No outro dia de manhã, Hyungwon sentiu sua cabeça doer como se tivesse sido pisoteado por diversos tipos de animais diferentes ao mesmo tempo. Era quase insuportável, e a sensação de ressaca não ajudava a situação nem um pouco.
Com muito custo, levantou-se da cama que nem se lembrava direito como havia chegado e em passos muitos lentos, desceu as escadas da casa indo na direção da cozinha.
Foi trabalhoso encontrar os remédios para dor de cabeça já que o lugar estava completamente bagunçado devido a sua preguiça para arrumar, mas não demorou muito para que os frascos cheios de comprimidos fossem achados no meio de tanta bagunça.
Engolindo dois de uma vez sem o mínimo de preocupação, Hyungwon se sentou no sofá e respirou fundo durante cerca de dez minutos seguidos. Sua mente estava uma bagunça de flashes curtos do que a memória de bêbado lhe propiciava, mas ele se lembrava perfeitamente de ver Hoseok com alguém, beber como um condenado, ter uma curta conversa com o Lee e então a cena que mais lhe doía o peito: o olhar severo carregado de desprezo que havia recebido.
Hyungwon não conseguia entender o que tinha dado errado naquele relacionamento, sabia que as coisas não tinham começado do jeito certo, mas eles estavam se esforçando tanto para dar certo que nem passou pela sua cabeça que aqueles dias de conto de fadas poderia acabar com tanta facilidade.
Doía como um inferno, e ele sinceramente não sabia se conseguiria superar isso tão rápido.
Quando estava prestes a voltar para cama e dormir para esquecer de tudo, o soar da campainha fez o Chae dar um sobressalto no sofá pelo susto. Não estava ninguém, ou ao menos não se lembrava de ter marcado nada.
Com um praguejo mental, atendeu a porta com o máximo de gentileza que seu mau humor matinal poderia oferecer, ignorando completamente os bons modos quando percebeu que era apenas Kihyun, ainda agindo estranho como na noite passada estava.
— Você está péssimo — foi a primeira coisa que o rosado disse ao entrar nas dependências da casa do mais novo, que apenas resmungou um xingamento e voltou a se deitar no sofá. — Eu trouxe café.
Hyungwon o olhou com curiosidade.
— Sim, é de canela com baunilha — riu o Yoo ao ver como suas palavras fizeram o Chae sair do sofá e puxar a embalagem da sua mão com rapidez.
— Obrigado, hyung — disse ao dar o primeiro gole longo na bebida. — Não só pelo café, mas pelo o que você fez ontem.
Kihyun franziu o cenho confuso.
— Sim, claro, de nada — apesar da ponta de curiosidade sobre o que o outro se referia, preferiu apenas ignorar.
— O jeito que Hoseok olhou pra mim ontem foi tão horrível — comentou. — Não sei o que teria feito se você não tivesse me trazido pra casa.
E foi então que Kihyun percebeu o que tinha acontecido.
Hoseok e ele tinham pintado o cabelo da mesma cor recentemente, o que significava que Hyungwon, entorpecido pela bebida, tinha confundido os dois, afinal Kihyun nunca havia o levado para casa pois tinha passado a madrugada na balada se divertindo com os amigos e imaginava que o outro também tinha feito isso.
— Mas hm, você nunca me disse o que realmente aconteceu — tentou puxar o assunto, ainda dentro do personagem.
— Eu pensei que tinha te contado — franziu o cenho. — Hoseok estava com outra pessoa e eu cheguei no momento exato da cena.
Kihyun tentou segurar sua surpresa.
De todas as coisas erradas que Hoseok poderia ter feito, ele jamais imaginava que o Lee seria capaz de trair Hyungwon, já que dizia aos quatro ventos do mundo que amava o moreno.
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Video Games [2won]
FanfictionO relacionamento de Hyungwon e Hoseok é como um videogame que o Chae se vê na obrigação de jogar. {lhs+chw = 2won} Baseado em Video Games - Lana del Rey Capítulos curtos
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