Capítulo 13

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- Consegui Heyoon! - Sina fala assim que Shivani sai do escritório e Heyoon entra para perguntar
como foi, e foi recebida por um abraço da loira animada. - O conselho não vai mais poder
mandar em mim. Agora tenho a maioria percentual da empresa em qualquer possibilidade! - A
loira fala.
- Isso é ótimo Sina! - A coreana diz retribuindo o abraço. - Eu ia perguntar como foi mas
você já disse como tinha sido... - Heyoon deixa em aberto sorrindo.
- Precisamos comemorar! - Sina diz - Eu,você e Ju! Que horas são? - Sina pergunta e Heyoon
olha no relógio
- Se formos agora a pegamos assim que a aula acaba.
- Então vamos! Hoje é dia de pizza e sorvete! - Sina diz alegre e puxa Heyoon pela mão até o
elevador privado indo direto para a garagem. Heyoon nunca tinha visto Sina tão feliz... A coreana 
estranhamente ficou feliz por tabela pela conquista da loira.
(...)
Ju estava sentada no banco da frente da escola. A coreana nem acreditava que tinha passado
o dia sem levar raspadinha, primeira conquista pessoal dela havia sido conseguida. Ah... Doce
ilusão...
- Você fez a gente ficar de detenção Maria Julia. - Justin aparece acompanhado dos outros 3
colegas. - Isso não foi nada legal...
- Pensa antes de escolher em quem joga raspadinha antes Justin - A menina fala se levantando
para mudar de lugar, mas ele e os outros fazem a barreira. - A qualé! De novo?! - Ela diz
reclamando.
- Você pediu por isso Julia. - Justin fala e assente com a cabeça para os amigos sorrindo
sacana.
Dois dos amigos seguraram Julia pelos braços e a imobilizaram enquanto Justin ia até a
mochila da menina e abria ela.
- Hum... Vejamos o que temos aqui - Ele fala e vira a mochila de ponta cabeça, nesse momento
o aglomerado havia se formado novamente, e dessa vez tinha pais no meio. -Anne Frank? Sério
Julia? - O menino fala. - Esperava mais.
- Não! - Julia fala mas já era tarde demais. O garoto começou a rasgar o livro na frente da
menina. - PARA JUSTIN! NÃO! - Julia sentia dor. Sim, dor. Para pessoas como julia, destruir um
livro era pior que levar um soco. - Minha avó que tinha me dado esse livro... - A menina fala
chorosa
- Own... Vai chorar bebê? Cadê a herdeira do império Deinert? Temos que dar o braço a torcer para sua mãe, deu um belo golpe do baú na outra. Quem diria que além de sem pai, a mãe é
sapatão - O cara fala rindo.
- O que é aquilo ali? - Heyoon fala chegando com Sina na frente da escola.
- Não sei. Vamos ver mais de perto. - A loira fala estacionando o carro e saindo junto da
coreana.
- PARA JUSTIN! RESPEITA ELAS! - A menina grita - QUER JOGAR RASPADINHA EM MIM? JOGA!
MAS NÃO FALA MAL DELAS! - A menina fala se debatendo.
- Calma Julia... O que é seu está guardado. E vai ser pago com juros e correção monetária... -
O menino fala e tira um isqueiro do bolso. - Vejamos... - Ele fala brincando com o isqueiro - Já
que você gosta tanto de química... Vamos ver uma reação química acontecendo aqui e agora. -
Ele fala e pega o livro rasgado e Julia se desespera novamente.
- NÃO! O LIVRO DA MINHA AVÓ NÃO! - Ju grita.
- Essa voz... Heyoon! - Sina fala reconhecendo a voz.
- É da Julia! - Heyoon grita e ambas as mulheres começam a correr diante da confusão. Mas não
conseguiam ver nada, tinham muitos alunos, pais e professores, nenhum deles notou as duas
mulheres ali.
- Olha que peninha... Reações químicas nunca voltam ao estado natural Julia... - O menino diz
debochado.
- VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO JUSTIN!! - A menina fala tentando se soltar novamente e fazendo
um escândalo, mas infelizmente os atletas de futebol americano eram fortes e a prendiam mais
forte ainda. As marcas vermelhas e roxas ficariam por um tempo.
- CALADA JEONG! - O menino grita. - ISSO É POUCO PARA VOCÊ! - Ele diz. - Mas também... -
Ele debocha - O que poderíamos esperar de uma filha de mãe solteira que foi largada pelo
namorado da adolescência... - Ele fala e Julia podia ver praticamente o veneno escorrendo da
boca dele. - Agora ela finalmente encontrou uma trouxa para dar o golpe do baú... Quem diria
que a gênia milionária dava para a assistente... Que decadência.
- CALA A BOCA SEU VERME! NÃO FALA DA MINHA MÃE E DA SININHO ASSIM! - Ju grita alto e
se debate novamente e dando um pisão no pé de cada um. Heyoon e Sina tentavam chegar a
confusão passando por meio dos alunos mas não conseguiam. Agora solta, a garota
praticamente voa para cima do garoto e dá um soco bem dado na cara dele, fazendo o menino
ir ao chão e por a mão na boca vendo o sangue escorrendo - VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE
FALAR ASSIM DELAS! NÃO PODE FALAR ASSIM DELA! - A menina fala apontando o dedo na cara
do menino que estava no chão, ainda na pose de deboche, olhando para a menina com escárnio
- PODE FALAR DE MIM O QUE QUISER! MAS NÃO OUSE TOCAR NO NOME DA MINHA MÃE OU
NO NOME DA SINA! ESSAS DUAS MULHERES JÁ ME DERAM MAIS AMOR E CARINHO DO
QUE SEU PAI QUE LITERALMENTE DEIXA SUA CRIAÇÃO PARA AS EMPREGADAS E BABÁS! QUE
JÁ DEVE TER PERDIDO A CONTA DO TANTO DE CASOS QUE TEVE COM ELAS! - A menina grita,
Ju havia perdido a noção, sua raiva havia consumido seu ser. Ninguém podia falar de Sina e Heyoon daquele jeito. Somente Ju conhecia a história de ambas, elas eram seu exemplo como ser
humano, não deixaria ninguém denegrí-las.
- JÁ CHEGA! - O menino se levanta e dá um forte tapa na cara da menina, fazendo o seu óculos
quebrar e arranhar seu rosto com os estilhaços de vidro quebrado. - TRATE LOGO DE ACEITAR
QUE VOCÊ É UM NADA JULIA! SÓ SUBIU ALGUMA COISA POR SUA MÃE QUE DEU PARA A
CHEFE! MAS SEM ISSO VOCÊ NÃO É NADA! E TRATE DE ACEITAR QUE SEU LUGAR É ABAIXO DE
MIM! ABAIXO DE TODOS! - Ele fala e sinaliza para os amigos que chegam com o balde de
raspadinha. - É hora de você aceitar o seu lugar... Pessoas como você Julia, serão somente a
mulher que vende raspadinha - Ele fala e sinaliza para os amigos que derrubam o balde em cima
da menina. Um cooler de raspadinha inteiro cai sobre a cabeça da pequena Jeong, e foi nesse
momento que Sina e Heyoon chegam e vêem a menina sendo molhada.
Ju tremia muito, o gelo da raspadinha entrou em suas roupas, a menina de repente havia
ficado na coloração azul do líquido e resquícios do gelo agora estavam no nos seus cabelos,
ombros e chão. O único instinto fora olhar para o chão e se abraçar para tentar aquecer.
Destruído. Era assim que estava seu material: mochila... Livros didáticos e cadernos, todos
encharcados... destruídos e o seu querido livro... Presente da sua avó Eliza, estava carbonizado.
Todos os alunos da escola e Justin passaram a rir da menina, que se ajoelhava para apanhar as
coisas e ir se trocar, não podia deixar Sina e Heyoon verem o seu estado. Mentiria dizendo que
havia sido banhada por uma poça quando o ônibus escolar passou. Mas como o dia não estava
nada fácil para a pequena Jeong... Nem isso conseguiu esconder, já que ela viu um par de mãos
a abraçar enquanto, a coreana ainda de cabeça baixa, viu apenas um par de pernas vestidas
em uma calça social e um escarpim preto se colocarem a sua frente. Sua mãe e Sina estavam
ali.
- Mãe... - A menina sussura se permitindo quebrar ao ser acolhida pelo abraço da mãe
- Shiu... - Heyoon pede acariciando os cabelos da filha no abraço. Nada mais importava a não ser
Ju agora. - Eu tô aqui Ju...
- Bullying... Agressão física... Agressão verbal... Agressão psicológica... Homofobia...- Sina
começa seu discurso. Raiva era eufemismo para o que estava sentindo. Ela estava com ódio!
Como poderiam tratar Julia daquele jeito? - Tudo isso em um intervalo de 10 minutos! - Sina
exclama - Eu presenciei o pior da sociedade em uma escola! - Ela grita olhando para todos - Em
uma escola! E o pior é ver pais e corpo docente não fazerem nada a respeito. Os danos que
causaram nessa menina somente com esses 10 minutos... São irreparáveis! Vocês colocaram
uma CRIANÇA como culpada por uma falha de caráter de um adulto e ainda estão fazendo
preconceito com a mãe dela! - Sina praticamente grita novamente. Ju apenas olhava para
Sina vendo o quanto ela estava a defendendo. -Estamos em uma escola. UMA ESCOLA! Onde
teoricamente era para as crianças aprenderem a conviver em sociedade, a aceitar suas
diferenças mas CLARAMENTE não é isso o que eu vejo. O que eu acabei de ver é o pior do ser o
humano e o motivo de o planeta estar o caos que é. Vocês pais: como podem ver uma atitude
dessa e se confirmarem em seu lugar. Se fosse com os filhos de vocês? - Sina pergunta e volta
a olhar para o povo - E vocês funcionários da escola e corpo docente: A GENTE ENTREGA
NOSSOS FILHOS A VOCÊS E O MÍNIMO QUE ESPERAMOS É QUE ELES NÃO VOLTEM DESSE
ESTADO PARA CASA! - Sina finalmente grita. - Eu estou nessa de ser responsável por uma
adolescente a pouco tempo e já estou sentindo dor por ver uma garota que eu sei que nunca fez
nada de mal a uma mosca passar por isso que passou. Julia não tem nada haver com o que eu
ou a mãe dela fazemos ou deixamos de fazer. Eu e Heyoon temos uma relação sim, e daí se ela é
minha assistente? Eu estou noiva dela e pretendo passar o resto da minha vida ao lado dela. E daí? - Sina pergunta - Eu posso muito bem apontar o dedo e dizer os problemas de cada um
aqui, mas não vou fazer isso pois tenho uma coisa chamada caráter! - Sina fala e finalmente
se abaixa para encarar Julia. - Você está bem? - Ela pergunta mas claramente já sabendo a
resposta.
- P-po-de só m-me ti-tirar daqui, S-Sininho? - A menina pergunta tremendo da raspadinha.A
Loira então tira seu sobretudo e passa ao redor da garota a levantando junto com Heyoon e
apanhando as coisas destruídas dela no chão.
- Isso não vai ficar assim. Eu pessoalmente farei essa escola ser fechada com o tanto de
processos que eu e minha noiva moveremos contra ela e contra os pais desses garotos - A
mulher fala por fim - Vamos Julia... - Sina fala levando a garota, junto de Heyoon até o carro.

O Acordo SiyoonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora