Julia assim que chegou em casa correu direto para o quarto e se trancou lá. A menina tirou
suas roupas a deixando no chão, já que sabia que estavam destruídas, e nesse momento seu
graças às divindades existentes por ela não ir agora a escola com as roupas de seu look novo,
e foi para o banheiro tomar banho. E lá chorou o resto das lágrimas que tinha para derramar. E
saindo do banheiro vestida com o seu pijama da Supergirl a menina senta na cama e começa
a secar os cabelos enquanto olhava para uma foto que estava na sua cabeceira. Era uma
dela, de Sina e Heyoon no dia do shopping. Ambas com os milkshakes na mão, Ju logo foi
teletransportada para uma memória que havia esquecido por um tempo, a de um encontro nada
normal com uma homem moreno. As coisas que ele disse, aquilo a deixou pensativa.
(Flashback on)
Era o dia daquele primeiro passeio delas ao shopping, Ju não tinha aguentado esperar as
mulheres passarem as compras no cartão e tinha ido para fora da loja. A loira estava
mexendo no seu celular quando viu um homem alto e moreno, perdido no meio daquilo tudo.
- Hey. – Ju, toca na mão do homem – Está tudo bem com você? Parece perdido.
- Eu? – Ele pergunta ainda confuso, Ju só não entendia o porquê – Eu só não sou muito
acostumado com shoppings.
- Oh... você é depressivo? – A garota pergunta realmente surpresa. – Quer dizer... –Fecha os
olhos com força ao perceber o que falou. – Desculpa, é que você tem uma aparência meio para
baixo, eu só presumi... – Começa a falar rápido e o homem sorri para ela.
- Não, eu não sou depressivo. – E diz - E você seria...?
- Maria Julia Jeong. – A garota sorri, era estranho falar seu nome completo, ou se dá bem
com um desconhecido tão rápido, somente havia se dado bem assim com... Sina. E por
algum motivo, ele estava surpreso, novamente - Ao menos por enquanto, minha mãe está noiva.
- Eu tenho uma sobrinha que tem o mesmo nome do meio que você. – Ele diz. – Sua mãe está
feliz com a noiva dela?
- Eu gosto de pensar que sim. – Ela abaixa a cabeça. – É um pouco complicado, mas minha
mãe precisa dela e eu também.
- Você não parece muito confortável com sua futura madrasta. Quer um conselho? –Pergunta
e Ju olha para ele curiosa. – Deixe que sua madrasta se aproxime de você, dê uma chance
para ela, tenho certeza de que ela deve ser uma ótima pessoa e que só quer o seu bem.
- Obrigada, eu acho. – A garota fala um pouco confusa, precisaria digerir o que o homem
acabara de dizer. – Agora tenho que ir. Sininho quer me obrigar a comprar vestidos de festa. – Se
afasta dele sem dizer mais nada. E volta para as duas mulheres que já a esperavam ali.
- Estava falando com quem Julia? - Heyoon pergunta a filha.
Um homem perdido... - Diz simples - Praça de alimentação?
- Praça de alimentação - A mãe fala e segue com a filha, mas Sina estava olhando fixamente
para o homem, ou melhor... O local onde ele estava. - Sina? Está tudo bem? Viu alguma coisa.
- Sim... Um fantasma - A loira fala e depois fecha os olhos fortemente, como se quisesse
espantar os pensamentos, e logo voltando a sorrir para as duas ali, indo até a praça de
alimentação.
(Flashback off)
Aquele homem tinha razão? Sina merecia uma chance de recomeçar com ela? Julia logo
pensa na imagem de Sina se colocando mais cedo na frente dela e de Heyoon as defendendo.
Por muito tempo fora somente mãe e filha... Uma defendendo a outra... E Sina chega em
5 dias abalando todas as defesas que haviam montado ao redor das duas e perguntando se
poderia cuidar delas. E ela cuidou. Sina estava lá quando Ju precisou. Talvez o que aquele
homem disse tivesse razão por fim... Não custa nada deixar alguém entrar. Ju confiava em
Sina, ela não machucaria nem ela nem Heyoon, isso a menina sabia.
A loira então deitou-se na cama e pegou o seu celular que ficava conectado com o som do
seu quarto, obra de Sina que Ju precisava agradecer, e colocou para tocar alguma música. E
como o aleatório gosta de nos trair as vezes...
Wrapped up, so consumed by
Desesperada, tão consumida por
All this hurt
Toda essa dor
If you ask me, don't
Se você me perguntar o por quê, não
Know where to start
Saberei por onde começar
- Acredito nisso não - Ju fala e se joga na cama pegando um dos travesseiros e pondo no
rosto.
Came to you with a broken faith
Cheguei á você sem esperança
Gave me more than a hand to hold
Você me deu mais que um aperto de mão
Caught before I hit the ground
Me segurou antes que eu caísse
Tell me I'm safe, you've got me now
Me diga que eu estou segura, você me tem agora
Would you take the wheel Você tomaria a direção If I lose control?
Se eu perdesse o controle?
If I'm lying here
Se eu me deitasse aqui
Will you take me home?
Você me levaria para casa?
Do lado de fora do quarto, na sala de estar, Sina ia tentar consolar uma Heyoon que estava
sentada na janela do apartamento, olhando para o movimento da rua enquanto chorava e roía as
unhas.
- Chocolate quente? - Sina pergunta a mulher e Heyoon assente pegando uma xícara
e enxugando as lágrimas com a mão livre, fungando no processo. - Vai falar com ela sobre o que
ocorreu?
- Quando eu entender o que aconteceu, sim. - Heyoon diz e olha para Sina, ela parecia querer
falar algo.
- Por que dói tanto Heyoon? - Sina pergunta e Heyoon vê a expressão de dor no rosto da loira, ela
estava tão triste com o que houve quanto Heyoon. - Não era para eu estar assim... - Sina fala sem
filtro, e Heyoon agradecia aquilo. Seria hipocrisia a Sina dizer que sentia muito pelo o que houve
com Julia se ela nem era nada da menina, mas ali estava Sina... Segurando as lágrimas para
não chorar na frente da coreana, mas falhando no processo. - Eu conheci ela a 5 dias e... -
Sina fala e um soluço escapa na sua fala. - E eu já... Não era para ser assim Heyoon. - A loira diz
negando com a cabeça. O que aquelas Jeong fizeram com ela?
- Não. Não era. - Heyoon diz sincera. - Mas está sendo assim. - A coreana fala - Você está virando
uma mãe Sina. Nem tudo são flores, quando eles sofrem... Você sofre mais que eles.
Sentimos tudo a mais.
- Mas ela nem gosta de mim... Por que estou sentindo tudo isso heyoon?
- Mães amam os filhos incondicionalmente, mesmo muitas vezes, ou alguns momentos, isso
não sendo recíproco Sina. Você ACHA que Ju não gosta de você, mas é muito fácil de ler
uma Jeong, e nesse momento Ju está em um conflito interno muito maior do que houve com
ela na escola.
- É? - Sina pergunta e Heyoon assente
- Ela está em dúvida se te deixa entrar na vida dela ou não. - Ju diz para a loira que fica
confusa.
- Mas ela já deixou eu participar da criação dela Heyoon... Não entendo...
- Participar da criação é diferente de entrar na sua vida. Existem mães que até hoje não sabem
coisas dos filhos pois eles não deixam elas entrarem na vida deles. - Heyoon explica e respira fundo
- Sina... Julia está cogitando em te aceitar ou não como a segunda mãe dela. - Heyoon solta a
bomba para a mulher.
- Mas isso quem diz é você não? - Sina pergunta e Heyoon nega com a cabeça.
- Eu posso até namorar outra pessoa Sina, mas o posto de mãe sempre continuaria sendo
seu. - Heyoon explica - Ser mãe é eterno. - A coreana conclui. - E acredite... Você já está nesse
caminho Sina.
- Mas como eu sei... Como vou saber?
- Não existe uma receita para ser mãe Sina. Você erra tentando acertar, muitas vezes é
incompreendida pelo o que faz, acredite... A Sra. Bennet e Darcy está aí para isso, mas você faz
mesmo assim porque...
- Porque é o melhor para ela. - Sina completa.
- E você já sabia disso antes mesmo de conviver com Ju. - Heyoon fala se levantando- Você já é
mãe de Julia, falta apenas você e ela perceberem e aceitarem isso. - Heyoon se levanta da janela - E
como prova disso, quem vai falar com ela é você. - Heyoon fala
- Eu?
- Sim. Você. Ainda não estou pronta para isso Sina. É capaz de quando eu falar o primeiro
então, eu caio no choro junto com a menina - Heyoon fala e vai em direção ao seu quarto. - Boa sorte
Deinert. E bem vinda ao mundo materno. - A coreana fala e deixa a loira sozinha ali.
(...)
Vai embora mãe! - Ju grita da cama com a música ainda tocando
Every minute gets easier
Cada minuto fica mais fácil
The more you talk to me
Quanto mais você fala comigo
You rationalize my darkest thoughts
Mais você desvenda meus pensamentos sombrios
Yeah you, set them free
Sim você, os liberta
- Sorte que não sou a Heyoon. Então posso entrar - Sina fala entrando no quarto com calma, a
menina se levanta da cama e fica sentada nela
- Oi... - Ela fala e Sina vê os cabelos da menina um pouco embaraçados devido ter se deitado
na cama, e eles estavam um molhados também, revelando que havia tomado banho.
- Posso? - Sina pergunta pegando a escova que estava em uma das cômodas da garota e
ao ver a mesma assentindo, ela vai e se senta atrás da garota que havia se afastado um pouco
para dar espaço para Sina se sentar. Sina então começou a pentear os cabelos da menina
com calma. Um gesto simples, mas com tantos significados. -Desculpa. - Sina pede enquanto
penteava os cabelos loiros de Ju e a menina estranha
- Pelo o que?
- Por ter feito você passar por isso - Sina fala - Eu que trouxe você e sua mãe para essa
bagunça que eu chamo de vida.
Came to you with a broken faith
Cheguei a você sem esperança
Gave me more than a hand to hold
Você me deu mais que um aperto de mão
Caught before I hit the ground
Me segurou antes que eu caísse
Tell me I'm safe, you've got me now
Me diga que eu estou segura, você me tem agora
Would you take the wheel Você tomaria a direção If I lose control?
Se eu perdesse o controle?
If I'm lying here
Se eu me deitasse aqui Will you take me home?
Você me levaria para casa?
- Você não culpa de nada Sininho. - Ju faz Sina parar de pentear seus cabelos para se virar e
encarar a loira de frente - Quem tem culpa de algo são aqueles caras
- Nem fala deles que a raiva já me sobe... - Sina fala sincera e dando um longo suspiro para
voltar a calma. - Você está bem? Perdeu algo? O material eu já sei que precisamos comprar um
novo, mas perdeu algo de valor? Tipo sei lá... Um celular ou...
- O meu livro... - A menina fala - O diário de Anne Frank. Era um presente da minha avó Eliza. Era
dela e passou para mim... Eu sinto que... Eu sinto que falhei com ela em não cuidar do livro dela
como devia - A menina começa a falar chorosa e Sina a abraça forte, respirando fundo para
não desabar.
- Essa música é muito triste e não está ajudando em nada - Sina fala e desliga a música do
quarto enquanto Ju ria - Amanhã vamos fazer um programa só nosso que acha? Eu e você...
Duas loucas da papelaria... Gastando horrores em material escolar e de escritório...
- Já entendi o porquê mãe não vai - Ju fala rindo ainda no abraço de Sina e a loira
afunda as duas na cama da garota.
- Ninguém vai ficar dando pitaco nos meus luxo de papelaria. Quero caneta apagável sim. -
Sina fala brincando e Ju rir ainda mais, a risada da garota chegava a ser tão doce quanto a
da mãe. - E então? O que me diz?
- Poder gastar dinheiro em papelaria? Adoro. - A menina fala e Sina aperta ela mais em seu
abraço.
(...)
- Bom dia fi... - Heyoon fala abrindo a porta do quarto de Ju e vê uma cena que surpreendente
aqueceu seu coração: Sina e Ju dormiam na cama abraçadas, com a garota dentro do
abraço protetor e acolhedor da mais velha, Heyoon como uma mãe babona, é claro, bateu uma foto e mandou para Sina no aplicativo de mensagem, sabia que ela iria querer aquela, mas agora
era hora de acordar, tinham que ir procurar uma escola nova para Julia, e também comprar o
material novo - Bom dia filha... E noiva - Heyoon brinca indo abrir as janelas dando luz no quarto e
fazendo as duas acordarem com a mesma careta, o que não passou despercebido por Heyoon. -
Sina, tem certeza que Julia não saiu do seu útero em vez do meu?
- Calada. - A loira fala esfregando os olhos para acordar melhor.
- Bom dia - A garota fala com a voz rouca. - O que tem hoje? Porque para aquela escola eu não
volto.
- Você e Sina vão comprar o material, pelo o que eu entendi, e resta a mim ir trabalhar- Heyoon
fala e olha para a loira - Mesmo sabendo que minha chefe vai faltar...
- Você sabe que não precisa não é?
- Preciso sim. Se não vamos dar mais margem para idiotas dizerem o que disseram para
Julia. - Heyoon fala e então as duas que acabaram de acordar notam que a Coreanaa mais velha já
estava arrumada para o trabalho. - Agora se virem com o café da manhã, tenho que ir para a
D-Corp. Beijos - Heyoon fala saindo do quarto e as duas escutam a porta da sala de fechando logo
em seguida.
- Então... - Sina começa olhando para a menina - Vamos comer o que?
- Eu sei fazer waffles...
- Ótimo. Waffles com suco, vai ser isso. Depois é compras - Sina fala saindo da cama- Vai
fazer a higiene matinal enquanto faço a minha, depois nós duas tentamos nos aventurar na
cozinha. - Sina fala e vai se dirigindo até a porta e vê a garota ainda na cama.- Vamos Julia!
Temos compras a fazer - Sina fala e a menina vai se levantando totalmente lenta e demorada,
devido a preguiça de ter acabado de acordar.
(...)
- Essa mochila está boa Sininho? - A menina pergunta mostrando a mochila de couro marrom
- Está ótima. - Sina responde enquanto empurrava o carrinho e estranha quando derrepente
a menina tem um ataque de risos. - O que foi Ju?
- To imaginando as matérias da mídia - Ju fala - Depois de ataque homofóbico e violência
contra sua enteada, Sina Deinert faz terapia de compras em papelaria. - Ju diz enquanto
passava a mão em um título invisível de reportagem. - Somos nada convencionais.
- Já temos roupas demais, papelaria é essencial - Sina argumenta. - Além de que,você meio
que está precisando. - Ela fala e a menina concorda. - E então? Acabamos por aqui?
- Sim. Acabamos.
- Ótimo. Agora precisamos passar no caixa, depois compramos milkshakes com sanduíche e
por fim buscamos Heyoon para ver as escolas. Que acha?
- Acho ótimo - Ju concorda sorrindo, quem sabe deixar Sina entrar não seria tão mal... - Só
não vale milkshake de creme Sininho.
- A qual é! - Sina reclama e as duas vão até o caixa rindo, voltando a discussão sobre
milkshakes.
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O Acordo Siyoon
Hayran KurguSina Deinert, grande CEO da D-Corp, tem um problema que acompanha ela desde que assumiu seu cargo: Precisa ter uma herdeira. Pode parecer uma existência estranha, mas no mundo atual, onde pessoas como ela são alvos de pessoas más todos os dias, é ex...
