão ser pesos demais para ele carregar.

Permaneço em silêncio até ele voltar a entrar pela porta com dois pratos de comida nas mãos. Ele sorria ternamente para mim.

Ele tem de saber.

Mateus: Sei que gostas de lasanha de legumes, e era o prato mais saudável que tinha no menu.

Ele senta-se na cama e coloca os pratos na mesinha de alimentação. Tira o telemóvel no bolso e coloca uma música calma de piano.

Sorrio.

Clara: Já te disse que és o melhor?

Ele ri.

Mateus: Hoje ainda não.

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CAN I GET AN AMENNNNN

Três episódios de uma virada não é para todos eu sei mas já os tinha na gaveta á muito tempo e vocês merecem!!!

Obrigada por lerem e espero que gostem

Ironias do destinoOnde histórias criam vida. Descubra agora