Esmeralda estava sentada na cama com o tablet na mão e a filha mamava de olhos fechados.
- Dormiu minha bebê? — A cheirou e sorriu — Você é tão especial.
Renata se encolheu sugando o seio da mãe e segurava uma mecha do cabelo dela
- Esme? — Augusto entrou no quarto e se aproximou dela — Podemos conversar?
- Claro que sim! — Respirou fundo e bloqueou a tela do tablet — O que foi? — Ajeitou a filha nos braços.
- Meu amor, eu... Eu amo você! — A olhou nos olhos — Só você, o que estamos fazendo aqui é totalmente uma farsa e não existem sentimentos.
- Augusto, está tudo bem, eu entendo, eu criei isso! & Tocou a mão dele e sorriu — Eu estou bem com isso.
- Não, não está! — A olhou nos olhos — Eu te ouvi chorando no banho!
- Eu... Me dói, já existiu sentimentos entre vocês e eu tenho medo Augusto, eu não sou perfeita, eu não sei como agir algumas vezes e eu realmente, eu juro que não faço ideia do que estou fazendo, eu só estou seguindo o meu coração. — O olhou nos olhos — Eu amo o Gui, e eu quero proteger o pirralho, é só isso que eu quero fazer.
- Você é maravilhosa! — Beijou a mão dela e olhou a filha.
- Não, eu só estou tentando fazer o certo, por mais que me doa isso tudo, por mais que eu sinta que muitas vezes isso vai acabar mal, eu não vou desistir de fazer o bem! — O olhou nos olhos com os olhos marejados — Augusto, eu te amo demais, eu quero que você saiba disso, ok?
- Esmeralda, vai dar tudo certo, eu te prometo! — Acariciou a mão dela — Amor, eu vou fazer dar certo.
- Isso é algo que está muito além de nós! — O olhou nos olhos — Mas vamos nos esforçar, ok?
- Ok! — A olhou nos olhos e deu um selinho nela — Vamos nos esforçar.
- Quer comer pudim? — Esmeralda sorriu colocando Renata na cama e o olhou nos olhos.
Em outro cômodo...
Norma olhava o marido que andava de um lado para o outro reclamando e respirou fundo, já estava impaciente com ele tão agitado, quando ele foi repetir a volta ela ficou de pé frente a ele e segurou os ombros dele.
- Hugo, se você der mais um passo eu arranco seu pé. Ok? — O olhou nos olhos e respirou fundo — Para com isso, você está me deixando nervosa.
- Você tem noção do que está acontecendo? — Respirou fundo e sentou na cama e passou a mão no rosto — As minhas filhas estavam tão bem, estavam se dando bem e vem isso e pode voltar a fazer elas se odiarem.
- Ei, não pense isso. Elas são adultas e mães agora, tudo mudou. — Se aproximou e sentou ao lado dele — Vai dar tudo certo.
- Eu estou tentando pensar positivo, mas está tão difícil. — Suspirou e passou a mão no rosto.
- Eu estou aqui com você... — Norma tocou o rosto dele & Sabe de uma coisa? — Sorriu o olhando nos olhos — Parece que a gente recomeçou, paramos de brigar por tudo, estamos nos apoiando e eu te amo cada dia a mais.
- Sim. — Segurou a mão dela — Isso é verdade. Eu te amo muito Norma.
Ela sorriu e o beijou tocando o rosto dele, Hugo segurou na cintura dela e a puxou para mais perto intensificando o beijo.
Manuela estava sentada no balanço e olhava Guilherme brincar pelo jardim junto a Arthur, não deixava de pensar em tudo o que estava acontecendo, estava tudo indo muito rápido e ela não queria mais adiar sua felicidade. Manuela se levantou e se aproximou dos dois e respirou fundo indo até seu noivo.
- Pode ficar com ele? Eu tenho que sair, é muito importante... — Mordeu o lábio o olhando nos olhos.
- Claro meu amor, pode ir, eu fico com ele. — Sorriu a olhando e se levantou com Guilherme no colo — Está tudo bem?
- Vai ficar tudo bem. — Deu um selinho nele e beijou a testa do filho e saiu andando.
Norma saiu do quarto e desceu as escadas sorrindo segurando o corrimão e viu Manuela passar por ela apressada.
- Minha filha? Onde você vai? — Desceu as escadas e se aproximou.
- Preciso resolver um probleminha, deixei o Gui com o Arthur no jardim. — Falou calma.
- Não esqueça que você tem que provar o vestido hoje. — Falou próxima a ela e tocou o rosto dela — Vai ser a última prova.
- Eu não vou esquecer mãe, pode deixar. — Beijou a bochecha de Norma e saiu andando.
Norma balançou a cabeça e respirou fundo e foi até a sala, olhou as fotos das filhas espalhadas pela sala e pegou um porta retrato onde estava ela, Hugo e seus três filhos e sorriu com os olhos marejados.
- Eu espero que tudo termine bem. — Passou a mão no cabelo.
- Sentimental dona Norma? — Entrou na casa segurando a mão de Adriana — Que carinha é essa?
- Aí menino... Que susto. — Se virou e sorriu — O que está fazendo aqui?
- A Dri vai provar o vestido de madrinha hoje, esqueceu? — Sorriu levemente.
- Ah, verdade. — Beijou a bochecha de Adriana — Oi querida.
- Oi, como estão as coisas? — A olhou nos olhos — Tudo bem?
- Graças a Deus, elas estão bem, sem brigas, as crianças iluminam essa casa. — Sorriu e respirou fundo — Vai lá em cima, a Esme está lá com a Renata e com o Augusto.
- Eu vou ver minha afilhada. — Sorriu animada e deu um selinho em Gustavo e subiu as escadas correndo.
- Não vai ver sua sobrinha? — Norma olhou o filho sorrindo.
- Depois eu a vejo, eu vim ver a senhora. — Se aproximou e abraçou a mãe.
Norma ficava pequena nos braços do filho, sorriu e o abraçou forte fechando os olhos e respirou fundo.
- Ah meu filho, você é tão lindo. — Falou calma — Você é tão importante para mim.
- Eu sou dona Norma? — Beijou a testa dela — Quero que saiba que eu sei a barra que você está aguentando, vendo tudo isso acontecer, saiba que pode contar comigo, tá bom?
- Eu sei disso. — Tocou o rosto dele — Obrigada. Eu amo você.
- Eu também amo você mãe, eu te amo. — Sorriu a olhando nos olhos — E é com todo esse amor que eu informo que... Eu vou ser pai.
- O que? — Arregalou os olhos surpresa — Você o que? Vai... Você...
- Eu vou ser pai. — Sorriu a olhando nos olhos — Você vai ter mais um neto ou neta.
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La Villana
RandomEsmeralda Lacerda,uma jovem ambiciosa que deseja uma vida perfeita e cheia de êxitos não contava que seu coração a trairia,e a deixaria fraca e vulnerável, ela então decidiu deixar de lado esse sentimento que só servia para deixá-la fraca e seguir s...
