Dias se passaram desde a apresentação de Wonho e Hyungwon continuava a pensar constantemente naqueles lábios róseos e olhos felinos tão hipnotizantes como um canto de sereia. Wonho era inexplicavelmente atraente para si de uma forma que ninguém havia sido antes. Não sabia dizer se era por causa daquela tatuagem em seu braço, ou seu belo sorriso sacana ou talvez a forma sexy que as calças de couro deixavam suas coxas torneadas. Tudo o que sabia era que não se esqueceria daquele homem tão cedo.
Kihyun notara sua perdição. Hyungwon constantemente trocava pedidos ou escorregava pelos pequenos corredores do bar durante seu turno, o que fez o rosado criar um próprio laudo médico para seu não-tão-pequeno problema: a síndrome Wonho
Entre os sintomas da síndrome, de acordo com o Yoo, estão a dispersão no trabalho, mente nublada, pernas bambas e o coração acelerado. Tudo que o Chae sentia e talvez um pouco mais.
— Acho que você está exagerando — Hyungwon comentou quando o colega de trabalho lhe contou de sua mais nova criação. — Não é como se eu estivesse tremendamente apaixonado por ele. Eu apenas...me sinto estranho.
Kihyun riu soprado.
— Certo, enquanto você tenta se enganar por que não vai até a mesa servir os clientes? — Yoo disse e Hyungwon prontamente obedeceu sem não antes soltar um xingamento resmungando que foi rapidamente respondido por uma gargalhada alta.
— O que deseja? — Perguntou o Chae evitando contato visual. Embora não parecesse, tinha ficado um pouco pensativo após a curta conversa com o de fios cor-de-rosa. Wonho e ele tinham tido uma intensa troca de olhares, mas era apenas isso e nada além. Apaixonado era uma palavra forte demais para algo tão recente.
— Acho que o meu desejo não está no menu — aquela voz fez os olhos do moreno duplicarem de tamanho. Lá estava ele, a razão dos seus inúmeros divagos, a causa dos seus pensamentos mais impuros e depravados. Trajando uma calça jeans com rasgos nas coxas, uma regata dos Beatles, jaqueta de couro de gangue e botas do mesmo material. Seus olhos intimidadores soava ainda mais atraentes e o típico sorriso sacana dançava por sua boca.
— E-então infelizmente não vou poder ajudá-lo — por que diabos tinha gaguejado como um maldito virgem?
Hoseok sorriu ladino.
— Ah, eu tenho certeza que pode — sussurrou o cantor próximo ao pé do ouvido do barman. — O que eu quero apenas você pode me oferecer.
— Eu não posso...estou trabalhando — a forma súbita que Wonho se afastou de si assustou-lhe.
— Tudo bem, então me traga apenas uma cerveja qualquer.
Antes que Hyungwon pudesse sequer se mexer, Kihyun já tinha posto a garrafa no balcão. Wonho não disse mais nada, apenas pegou a cerveja e deixou um dinheiro amarrotado no lugar antes de sumir na multidão com uma última piscada para o Chae.
— Qual é o seu problema?! — Foi a única parte do enorme discurso de Kihyun que Hyungwon ouviu pois no exato momento em que este começou a falar, Chae notou um pequeno papel amassado próximo às notas de dinheiro. Ao desamassá-lo notou em uma letra rabiscada e grosseira a frase "Quatro 301". Ele sabia do que se tratava, sabia aonde ir, mas não sabia se deveria ir. Já fazia um bom tempo que não se envolvia com ninguém, talvez quatro ou cinco meses, não se lembrava ao certo. Na verdade, preferia mesmo esquecer a forma que seu ex lhe tratava.
E só de lembrar de Changkyun, seu coração falhou uma batida. Changkyun lhe fez inseguro, lhe fez temer qualquer envolvimento com alguém, mas ele estava cansado. Ele não queria mais temer, não queria mais construir um muro em sua volta. E por isso, tomou logo sua decisão.
— Pode me cobrir, Kihyun? — Não esperou a resposta do colega e correu pelo caminho que antes o platinado havia passado, trombando em diversas pessoas por consequência de sua euforia. Subiu as escadas que davam para os quartos ignorando o sorriso malicioso de Jooheon, o secretário do motel ao lado da boate. Hoseok devia tê-lo avisado que viria, como se já soubesse sua decisão.
Não demorou muito para encontrar o 301, afinal este era o primeiro quarto do andar. Surpreendeu-se pela porta estar aberta, porém não teve muito tempo para pensar nisso pois os olhos selvagens de Wonho o aguardavam em uma das poltronas vermelhas do quarto. Tudo ali era em tom de luxúria, desde o vermelho das paredes aos lençóis.
— Imaginei que demoraria mais — a voz rouca se pronunciou. Ele abriria a garrafa de cerveja com uma mão e chamava-lhe. Hyungwon se aproximou em passos rápidos. — Pensei que não pudesse deixar seu posto de trabalho.
— Não acho que você esteja aqui para conversar sobre meu emprego, ou está? — O tom ácido de sua voz fez Wonho arquear a sobrancelha.
Eles se encararam por alguns segundos antes de Hoseok puxar-lhe pelo braço e encostar seus narizes, deixando seus lábios ainda mais próximos. A boca avermelhada de Wonho era dona de uma estupenda beleza, com tamanha delicadeza e aspecto macio. Hyungwon se sentia leve como uma pena.
— Beije-me, Hyungwon — sussurrou Wonho e Hyungwon o fez; o fez sem pensar duas vezes e sem qualquer resquício de hesitação.
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Video Games [2won]
FanfictieO relacionamento de Hyungwon e Hoseok é como um videogame que o Chae se vê na obrigação de jogar. {lhs+chw = 2won} Baseado em Video Games - Lana del Rey Capítulos curtos
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