Em meio a uma semana corrida, cheia de clientes, faltava apenas mais um antes do fim de semana, outro cliente novo. Na recepção do Four Seasons Hotel informo meu nome e ganho acesso para uma das grandes suítes. Estava cansada, apenas naquela sexta feira já havia me encontrado com dois clientes diferentes e estava prestes a encontrar o terceiro, só queria que passasse rápido para voltar pra casa logo.
Na suíte encontro o novo cliente, Paul W., havíamos trocado apenas e-mails profissionais até então, pelo que eu sabia um dos meus antigos clientes me recomendou para ele. Esperava um homem de mais idade, mas Paul aparentava ter uns 40 anos, estava sentado na grande cama apenas de cueca, sua pele era clara, seus cabelos de um loiro acinzentado e olhos claros que variavam do verde para o azul. Era realmente muito bonito e estava em forma, mas as pequenas rugas na testa e olhos denunciavam sua idade.
- Você é a Angel? - Paul levanta da cama me olhando dos pés a cabeça, tem um rosto sério e uma voz firme, mas é seu sotaque britânico que me chama a atenção.
- Sim. E você é o Paul? - Largo minha mala de mão no chão e abro meu casaco rapidamente.
- Imagino que sim. - Ele caminha até o barzinho do quarto. - Whisky? - Sua sobrancelha clara é arqueada e posso notar um pequeno sorriso malicioso no canto dos seus lábios finos e rosados.
- Não, obrigada. - Observo seu corpo esguio, as pintas nas suas costas. Ele vira um copo de whisky com maestria e torna a me fitar daquela forma firme.
Paul caminha até mim em silêncio, há uma certa tensão no ar, e para bem na minha frente, minha respiração para por um segundo e eu espero até que ele dê o próximo passo. Seus olhos me fitam intensamente e ele percorre o dedo pelo meu rosto devagar, passa pelo meu pescoço e para no meu seio, a ponta do seu dedo desenha meu mamilo por cima do vestido e eu arfo com o contato, um sorriso malicioso se amplia no seu rosto. Ele gosta de provocar e geralmente eu amo, mas há algo nos seus olhos frios que me deixam quase com... Medo.
- Tira. - Ele manda de forma firme e eu o faço prontamente, estou ali para satisfaze-lo e se ele gosta de mandar, eu obedeço.
O vestido cai aos meus pés, agora não visto nada mais que uma calcinha fina e juro que posso sentir seu olhar queimando minha pele.
- Sabe obedecer? - Sua voz irradia tesão, eu assinto prontamente. - Fica de quatro na cama. Agora. - Ele manda, a voz mais alta, meu peito a mil por hora.
Fico de quatro em cima da cama de calcinha e salto alto a sua espera, logo sinto sua mão quente espalmada na minha bunda, eu arfo fortemente com o tapa. Eu espero e ele bate de novo e de novo e de novo, minha nádega arde e queima e eu gemo em resposta, quando finalmente ele cansa de me bater sinto seus dedos lá, estou úmida, eu sei. Paul geme contente, minha calcinha é botada de lado e estou exposta, esperando. Ele demora cerca de um minuto para voltar a tocar e quando volta tudo que sinto é seu pau dentro de mim, fundo e direto, e tudo que eu consigo fazer é gritar de dor e surpresa, todo o ar do meu pulmão some e eu não sinto mais nada além de dor por algum tempo.
Paul afunda dentro de mim com força e raiva, puxa meu cabelo com força e pesa a mão na minhas nádegas, eu gemo alto, mas não é de prazer. Não sei quanto tempo leva, parece uma eternidade, mas ele para arfante e gemendo, provavelmente chegando ao êxtase, da sua boca ouço palavrões, sei muito bem do que ele está me chamando, mas prefiro ignorar. Paul sai de dentro de mim em um rompante e sinto que finalmente posso respirar, meu corpo cede na cama e só então eu noto que há lágrimas rolando pelo meu rosto. Ele vai até o banheiro em silêncio e ouço o barulho do chuveiro. Sento na cama dolorida, mas não descanso por muito tempo.
- Quero você no chuveiro. - Ele manda da porta do banheiro, seu pau está duro de novo. Ele me pagou por três horas, cerca de uma hora se passou a recém, então levanto da cama como uma boa puta obediente e o acompanho.
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Quando finalmente chego na minha casa tomo outro banho quente e me esfrego inteira, da cabeça aos pés. Vejo meu reflexo cansado na frente do espelho do banheiro, há roxos na minha cintura, peitos, coxas e braços, minha bunda está marcada pelas suas mãos ainda e meus olhos inchados e vermelhos.
Estou horrível, me sinto física e psicologicamente massacrada, mas não posso reclamar de nada, essa é a minha profissão, não sou paga para receber prazer ou para um homem perguntar se eu estou bem e quero continuar, sou paga para fazer o que eles quiserem entre quatro paredes sem dar um pio. Sou paga para ser tudo que um homem quer: uma linda, gostosa e obediente boneca inflável que eles podem fuder até cansar. Não sou paga para ter sentimentos.
Seco minhas lágrimas e volto para o quarto, me deito nua na cama, encolhida, mas antes que eu pegue no sono meu celular toca.
- Angel, querida. - É Phillip novamente. - O assistente do Sr. Morrone avisou que ele estará no hotel Santino às 14h. Chegue logo depois e informe seu nome na recepção, te darão o acesso. - Minha vontade é de negar, estou cansada e dolorida, sinto que não tenho forças para mais nada, mas é um cliente em potencial, com muito dinheiro, não posso negar por mais que eu queira.
- Estarei lá, Phillip. - Digo em um sopro, meus olhos se fechando involuntariamente. - Tenho que ir. Boa noite. - E encerro a ligação antes de ouvir sua resposta.
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É sábado, o grande dia. Depois de uma noite bem dormida, me sinto renovada, tomo um banho, arrumo o cabelo, faço minha maquiagem e arrumo uma mala. Passarei o fim de semana no Hotel Santino, que imagino ser o hotel do Sr. Morrone, confesso que não tive tempo para pesquisar sobre ele.
Separo lingeries, biquínis e vestidos sensuais, quero impressioná-lo, seja quem for, é um homem podre de rico e espero que se torne um cliente fixo. Meu celular vibra quando termino minha mala, é uma mensagem nova de Phillip.
"O Sr. Morrone exigiu exclusividade nesse fim de semana. Será toda dele nesses dois dias, sem sair do quarto de hotel". Boquiaberta, rapidamente respondo: "Vou ficar presa por dois dias no quarto dele? É melhor que o preço aumente". A resposta logo chega: "Ele exigiu, ou nada feito. Tenho certeza de que o Sr. Macerata será bastante generoso".
Quando a hora chega, pego um Uber até o hotel Santino, é mais afastado do centro, demoro pouco mais de trinta minutos para chegar. Desço com a mala e avisto a fachada do hotel, é grande e elegante, não esperava nada menos do hotel de um bilionário. Santino está escrito em letras garrafais em dourado, adentro o hotel e é todo em azul fosco com dourado em contraste, estilo Gatsby, anos 20. Fico boquiaberta por alguns segundos, é magnífico, me sentia presa dentro de um filme clássico. Na recepção dou meu nome e ganho o acesso rapidamente, subo no elevador espelhado para o último andar, Suíte Presidencial.
O corredor é longo, escuro, há preto e azul fosco nas paredes e muitos detalhes e adornos dourados em contraste, presto atenção em cada detalhe, cada quadro, espelho e vasos. Chego ao último quarto do corredor, o mais importante, o do dono do hotel. Mal posso acreditar que cheguei até aqui, depois de tanto trabalho duro, dor e humilhação cheguei até aqui, depois desse fim de semana, se tudo correr bem, posso mudar minha vida para sempre.
Abro a porta pesada de madeira e a magnífica Suíte Presidencial se revela sob os meus olhos, é do tamanho de um salão de festa, o teto é espelhado, há adornos dourados nos painéis azul fosco das paredes, um grande lustre de cristal bem no meio do quarto, a minha frente, do outro lado do quarto, uma cama king size de madeira com lençóis e fronhas azuis fosco. Ao lado da cama, abajures dourados, um grande tapete negro na ponta da cama e outro na frente de um sofá em L, também azul, com almofadas douradas e pretas. Há duas grande janelas do outro lado do quarto e um divã preto na frente de uma delas, bem entre as duas há uma porta de vidro que dá para a varanda.
Nunca vi um quarto tão lindo e elegante na minha vida, e já estive em muitos hotéis na minha vida, mas nada se compara a isso. Percebo que há malas no chão do quarto, são do Sr. Morrone, imagino que esteja no banho pelo barulho do chuveiro. Deixo minhas malas em um canto e aproveito para retirar meu casaco, pelo teto espelhado consigo me ver ali no meio daquele mar de azul, dourado e preto, vestindo um vestido vermelho de seda bem decotado, tudo que me mantinha vestida era um único laço nas costas.
Sento-me no divã a espera do dono do hotel, imagino que não cansarei hoje como no dia anterior, Sr. Morrone, pelo que imagino, é um homem mais velho, sem tanta disposição. Nervosa com a demora, decido tirar o vestido logo, ficar mais a vontade e fazer uma surpresa para o meu mais novo cliente. De lingerie preta de renda, cinta-liga e salto me sinto mais confiante, isso até que a porta do banheiro finalmente se abre e o sorriso que dançava antes nos meus lábios desaparece como poeira.
Lá está ele, parado na frente da porra de observando curiosamente, ombros largos, braços fortes e rígidos, abdômen trincado com gotas escorrendo por cada gominho. Ele passa a mão pelo cabelo para tirar a água que continua caindo, e sou cativada pelos seus olhos pretos como a noite assim como seus cabelos lisos, sua mandíbula é marcada, sua boca carnuda e avermelhada, suas sobrancelhas grossas. Seu olhar me percorre lentamente e sei que estou fazendo o mesmo, mas estou mortificada de surpresa e vergonha. Esperava por um verdadeiro senhor e ganhei um modelo de perfume masculino, meu estômago revirava feito uma máquina de lavar. Puta merda.
- Tutto bene? - Sr. Morrone perguntou, sua boca formou um biquinho quando falou e eu juro que quase babei. Sua voz era forte e rouca, e seu sotaque italiano fechou tudo com chave de ouro.
- Sì. - Assenti, acordando um pouco do meu transe. Eu devia parecer uma adolescente idiota na frente desse homem.
Sr. Morrone nada mais falou, seus olhos continuaram me examinando, cada detalhe do meu corpo era absorvido por ele, nada passava desapercebido. Ele caminhou em passos lentos até mim que mais pareceram uma eternidade, no meio do caminho ele soltou sua toalha, a única coisa que o cobria, e eu engoli a seco quando o vi ali, duro como uma rocha, completamente nu na minha frente. Era o homem mais lindo que eu já tinha visto, facilmente, e estava bem ali, me olhando daquele jeito misterioso e quente, juro que eu podia morrer só com a tensão sexual daquele quarto.
Desci do divã e decidida terminei o caminho que nos afastava, Morrone me segurou com força e em um único gesto me jogou em cima da king size, arfando, abri as pernas em cima da cama a sua espera e ele veio rápido, faminto, com raiva nos olhos. Sua boca se encontrou com a minha e elas se encaixaram em um beijo quente como o inferno, aquele homem era o próprio inferno, nos beijamos sem parar por algum tempo, era incrível, mas eu queria muito mais dele. Sai de baixo dele e o fiz sentar na cama, ficando de joelhos na sua frente, apoiada nos meus saltos, peguei seu pau com a mão, grande, duro e pulsando para mim.
Eu estava faminta por ele, geralmente não fazia a menos que um cliente pedisse, mas o desejo me cegou e quando percebi estava com ele na minha boca, empurrando garganta a baixo. Seus olhos semi cerrados me fitavam com intensidades, eu podia me ver atravéz daqueles olhos negros, eu me sentia pegando fogo de dentro para fora e sabia que ele estava sentindo o mesmo. Sr. Morrone gemia rouco para mim, sua mão segurava meu cabelo com força e eu podia ouvi-lo falando "gostosa, puta" e aquilo me deixava tão molhada que eu mal podia me aguentar. Com raiva, ele me puxou pelo rosto, segurando no meu queixo.
- Ti scoperò duro ora. - Eu não entendia muito em italiano, mas eu sabia pelo seu rosto e voz que era algo quente.
Me jogando de volta na cama, suas mãos arrancaram meu sutiã fora e ele os provou faminto, chupando e apertando, eu gemia tentando não fechar os olhos para não perder nada. Depois de me provocar e chupar meu peitos até que ficassem muito sensíveis e doloridos, Morrone me beijou daquela forma ardente de novo, finquei minhas unhas longas em suas costas com força, minha vontade era de fundir os nossos corpos em um só. Quando o ar nos faltou, ele afastou nossas bocas e nossos olhares se encontraram, eu podia estar alucinando de tesão, mas senti faíscas entre nós dois, pura eletricidade. Em um movimento rápido Morrone rasgou minha calcinha e quando percebi já estava me penetrando com força, joguei a cabeça para trás na mesma hora, um gemido estrangulado saiu alto dos meus lábios, uma de suas mãos foi para o meu pescoço, a outra na minha cintura me segurando firme, sua boca passeava dos meus seios ao meu pescoço.
A cada estocada funda eu me sentia mais perto, meu corpo foi entrando em euforia, eu gemia alto sem me importar e Morrone gemia rouco, mais baixo, mas dizia ora em inglês ora em italiano o quanto eu era gostosa. Eu estava tão perto do orgasmo quando ele parou e me botou de quatro, empinei bem a bunda pra ele, com vontade latente, e logo ele estava se afundando para dentro de mim de novo, indo mais fundo e forte ainda e eu gemia como se só houvesse nós dois naquele hotel inteiro. Sua mão puxava meu cabelo, apertava meu quadril e nádegas com força, eu sentia a eletricidade que percorria de um corpo para o outro, e quando eu finalmente cheguei lá, cedi na cama, em seguida ele gozou terminando de se afundar em mim.
Sr. Morrone saiu de dentro de mim e eu me senti quase que incompleta, queria senti-lo mais ainda. Sentei na cama prontamente e mesmo que ele estivesse se recuperando do seu orgasmo, puxei-o para mim de volta, peguei seu pau e comecei a bater uma para ele ali mesmo, devagar, meus olhos grudados nos seus o tempo todo.
- Porra. - Michele gemeu, as mãos fechadas em punhos. Seus olhos queimava de tesão, o dobro do começo e a palma da sua mão foi de encontro ao meu rosto, me fazendo gemer para ele. - Ti piace così? - Assenti mordendo o lábio. - Allora ci sarà.
Com minha permissão Michele começou a me dar alguns tapas no rosto enquanto eu o chupava, até que ele não aguentou mais e sentou na ponta da cama rapidamente sentei em seu pau duro, me afundando de uma vez só. Eu me sentia uma atriz pornô ali, sentando para ele, meus seios fartos balançando no seu rosto enquanto ele os apertava e chupava, vez ou outra ele me dava um tapa e me xingava, o que só me motivava mais ainda a ir com força. Sentei até minhas pernas fraquejarem em outro orgasmo, então Morrone me segurou pela cintura e me fudeu até chegar ao seu.
Exausta, deitei na cama de lado, me sentia extasiada, Michele estava sentado na cama de costas para mim, podia ver suas costas largas e malhadas se movendo rápido pela respiração acelerada.
- Stanco? - Arrisco falar em italiano, sentando-me na cama.
- Sì, ma devo andare. - Michele se levanta da cama e caminha até o banheiro novamente, admiro sua bunda malhada no trajeto, mas antes de entrar se vira. - Mangia qualcosa. - Aponta para o telefone no quarto e perco ele de vista.
Decido seguir a sugestão ou ordem do italiano, afinal, ele parecia saber de uma coisa ou outra. Peço comida para nós dois, como não sei do que ele gosta, peço apenas salada para ele também. Visto apenas uma calcinha e espero o italiano sair do banho, dessa vez ele se veste antes de me olhar, calça, camisa e sapato social, tudo preto.
- Pedi salada para você. - Informo, Michele torna seu olhar negro para mim e concorda em silêncio.
O serviço de quarto chega, mas Michele parece muito ocupado no seu celular, então levanto e abro a porta do jeito que estou, o homem que segura o carrinho com nossos pratos me encara boquiaberto, seus olhos nem piscam.
- Obrigada. - Enfatizo, ele acorda do transe e se retira aos poucos sem perder contato com os meus seios.
Quando viro para trás, lá está Morrone com a mandíbula travada e seus olhos queimando minha pele, mas dessa vez não era de desejo.
- Indossare qualcosa. Adesso. - Ele manda, sua voz alta e rouca reverbera o ambiente.
- Fala em inglês, eu não entendo muito bem italiano. - Peço, era difícil entender italiano principalmente quando ele falava tão rápido.
Etorre respira fundo e mais calmo, fala: - Vista algo. Não quero assim. - Ele aponta para para os seios, apesar de ele ainda estar sério, acho graça e um sorriso escapa.
- Ele com certeza não é o primeiro a me ver nua. - Assim que termino de falar, me arrependo, Morrone está com aquela cara de novo, a de italiano-sexy-irrirado.
- Mentre sei qui, sei mia. - Michele fala vagarosamente para que eu entenda, mas não gosto do que ouço. - Eu mando, você obedece.
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La Prostituta
RomantikQuando a prostituição era tudo que sempre conheceu, Angel recorreu a ela como sua profissão. Com anos de profissão, era muito profissional na sua área, sabia como lidar com cada um de seus clientes e até onde se envolver, até que Michele Morrone vir...
