Capítulo 14

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Oi gente!

Vocês devem ter se apercebido de que a história está ficando um pouco estranha, mas isso aconteceu porque essa historia não esta planeada, ou seja não sei o que vai acontecer a frente, mas já existe um final. Peco desculpas por mudar do nada o clima da história, não tenho como mudar isso, espero que gostem do capítulo.

Boa leitura!


Parei de mexer no celular quando o carro da Carol parou. Havíamos chegado um pouco tarde, já que a Carol não queria vestir algo simples e ficou duas horas até encontrar o vestido que ela queria vestir. Ela estava muito linda com o vestido que havia escolhido, ele ia até em cima do joelho e era decotado nas costas, todo preto, combinando com o salto alto que ela colocou. E eu só havia colocado uma calça jeans e uma blusa simples, me sentia uma louca perto dela. E isso piorou quando entramos no restaurante, porque ele era muito chique e eu parecia uma louca naquele lugar.

- Esse era o restaurante que você escolheu? Porque você não me avisou que as minhas roupas não eram adequadas? – Perguntei.

- Eu te disse para colocar uma das minhas roupas, mas você não me ouviu. Esse é o melhor lugar, o restaurante é da minha mãe e podemos ter acesso as câmaras de segurança se for preciso.

Não tive escolha a não ser aceitar aquela situação.

Ficamos quase uma hora e meia a espera da Elly e ela não atendia o celular, quando estávamos prestes a desistir, ela apareceu.

- Desculpa meninas, tive que passar de uma loja para comprar um vestido adequado. – ela parou quando olhou para mim. – O que aconteceu com você?

- Eu não sabia que o restaurante era tão chique e também não sabia que teria que ficar quase duas horas esperando uma certa pessoa. – falei indignada com a situação.

- Me perdoe. – Disse se sentando.

Olhei para o relógio e ainda eram dezanove horas, mas faltavam somente seis minutos para as vinte.

A Carol chamou o garçom para fazer os pedidos e pedi que ela escolhece o prato porque eu estava com os olhos no relógio, mas quando deu vinte horas não aconteceu nada, ninguém falou nenhuma palavra. Olhei para a hora no celular mas também já havia dado vinte horas.

- Não aconteceu nada... - não pode ser, porque não estou aliviada com isso?

- Eu disse nada vai mudar, você só ficou com cinco dias, logo logo você vai para o inferno! – Disse Carol com um sorriso no rosto, mas depois desapareceu. – Já passaram vinte horas, não aconteceu nada.

A voz dela mudou de um momento para o outro, isso aconteceu ontem também e com Sra. Fátima. Será que estou eloquecendo? Olho para Elly e vejo ela assustada.

- O que você esta fadando Carol! Não brinque com essas coisas. – Falou Elly.

- Você também ouviu? Você ouviu, ela disse que so tenho cinco dias.

- O quê? Eu não disse nada. – Falou Carol confusa.

- Meu Deus do céu, o que está acontecendo – Sussurrei.

- Seu Deus não vai te salvar – disse Carol se levantando da mesa e saiu do restaurante.

Eu e a Elly ficamos em choque depois do que ela disse. Eu já ouvi falar sobre pessoas que falavam coisas estranhas e que reagiam mal ao nome de Deus na igreja, mas não pode ser isso, ela deve estar brincando com a nossa cara.

- O que se passa com a Carol? Parece que tem um demónio dentro dela, ela está brincando nem? Isso é uma pegadinha que vocês armaram para mim. – Falou Elly.

Eu conhecia alguém que poderia me dizer se estou eloquecendo ou não.

- Eu vou para um lugar, não vai para a casa da Carol. – Disse saindo do restaurante apressada.

Cheguei na igreja trinta minutos depois, tive que pegar um táxi porque a distância era longa do restaurante ate aqui.

Vi o pastor conversando com a Sra. Fátima, as pessoas estavam saindo. Acho que a vigília terminou. Segui até onde eles estavam.

- Pastor Luís, Sra. Fátima boa noite. – Cumprimentei-os.

A Sra. Fátima é uma conselheira na igreja, ela é conhecida por ser uma mulher temente a Deus, eu acho que quem deve estar possuída aqui sou eu, não é possível que alguém de Deus esteja possuído.

- Leonarda, você voltou! – Disse o Pastor Luís.

- Me desculpe, mas tenho pressa, preciso falar com você pastor, só com você. – Disse olhando para a Sra. Fátima.

- Vou deixa-los sozinhos, que bom que voltou, assim talvez você possa se livrar de vez da vida errada. – Disse a Sra. Fátima se retirando.

O Pastor me chamou para o escritório dele. Quando chegamos lá, contei tudo o que havia acontecido.

- Você tem a certeza que ouviu isso? – Perguntou o Pastor.

- Tenho. Já ouvi histórias de pessoas possuídas e já vi muitos filmes, mas não achei que isso fosse verdade, ou talvez eu esteja louca.

- Se isso for verdade é melhor que façamos uma oração de libertação para a sua amiga, mas antes vamos fazer uma oração para ti. – Disse ele.

Eu sabia que ele iria achar que estou possuída.

- Vamos. – Aceitei.

Ficamos uma hora orando, mas eu me sentia horrível pedindo ajuda a Deus depois de tudo que havia feito.

- Vá para sua casa, amanhã iremos a casa da sua amiga.

Eu aceitei. Cheguei em casa e me dirigi ao meu quarto e encontrei a minha mãe dormindo na minha cama. Senti uma dor quando olhei para o rosto dela, havia marcas de lágrimas já secas.

- Me perdoe mãe ... - sussurrei.

Fui até ao quarto dela e cheguei perto da cama e me ajoelhei. Não sabia o que fazer, somente fiquei ajoelhada por trinta minutos sem fazer nada e depois de mais algum tempo tive a coragem de dizer algo.

- Me perdoa Deus, isso tudo é minha culpa, se eu não tivesse feito tudo o que fiz, isso não teria acontecido. Se eu não tivesse te entristecido, não me sentiria tão vazia como me sinto agora. Tentei consertar as coisas para poder ter a minha família e amigos de volta, mas ao invés de pedir ajuda no Senhor, fui vender a minha alma ao Satanás.

24 Horas da minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora