Capitolo III

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- Mentre sei qui, sei mia. - Michele fala vagarosamente para que eu entenda, mas não gosto do que ouço. - Eu mando, você obedece. - Percebo que Morrone está realmente irritado e fico em silêncio.
  Sento-me de volta na cama com meu prato de salada e como quieta, observando-o com o canto dos olhos.
- Tenho uma reunião agora. Addio. - Michele fala, mas quando percebe que não estou interessada em ouvi-lo ou respondê-lo sai do quarto.
  Sozinha em uma Suíte Presidencial, termino de comer minha salada, tomo um banho de banheira demorado e deito na cama king size com lençóis de seda. Acordo por volta das 21h renovada, mas continuo sozinha naquele suíte enorme.
  Tenho um déjà vu me vendo deitada naquela cama pelos espelhos no teto, lembro-me de quando tinha apenas 17 anos, no meu primeiro programa. Lembro-me de como me senti suja e destruída por dentro, de como me doeu cada segundo, cada toque. Pareciam memoriais de uma vida anterior, de quando tudo era mais difícil e confuso para mim, de como eu me sentia perdida. Tudo e nada mudou desde então, sete anos depois tornei aquele programa minha profissão e agora tenho uma situação financeira estável. Se valeu a pena? Eu nunca saberei dizer.
  A porta se abre de repente e absorta, me sento na cama, é ele. Morrone está lá, impecável, mas parece estressado pelo cenho franzido, até que ele me nota deitada na cama apenas de lingerie branca.
- Você jantou? - Sua voz grossa e rouca é gostosa de ouvir, mas definitivamente não era o que eu esperava ouvir dele.
- Estou sem fome. - Michele dá de ombros e caminha até o barzinho do quarto onde há uma grande seleção de destilados e prepara dois copos de whisky com gelo. - Como foi na reunião? - Finjo interesse, afinal, fazia parte do meu trabalho ser uma boa companhia na cama e fora dela.
- Faticoso. - É tudo que ele diz e pelo seu olhar sei que é tudo que eu preciso saber também.
  Caminhando até mim, Morrone me entrega um copo de whisky e me fita intensamente enquanto bebe o seu. Seus olhos negros são profundos e parecem ler minha mente, mas isso não me intimida, muito pelo contrário. Bebo rapidamente o líquido que está no meu copo e ficando de joelhos na ponta da cama, o puxo para mim, sem dizer nada ele pega nossos copos e coloca no criado-mudo. Sua atenção volta para mim e dessa vez ele que me puxa com suas grandes mãos de uma vez só e eu me rendo inteira.
Olho no olho, sei o que ele quer de mim, sei o que ele deseja, o que o deixa excitado e não exito em fazer, não só porque é meu dever, mas porque quero.
- Faça o que quiser comigo, Michele. - E soa como um passe de mágicas.
  Michele agarra meu pescoço por trás com força, seus olhos negros faiscando de tesão e eu sorrio maliciosamente de volta, contente. Sua mão vai direto para um dos meus seios cobertos pela lingerie, mas ele empurra o sutiã e um dos meus seios de repente estão livres, a sua disposição, e ele o coloca inteiro na mão, apalpando e apertando como bem entende. Um gemido escapa pelos meus lábios quando o bico do meu seio fica entre seus dedos e ele puxa levemente com seus olhos avaliando cada movimento meu, um misto de dor com prazer me percorre e eu tenho vontade de pular em cima dele, mas é tão bom que eu quero ver até onde ele vai.
  Morrone segura meu rosto com força, dois de seus dedos deslizam para dentro da minha boca e iniciam um vai e vem, posso ver pelo volume na sua calça o quanto ele está duro, mas não quero acabar com essa brincadeira agora. Ele dá um tapa no meu peito desnudo e depois o aperta entre seus dedos, solto um gemido estrangulado que o deixa satisfeito, então ele continua, cada vez mais forte e intenso, e cada vez eu respondo mais alto com gemidos. Sua mão livre vai direto para o meio das minhas pernas, minha calcinha é posta de lado e logo sinto seu dedo na minha vulva úmida, tocando levemente, ele começa devagar e quase que gentilmente, então de repente dois de seus dedos estão afundando dentro de mim.
  Meu gemido alto reverbera pelo quarto e ele sorri malicioso, tira seus dedos da minha boca e deixa meu outro seio livre, o bico do meu seio preso entre seus dedos enquanto ele chupa o outro. Não demoro para começar a me contorcer com suas estocadas e toques, meu corpo entra em combustão e solto gemidos altos e ofegantes, é quando tudo para. Abruptamente estou sem suas mãos ou boca em mim, minha onda de orgasmo passa, mas fico agoniada com tanto tesão.
  Morrone tira o cinto e abre a calça, é tudo que preciso para terminar de ajudá-lo a tirar a calça e a box preta. Rapidamente coloco seu pau na minha boca e começo a chupa-lo com maestria, ele geme rouco e alto para mim e juro que fico molhada só com isso. Uma de suas mãos vão para o meu cabelo, a outra para o meu seio onde ele aperta com vontade, e ele comanda o movimento, é rápido até o fundo, mas eu aguento enquanto mantenho nosso olhos em contato. Vê-lo gemer daquela forma me deixa louca de tesão e ele parece tão louco quanto eu, sua mão bate minha cara enquanto eu o chupo, depois ele tira o pau e bate de leve no meu rosto. Quando está quase lá, ele para tudo e pega uma camisinha no criado-mudo, a veste e volta para mim, mas antes de continuarmos, tiro sua camisa calmamente enquanto seus olhos me queimam. Assim que termino, Michele me bota de bruços na cama, empino a bunda e não demoro para senti-lo deslizando tudo para dentro de mim, meus gemidos desesperados logo ecoam pelo quarto misturados aos seus roucos e graves.
  A sensação de tê-lo dentro de mim é alucinante, como provar a melhor droga do mundo, nunca é o suficiente, sempre quero mais e mais forte. Morrone estoca forte e fundo para dentro de mim, sua mão bate com força na minha bunda e ele fala palavras italianas que não entendo, mas acho extremamente sexy. Ambos chegamos ao ápice juntos, gemendo feito loucos e suados. Sem dizer uma palavra, ele desliza para fora de mim e vai até o banheiro. Sem pensar dias vezes, levanto da cama ainda ofegante e sigo para o banheiro enorme, ele está de costas na ducha, posso ver suas costas malhadas se movendo, sua bunda perfeitamente redonda e suas pernas malhadas, é uma visão e tanto e mais que o suficiente para me deixar subindo pelas paredes. Vagarosamente encosto em suas costas largas e tensas, Michele vira para mim com aqueles olhos negros impenetraveis. Porque esse homem tinha que ser tão irresistível? Aliás, porque ele pagava por companhia quando podia ter a mulher que quisesse beijando os seus pés? Eu não sabia, nem podia entender, mas tudo que eu queria naquele momento era aproveitar cada segundo enquanto o tinha ali, a minha disposição. Sei que esse é um daqueles momentos que só acontecem uma vez na vida, e eu quero aproveitar muito.
- Quer companhia? - Pergunto maliciosamente, meus dedos deslizando por seus músculos do peitoral, e pela sua sobrancelha erguida e seu olhar transbordando tesão, sei que ele me quer ali, de novo.

   Domingo de manhã acordo sozinha na cama, ainda me sentindo cansada fisicamente depois da noite intensa que tive com Michele. Retiro tudo que disse sobre Dereck ser insaciável, até ele precisava de intervalos, já Michele parecia uma máquina do sexo, nunca cansava, estava sempre pronto para outra. Vejo a porta da sacada aberta, é ele, parado fumando um cigarro apenas de box branca, é a melhor vista que já vi ao acordar.
  Preguiçosa, levanto da cama e vou direto para o banho, mas posso ver pelo grande espelho que vai do teto até o chão, chupões no meu pescoço e seios, incluindo alguns roxos espalhados pelo corpo depois da sessão da noite passada. Mas dessa vez, não me traziam lembranças ruins e eu não me sentia suja ou usada, apenas satisfeita. Tomo uma ducha quente e demorada, quando termino me sinto melhor, mais disposta. Saio apenas com um roupão do banheiro e Michele está lá me fitando, mas se vira e volta a falar no celular.
  Estou entediada nesse quarto de hotel, por mais elegante que seja, sinto falta de tomar um ar, de ver outras pessoas além desse Deus Grego. Hoje é meu último dia nessa Suite Presencial, amanhã de manhã voltarei para o meu apartamento, que deve ser do tamanho do banheiro pelos meus cálculos. Deitada de bruços na cama com olhos fechados, ouço a voz rouca de Morrone, aquela voz grave que faz com que um arrepio percorra meu corpo inteiro, até que para, mas não me movo. Em silêncio, Michele põe parte do meu roupão de lado fazendo com que minha bunda fique exposta, então ele a acaricia com suas grandes mãos, mas a carícia não dura muito, logo se transforma em tapas e eu começo a me contorcer, sentindo aquele desejo gostoso se apossando de mim.
- Tenho uma reunião agora. - Michele diz quando cessa os tapas, mas eu não me movo. - Aproveite o hotel. - E ele dá um último tapa antes de começar a se vestir.
  Decepcionada, me viro para assisti-lo se vestir, sem dizer nada, trocamos alguns olhares intensos, cheios de promessas quentes para a noite. Quando termina, Michele me dá um beijo de língua quente e avassalador com gostinho de quero muito mais, me fazendo morder os lábios por ter que reprimir aquele tesão todo. Me vejo sozinha novamente naquele grande quarto de hotel, depois de tantas horas trancada aqui dentro a magia passou um pouco. Lembro-me de sua frase "aproveite o hotel" e uma lâmpada se acende em cima da minha cabeça, é claro, eu ainda podia aproveitar o hotel!
  Animada, levanto-me repentinamente da cama e procuro na minha mala um vestido bonito e leve para o dia ensolarado e quente, escolho uma sandália dourada com pedras, passo uma maquiagem leve e prendo meu cabelo, e estou pronta para explorar esse hotel. Saio do quarto e pego informação com o rapaz que não parava de olhar para os meus seios ontem, ele diz que tem uma grande piscina no terraço, um SPA, academia, restaurante, bar e uma boutique, tudo isso enquanto olha para os meus seios. Agradeço e pego o elevador para o térreo, onde ficava o restaurante e a boutique, fico maravilhada com o teto dourado cheio de desenhos e as paredes em um azul fosco.
A boutique é pequena, mas requintada, há roupas em manequins no meio da loja e várias outras em ararás.
- A Senhorita deseja alguma coisa? - Uma mulher alta feito uma modelo com cabelos dourados e olhos escuros pergunta, um sorriso simpático estampado no rosto.
- Um biquíni, quero aproveitar a piscina do hotel. - Seu sorriso aumenta e rapidamente ela me leva até a arara de biquínis.
  Há biquínis de todos tipos, geralmente mais cobertos na parte traseira, mas não é meu tipo. No final da arará encontro um biquíni preto simples, mas pequeno do jeito que costumo usar, escolho e a atendente faz uma pequena careta antes de perceber que estou vendo. O biquíni custou cerca de 300 dólares, o que para mim seria muito antes de Michele Morrone e todo dinheiro que eu ganharia tendo ele como cliente. Coloco o biquíni por baixo do meu vestido no provador e pego um elevador até o último andar, a piscina. Me sinto renovada assim que o sol toca minha pele, quente e brilhante, me fazendo fechar os olhos e aproveitar um pouco, até que percebo, enfim, a piscina em si. É uma piscina olímpica, com certeza, há algumas mulheres e homens dentro dela se banhando, mais algumas tomando sol ao lado delas. Vou até uma cadeira vaga e tiro meu vestido, deito-me de costas e respiro profundamente absorvendo toda aquela sensação, mas uma voz grossa atrapalha meus planos.
- È una bella ragazza. - Abro meus olhos e dou de cara com outro italiano moreno me fitando, mas esse eu não conheço.
- Grazie. - Sorrio simpática, ajeitando-me na cadeira para vê-lo melhor.
  É um italiano alto, mas um pouco menos que Morrone, moreno, forte e muito bonito. Esse hotel é exclusivo para italianos ou algo do tipo? Não que eu esteja reclamando porque se todos italianos forem assim, eu preciso me mudar para a Itália imediatamente, ir direto a fonte.
- Aceita um drink? - Ele sorri de lado, charmoso e eu sorrio de volta.
  Minha tarde acabou de ficar interessante.

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