- Para por ai - O professor diz cortando a cena, se é que em teatro pode cortar a cena.- Alguma
coisa está acontecendo com vocês hoje. Julia porque você não mantém o olhar na Sofya? Cadê
a química! - Ele diz e Julia fecha os olhos respirando fundo. Porque ela inventou de embarcar
naquilo mesmo?
- Posso ir tomar um ar? - A menina pede e sai da sala, mesmo sem a autorização do professor.
- Ju! - Sofya grita e para a menina no corredor.
- O que foi Sofya?
- O que você tem? - Ela pergunta - Fala comigo.
- Eu tô nervosa Sofya! - Exclama. - Eu não consigo atuar com você e saber que eu vou ter que...
- O que Julia?
- Te beijar tá legal? -Julia diz e logo um peso nas suas costas, que nem sabia que carregava, se
vai. Mas ainda restava tantos... Principalmente envolvendo a melhor amiga, ou melhor... Todos
eles.
- Você está nervosa em me beijar? - Sofya pergunta em um sorriso.
- É. - Julia diz indgnada porque era como se Sofya tivesse fazendo pouco caso daquilo. - É isso
mes... -Julia ia completar mas então, num movimento rápido, a Loira prende a garota nos
armários e ataca seus lábios, em um beijo profundo roubado. A coreana não teve reação, não
sabia como beijar, então apenas tentava acompanhar os movimentos da amiga, e quando Julia
finalmente havia entendido como fazer aquilo, a loira se separa dela, deixando uma Jeong
ofegante.
- Pronto. Agora já nos beijamos. Amigas podem se beijar Julia, fazem isso direto na
dramaturgia. - Sofya fala. - Agora podemos voltar ao palco?
- Eu não acredito. - Ju diz indgnada. Sofya estragou toda a idealização de Julia pelo seu
primeiro beijo. É claro que a coreana queria beijar a amiga, a qual tinha uma queda. Mas ela
não pensava que seria daquela forma. Não queria que seu primeiro beijo fosse por causa de
uma briga, onde Sofya apenas usou aquilo como um argumento. Queria sentimento, não lógica,
não uma discussão. Sofya, sem querer, piorou tudo. - Você não tinha esse direito Plotnikova. -
Julia fala e sai dali em disparada para conter suas lágrimas.
- Julia! - Sofya grita ainda estática, mas era tarde demais, a coreana havia virado ocorredor.
Então, a loira, como se a bomba de adrenalina tivesse acabado, toca seus lábios estática, o
gosto de Julia ainda estava ali, assim como a sensação de seu toque, um toque tímido e
delicado. O que ela estava sentindo - O que você fez Plotnikova... - Ela diz se repreendendo por
ter assustado a amiga e brigado com ela, mas ao mesmo tempo que um sorriso bobo, que
assim que notou que tinha, sumiu. O que estava acontecendo?
(...)
- Alô? - Sina atende o telefone enquanto estava no carro com o motorista. Ela havia acabado
de chegar ao seu destino.
- Sininho... - A voz chorosa de Julia ecoava pelo telefone, alertando a Deinert.
- Ju?! Aconteceu alguma coisa?! - Sina diz preocupada.
- Vem me buscar... Ou então manda alguém... - Fala tentando controlar a voz.
- Vou ligar para Sofya ir até...
- Não! - Diz rápido. - Sem Sofya. -Julia responde e Sina logo começa a deduzir que algo
aconteceu entre as duas.
- Onde você está?
- Na árvore do lado da escola. - Responde.
- Estou indo com o Fred te buscar. - Diz e desliga - Vamos embora Fred, algo aconteceu com
Julia.
- Mas senhorita Deinert... O horário de visitas no presídio... - O motorista lembra.
- Eu sei disso Fred. Porém Julia precisa de mim, ela é mais importante. Vamos. -Sina fala
adentrando novamente no carro e com o motorista dando partida em seguida.
(...)
- Sina eu recebi sua mensagem - Savannah aparece encontrando com Sina na porta
da escola - É estranho Julia estar assim, não aconteceu nenhuma confusão na escola nem nada.
- Não tem nenhum culpado nessa história Savannah. - Sina para a caminhada até a árvore
para falar com a diretora. -Julia sente de mais, porém guarda todo em sentimento para si. Ela
passou por muitas coisas, é natural ela explodir alguma hora. Não se preocupe com isso, eu e
Heyoon resolveremos, amanhã ela estará de volta. Mas agora... Eu preciso vê-la - Sina explica e a
Clarke assente, saindo dali e deixando Sina embaixo da árvore, que suspira e olha para cima,
encontrando a menina em um dos galhos. - Julia eu não vou subir até aí. Já é demais. Não vou
bancar o Tarzan e Jane.
- Eu desço - Ela fala tristemente e começa a fazer o caminho para descida da árvore.
- Se você cair, a Heyoon me mata. E eu ressuscito pra te matar. - A Deinert adverte.
Minha infância era eu subindo em árvores de Ubatuba, Darcy -Julia fala e então pula de onde
estava, limpando suas mãos logo depois de aterrissar - Eu sei fazer isso sem me machucar.
- Ótimo. - Sina fala olhando a menina de cima a baixo enquanto segurava seus ombros, um
instinto de conferir se estava tudo bem mesmo. - Vai me dizer agora o que aconteceu?
- Podemos... Só sair daqui? - Ela pergunta e Sina nota que a voz embargada estava voltando,
então... Num clique de ideia, Sina assente e logo as duas vão em direção ao carro.
- Para onde Senhorita Deinert? - Fred pergunta.
- O porto de Los Angeles Fred. Naquele lugar onde gosto de ir para pensar. - Ela fala e o
motorista assente, logo partindo no carro.
(...)
- O que fazemos aqui Sina? - A garota pergunta. - Um porto não é bem um lugar para pensar
- Mas é porque o que eu quero para pensar está no porto. - Sina fala enquanto ambas se
dirigiam à um dos piers. - Mais exatamente aqui - Ela diz e para no pier com as mãos no bolso
do sobretudo. - Te apresento o Moonshine.
- Luz do luar?
- Meu primeiro luxo quando pude comprar algo com o dinheiro do meu salário. - Sina tenta
explicar - Quando eu ficava com raiva do mundo, eu vinha para cá, e navegava com ele até uma
certa parte da praia, distante de tudo, e deitava nele... Olhando para o céu, a luz da lua. E então
para eu gritava, ora eu chorava ou fazia qualquer coisa aqui até me acalmar.
- Por isso Moonshine?
- Por isso Moonshine. - Sabina diz sorrindo para a careana menor - Agora vamos entrar e
quando chegarmos no meio da baía, você me conta o que aconteceu certo?
- Certo.
- Diga-me Ju... Você já andou em um barco? - Sina fala piscando para a garota.
(...)
- Pronto. - Sina fala desligando o barco e descendo a âncora. - Me conta agora o que
aconteceu.
- Na aula de teatro... -Ju começa respirando fundo e criando coragem - No papel da peça, as
personagens principais precisam se beijar. E elas são eu e a Sofya...
Você ficou com Gay Pânic.
- Como você sabe o que isso significa?
- Garota? - Sina diz fingindo ofendida - Eu não sou tão velha assim não tá legal? - Ela fala e
sorri ao ver Julia rindo, o clima estava amenizando. Queria deixar o ambiente agradável para a
garota revelar o que lhe afligia. - Mas continue.
- O professor fez uma pausa, porque eu estava tendo muito gay pânic, e enquanto eu tentava
esconder aquilo, eu atuava ruim. - Ela diz e para olhando para Sina, esperando algum
comentário, como não veio, apenas continuou. - Então eu saí para tomar um ar e Sofya veio
atrás. A gente discutiu e eu revelei que estava nervosa em beijá-la.
- Mas não revelou o porquê de estar nervosa por isso. - Sabina conclui e a menina assente.
- Nem se eu quisesse teria tido tempo. Sofya avançou em mim, me prendendo nos armários e
me beijou. - A garota fala e suspira. Ainda poderia sentir o formigamento em todo o seu corpo
se fechasse os olhos. - Depois que ela terminou o beijo, eu fugi. Ela não tinha o direito Sininho, era
meu primeiro beijo... Ela simplesmente...
- Roubou todo o sentimento e importância que envolvia o momento?
- Sim! -Ju diz agradecida por alguém entender. Mas logo sua expressão muda para
confusão, quando Sina começa a rir da situação.
- Acredito que Yoon não deva ter tido a conversa do primeiro beijo com você, e nem a da
primeira vez, não é?
- Claro que teve. -Ju defende a mãe - Porém eu, e ela, ficamos constrangidas o suficiente
para continuar com aquilo.
- Então ela te contou da parte que as primeiras vezes são horríveis? Não importa oque
aconteça, ou com quem esteja? - Pergunta
- Não.
- Claro que não - Sina responde, conhecendo Yoon. - Sua mãe é uma romântica nata. Então
desculpe, mas eu vou destruir toda a ilusão que você e teve graças aos filmes clichês da Netflix:
Toda primeira vez é horrível. Não tem arco-íris. Não tem fogos de artifício. - Sina diz simples e
direta.
- Como assim?
- Você reclama que seu primeiro beijo foi estragado porque a garota que você está afim, te
beijou sem o sentimento que você esperava. Ela te beijou sem gostar de você como você gosta
dela? Beleza. Deixa eu contar meu primeiro beijo para você. - Sina fala e então olha para um
nada e estufa o peito, fazendo cena. - México, 2006 - Ela diz e Ju começa a rir - Que foi?
Vai imitar a Lígia de One Day At A Time mesmo?
- Claro que vou. - Sina diz e a menina começa a rir - Agora não atrapalha meu momento.
Estava eu... A Sina de 15 anos, eu ainda estava santa naquela época. - Frisa Lendo um livro, no
banco que ficava no pátio, quando se repente, chegou o cara mais popular do colégio.
- Atleta?
- Claro. - Responde - E ele então me deu um oi, que respondi, educada como eu era.Mas aí, de
repente, ele virá meu rosto na direção dele, pega meu pescoço pela nuca, e me dá um beijo
profundo e horrível na minha opinião. Depois disso ele pisca para mim, e volta para a mesa dos
amigos, que riam de lá. A última coisa que eu vi antes de fechar o livro e correr para meu quarto,
foi eles dando notas de dinheiro para o cara.
- Seu primeiro beijo foi uma aposta?
- Sim. - Sina fala e olha para a menina - Primeiras vezes são sempre horríveis, mas você tem
que ver que possui mais sorte que a maioria. - Explica. - Sei que está assim porque é mais
sensível que a maioria das pessoas. Você está como eu estive na sua idade. Mas vou te dar o
conselho que ninguém me deu: Pega essa situação ruim, e transforma numa boa. - Sina fala -
Na verdade, isso é um conselho para muitas coisas na nossa vida. - Ela diz percebendo o que
havia falado.
- Então devo pegar esse beijo roubado e o momento estragado...
- E transformar em algo bom. Vai pensa. - A mais velha incentiva.
- Hum... Eu posso ter perdido todo o arco-íris, mas pelo menos beijei a Sofya?
- E o beijo foi bom? - Sina pergunta com um sorriso, querendo rir da garota, mas se
contendo.
- Não vou responder isso a você.
- Ué, por que?
- Caramba Sininho! Tu é praticamente a minha segunda mãe, não vai rolar isso não. -Ju diz
naturalmente e Sina trava.
- Eu sou... Como uma segunda mãe?
- Claro que é. -Ju fala sem perceber o tamanho do peso do que falava - Você é claramente
mais do que só uma madrasta para mim.
- Você não sabe o quão importante é ouvir isso de você garota - Sina fala abraçando a
menina - Me deixa mais segura para finalmente perguntar o que eu queria fazer a tempos. -Diz
insegura.
- Pode dizer Sininho.
- Quando eu e Yoon casarmos... Eu queria que você tenha o meu sobrenome junto com o de sua
mãe.
- Está falando sério?
- Quero que seja uma Deinert, Ju. Uma Deinert de verdade. - Fala e a menina sorri largo,
agora era a vez dela abraçar a loira.
- Eu adoraria Sininho.
- Sério? - Sina pergunta para confirmar. Só poderia estar sonhando.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Acordo Siyoon
Fiksi PenggemarSina Deinert, grande CEO da D-Corp, tem um problema que acompanha ela desde que assumiu seu cargo: Precisa ter uma herdeira. Pode parecer uma existência estranha, mas no mundo atual, onde pessoas como ela são alvos de pessoas más todos os dias, é ex...
