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Capitulo 5

SINA

Quando sai do quarto já era hora do almoço, decidi não almoçar em casa, sai antes que Joalin ou minha mãe pudessem me ver, decidi ir andando até o restaurante Beauchamp's.

Assim que cheguei, fui recebida pela Úrsula, a anfitriã, me sentei em uma mesa perto da janela, em um canto onde era mais silencioso.

Úrsula me deu o IPad, escolhi um prato e esperei.

— Finalmente decidiu aparecer, Srta. Sina! — Ouvi a voz de Josh que me fez levantar o olhar para ele.

Meu querido cozinheiro Josh, ele é simplesmente incrível, tem 19 anos, trabalha com os pais, eu o conheci aqui no restaurante ele estudava em escola diferente,  era raro eu conversar com ele mas pode se dizer que eu gosto de me abrir com ele, ele me da conselhos ótimos.

— Oi Josh, desculpa. — Me levantei para abraça-lo.

— Minha mãe já estava com saudades.

— Cadê ela?

— Está ocupada fazendo seu almoço, achei que os domingos o almoço era em casa. — Disse sorrindo.

— Infelizmente não estou com cabeça para aturar as monstras. — Falei me sentando com ele. — Consegui mais uma criança.

— Quem é dessa vez?

— Família Urrea

Ele fez careta.

— Mais ricos. Você só cuida de crianças mimadas por dinheiro é?

— Elas não são mimadas, bom, teve algumas que... — Arregalei os olhos brincando. — Mas dei uma lição nelas.

— Família Urrea... — Ele pensou. — Nossa, conseguiu ir longe, os Urrea são os mais ricos de São Francisco, eu soube que o filho deles vai estudar na melhor faculdade de São Francisco.

— Babaca... — Resmunguei pensando no indivíduo.

— Como?

— O filho deles, é um babaca.

— Você o conheceu?

— Sim, ele chegou me tratando como um lixo, ameaçou a me demitir pois "sou adolescente é não tenho responsabilidade " — Falei lembrando dele.

Apesar de ter um rosto bonito, ser bonito e tals, ele me trata como lixo. Eu não deixo nem minha família me rebaixar, ele acha que vou deixar um garoto qualquer fazer isso?

— Sério? Que babaca. Sabe o que eu acho Sina? — Perguntou enquanto uma garçonete colocava meu prato na mesa. — Você deveria fazer aulas de defesa pessoal, você é muito bobinha — Ele apertou meu nariz.

— Eu progredi, discuti com ele.

— Discutir é uma coisa, e se uma garota na faculdade quiser vir brigar com você? Você vai vim aqui pedir ajuda?

Olhei para ele na resposta de sim.

— Ei, Sina, você deve saber se cuidar, Linda,  eu não vou estar sempre aqui. — Ele pegou uma batata do meu hambúrguer.

— Sugestões de lugares que dão aulas?

— Te mando por mensagem.

A mãe dele veio chama-lo, eu terminei de comer e paguei, fui até o shopping,  quando não quero ir para casa, eu dou uma andada no shopping. 

Enquanto estava andando, fui olhando vitrines. Cheguei em uma a qual tinha vestidos de noiva, eu sou apaixonada por esses vestidos.

Meu sonho é ter um "casamento de princesa ", na beira da praia, ao por do sol, com o amor da minha vida que me ame de verdade, com o vestidos dos meus sonhos.

Mas sei que no dia em que eu estiver no meu casamento,  vou sentir falta de algo esse algo é minha mãe, minha irmã e meu pai, saber que meu pai não me levará no altar é horrível, sei que ele não fará nem questão de estar presente.

Bom, isso eu posso pensar agora, mas daqui pra frente pode ser que ele mude, ninguem sabe o dia de amanhã.

— Moça, está tudo bem? — Ouvi uma senhora.

— Sim, estou. — Olhei meu reflexo na vitrine é vi que meus olhos estavam vermelhos e marejados. — Licença.

Andei mais rápido até o banheiro, tentei retornar é me mostrar forte, era o que eu sempre faço.

Quando voltei para casa, estava tudo apagado, não tinha ninguém o que era raro já que não temos dinheiro para sair então minha mãe ficava em casa.

Liguei a televisão, coloquei na Netflix que eu pago para mim, antes de coloca séries, fui até a cozinha e fiz pipoca, voltei, me deitei e comecei a assistir.

Por volta das 14:40, elas chegaram rindo é falando de algo com sacola de doces na mão.

— Nossa, você viu aquela parte que ele começa a bater no homem? Foi incrível! — Joalin disse animada para mamãe.

Assim me me viram, seus sorrisos sumiram, com se visem algo nojento no sofá. Odeio isso.

— Vocês foram no cinema? — Perguntei incrédula.

— Não é da sua conta. — Joalin disse enquanto minha mãe pegava as sacolas.

— Joalin, essa blusa e minha,  você entrou no meu quarto? — Me levantei indo até elas.

— Ela fica melhor em mim do que em você.

— Eu não acredito que você deixou ela entrar no meu quarto, isso e é invasão de privacidade! — Falei indo até minha mãe.

— Não comece de drama Sina.

— Vocês são inacreditáveis. — Olhei incrédula e peguei meu celular saindo de casa.

Não acredito nisso, já basta me tratar como se eu não fosse uma Deinert, agora invasão de privacidade já passou dos limites, como pode?

Eu comecei a andar pela rua, estava claro então não havia perigo. O bairro onde eu moro é perigoso demais a noite, eu chego tarde da casa dos Urrea pelo fato de ser longe e tenho que sair cedo agora, mas preciso desse emprego.

Me perdi no tempo, andando pela rua acabei chegando muito longe de casa. Eu já tinha pensado bastante, tinha que voltar.

Quando cheguei, me sentei na calçada.

— Ei, Deinert, tudo bem? — Savannah  minha vizinha perguntou.

— Estou sim, Sav

— Problemas de família de novo?

— Como sempre.

— Quer dormir aqui em casa? Minha mãe tá de plantão. 

— Não, acho.melhor não, eu já vou entrar, mas obrigada.

Me despedi é entrei, fui direto para meu quarto. 

Eu não iria aguentar ter mais uma discussão.

E amanhã... seria mais um dia acordando as 5 horas da manhã







Ai ai

Xoxo
Duda

ᴀ ʙᴀʙᴀ ᴅᴀ ᴍɪɴʜᴀ ɪʀᴍᴀ » ɴᴏᴀʀᴛ ᴀᴅᴀᴘᴛᴀᴛɪᴏɴOnde histórias criam vida. Descubra agora