Nicole permaneceu imóvel diante da tela.
Pela primeira vez desde o início daquela investigação...
Ela tinha a sensação de que o assassino havia cometido seu primeiro erro.
O técnico continuou encarando o monitor por mais alguns segundos antes de apoiar as duas mãos sobre a bancada.
— Achei.
Nicole ergueu os olhos imediatamente.
— O quê?
Ele ampliou novamente a imagem e girou levemente o arquivo para corrigir a perspectiva do guardanapo. As letras antes borradas agora apareciam quase por completo.
"...PUERTO..."
O homem clicou em outra ferramenta e sorriu discretamente.
— Eu conheço essa tipografia.
Nicole aproximou-se da tela.
— Tem certeza?
— Trabalho há mais de trinta anos restaurando fotografias para hotéis, restaurantes e empresas. Algumas marcas acabam ficando gravadas na memória.
Ele abriu uma gaveta, retirou uma pequena lupa e voltou a observar a imagem.
— Não tenho cem por cento de certeza... mas noventa e nove.
Nicole permaneceu em silêncio, esperando.
— Esse guardanapo pertence ao Puerto de Oro.
Ela franziu a testa.
— Nunca ouvi falar.
— Pouca gente ouviu. Não é um restaurante comum. É um estabelecimento frequentado por empresários, políticos, investidores... gente com muito dinheiro. Fica na região portuária de Miami e funciona apenas durante a noite.
Nicole sentiu um arrepio percorrer a nuca.
Empresários.
Pessoas influentes.
Exatamente o perfil das vítimas.
— Consegue imprimir essa imagem para mim?
— Claro.
Enquanto a impressora começava a trabalhar, Nicole pegou o celular e discou imediatamente o número de Taylor.
Chamou uma vez.
Duas.
Na terceira, a ligação foi atendida.
— Jones? Aconteceu alguma coisa?
— Encontrei uma pista.
Do outro lado da linha, Taylor ficou em silêncio.
— Que tipo de pista?
Nicole observou a folha recém-impressa sair lentamente da impressora.
— Descobrimos de onde veio o guardanapo da fotografia.
— E...?
Ela respondeu sem conseguir esconder a satisfação na voz.
— Acho que acabamos de encontrar o lugar onde essa história realmente começou.
Taylor não respondeu por alguns segundos.
Quando voltou a falar, sua voz havia mudado completamente.
Já não havia ironia.
Havia urgência.
— Me manda o endereço. Estou indo agora.
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A ÚLTIMA VÍTIMA
RomantikNicole Jones é uma detetive experiente de Nova Iorque, focada em resolver crimes complexos. Porém, ela nunca imaginou que uma simples missão poderia revirar seu passado de uma maneira tão inesperada. Quando é designada para investigar um caso intrig...
