Capítulo 18

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O silêncio me assustava

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O silêncio me assustava. Andava nas pontas dos dedos olhando por todos os lados. Os corredores eram escuros e meus pés ficavam cada vez mais gelados. Havia trocado de roupa e voltado para o traje anterior, bem melhor daquele jeito. Um barulho me fez agir rápido e me esconder no corredor ao lado, olhei atentamente e vi pessoas passando mais a frente, não sabia dizer se eram médicos ou pacientes tentando fugir assim como eu naquela noite. Consegui chegar ao final dos corredores, no fundo do hospital, ali se encontravam umas escadas que levava para um sotão, cheguei a pensar que todo estabelecimento deveria ter um.

— Ei, você aí, precisa de ajuda?

Fui interrompida por uma luz que me cegava e me desfocava. Meus olhos não podiam enxergar quem segurava aquela lanterna, então decidi descer aquelas escadas mesmo sem saber se estava no caminho certo, era a minha única opção.
Os passos se aproximavam a medida que eu corria, sentia um desconforto por ter passado muito tempo deitada e aquilo me impedia de ser mais rápida, assim dando chances da pessoa me alcançar. O sotão não era bem um sotão, mas um laboratório eu diria. Um laboratório de coisas velhas que não pareciam ter utilidades, algumas coisas estavam sendo bem conservadas, e outras jogadas nos cantos como tralhas. O estrondo de uma porta quebrando-se fez com que eu me jogasse no chão e me escondesse sob uma mesa, ouvi tiros sendo disparados e passos ao meu encontro. A pessoa se agaixou e esboçou um sorriso que era o motivo da minha saudade.

— Está na hora de sair daqui, não acha?

Pulei em seus braços que me traziam conforto e amor. Eu estava imensamente feliz por ela estar ali, derramei lágrimas e enterrei a cabeça em seu ombro.

— Me desculpa, por favor!

Laura trouxe meu rosto pra frente de seu corpo e me olhou por cima dos óculos. Ela abriu um sorriso de canto me intimidando.

— Não tem que pedir desculpas, não foi sua culpa. Estamos todos bem agora.

— Mas não vamos estar se continuarem ai — Interrompeu Natasha — Vamos, pombinhas.

Corríamos em direção oposta, a noite cintilava de estrelas e uma enorme lua no céu iluminava, todos nós entramos em uma floresta e paramos para descansar. Minha mãe carregava uma pistola assim como os outros, fiquei pensando se havia sido ela que efetuou os disparos nos guardas do hospital, o que me deixava extremamente assustada. Sua vida estava em perigo, o Centro de Pesquisa perderia sua aliança se alguém descobrisse que fomos nós que causamos aquela confusão, e logo iriam descobrir.

— Mãe, devia ter ficado lá! — Falei.

— Não vou deixar você e seus amigos, nenhum lugar é seguro pra ninguém agora.

— Ela tem razão, Tay. — Falou Yael — Isso quer dizer que não temos para onde ir.

Observei a todos e balancei a cabeça negativamente. Estava exausta e pela primeira vez eu pude admitir isso e pedir uma pausa, meu corpo se jogou ao chão e Laura me segurou e me colocou deitada em seu colo. Ela me abraçou e pediu para Jason e Natasha ficarem de vigia, Yael e minha mãe foram buscar madeira para acendermos uma fogueira e passar um tempo ali. Sua mão acariciava meu rosto e eu ficava com mais sono ainda, fechei os olhos e ela sussurrou:

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⏰ Última atualização: Jul 09, 2020 ⏰

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