Oi gente!
Vocês devem ter se apercebido de que a história está ficando um pouco estranha, mas isso aconteceu porque essa historia não esta planeada, ou seja não sei o que vai acontecer a frente, mas já existe um final. Peco desculpas por mudar do nada o clima da história, não tenho como mudar isso, espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!
Parei de mexer no celular quando o carro da Carol parou. Havíamos chegado um pouco tarde, já que a Carol não queria vestir algo simples e ficou duas horas até encontrar o vestido que ela queria vestir. Ela estava muito linda com o vestido que havia escolhido, ele ia até em cima do joelho e era decotado nas costas, todo preto, combinando com o salto alto que ela colocou. E eu só havia colocado uma calça jeans e uma blusa simples, me sentia uma louca perto dela. E isso piorou quando entramos no restaurante, porque ele era muito chique e eu parecia uma louca naquele lugar.
- Esse era o restaurante que você escolheu? Porque você não me avisou que as minhas roupas não eram adequadas? – Perguntei.
- Eu te disse para colocar uma das minhas roupas, mas você não me ouviu. Esse é o melhor lugar, o restaurante é da minha mãe e podemos ter acesso as câmaras de segurança se for preciso.
Não tive escolha a não ser aceitar aquela situação.
Ficamos quase uma hora e meia a espera da Elly e ela não atendia o celular, quando estávamos prestes a desistir, ela apareceu.
- Desculpa meninas, tive que passar de uma loja para comprar um vestido adequado. – ela parou quando olhou para mim. – O que aconteceu com você?
- Eu não sabia que o restaurante era tão chique e também não sabia que teria que ficar quase duas horas esperando uma certa pessoa. – falei indignada com a situação.
- Me perdoe. – Disse se sentando.
Olhei para o relógio e ainda eram dezanove horas, mas faltavam somente seis minutos para as vinte.
A Carol chamou o garçom para fazer os pedidos e pedi que ela escolhece o prato porque eu estava com os olhos no relógio, mas quando deu vinte horas não aconteceu nada, ninguém falou nenhuma palavra. Olhei para a hora no celular mas também já havia dado vinte horas.
- Não aconteceu nada... - não pode ser, porque não estou aliviada com isso?
- Eu disse nada vai mudar, você só ficou com cinco dias, logo logo você vai para o inferno! – Disse Carol com um sorriso no rosto, mas depois desapareceu. – Já passaram vinte horas, não aconteceu nada.
A voz dela mudou de um momento para o outro, isso aconteceu ontem também e com Sra. Fátima. Será que estou eloquecendo? Olho para Elly e vejo ela assustada.
- O que você esta fadando Carol! Não brinque com essas coisas. – Falou Elly.
- Você também ouviu? Você ouviu, ela disse que so tenho cinco dias.
- O quê? Eu não disse nada. – Falou Carol confusa.
- Meu Deus do céu, o que está acontecendo – Sussurrei.
- Seu Deus não vai te salvar – disse Carol se levantando da mesa e saiu do restaurante.
Eu e a Elly ficamos em choque depois do que ela disse. Eu já ouvi falar sobre pessoas que falavam coisas estranhas e que reagiam mal ao nome de Deus na igreja, mas não pode ser isso, ela deve estar brincando com a nossa cara.
- O que se passa com a Carol? Parece que tem um demónio dentro dela, ela está brincando nem? Isso é uma pegadinha que vocês armaram para mim. – Falou Elly.
Eu conhecia alguém que poderia me dizer se estou eloquecendo ou não.
- Eu vou para um lugar, não vai para a casa da Carol. – Disse saindo do restaurante apressada.
Cheguei na igreja trinta minutos depois, tive que pegar um táxi porque a distância era longa do restaurante ate aqui.
Vi o pastor conversando com a Sra. Fátima, as pessoas estavam saindo. Acho que a vigília terminou. Segui até onde eles estavam.
- Pastor Luís, Sra. Fátima boa noite. – Cumprimentei-os.
A Sra. Fátima é uma conselheira na igreja, ela é conhecida por ser uma mulher temente a Deus, eu acho que quem deve estar possuída aqui sou eu, não é possível que alguém de Deus esteja possuído.
- Leonarda, você voltou! – Disse o Pastor Luís.
- Me desculpe, mas tenho pressa, preciso falar com você pastor, só com você. – Disse olhando para a Sra. Fátima.
- Vou deixa-los sozinhos, que bom que voltou, assim talvez você possa se livrar de vez da vida errada. – Disse a Sra. Fátima se retirando.
O Pastor me chamou para o escritório dele. Quando chegamos lá, contei tudo o que havia acontecido.
- Você tem a certeza que ouviu isso? – Perguntou o Pastor.
- Tenho. Já ouvi histórias de pessoas possuídas e já vi muitos filmes, mas não achei que isso fosse verdade, ou talvez eu esteja louca.
- Se isso for verdade é melhor que façamos uma oração de libertação para a sua amiga, mas antes vamos fazer uma oração para ti. – Disse ele.
Eu sabia que ele iria achar que estou possuída.
- Vamos. – Aceitei.
Ficamos uma hora orando, mas eu me sentia horrível pedindo ajuda a Deus depois de tudo que havia feito.
- Vá para sua casa, amanhã iremos a casa da sua amiga.
Eu aceitei. Cheguei em casa e me dirigi ao meu quarto e encontrei a minha mãe dormindo na minha cama. Senti uma dor quando olhei para o rosto dela, havia marcas de lágrimas já secas.
- Me perdoe mãe ... - sussurrei.
Fui até ao quarto dela e cheguei perto da cama e me ajoelhei. Não sabia o que fazer, somente fiquei ajoelhada por trinta minutos sem fazer nada e depois de mais algum tempo tive a coragem de dizer algo.
- Me perdoa Deus, isso tudo é minha culpa, se eu não tivesse feito tudo o que fiz, isso não teria acontecido. Se eu não tivesse te entristecido, não me sentiria tão vazia como me sinto agora. Tentei consertar as coisas para poder ter a minha família e amigos de volta, mas ao invés de pedir ajuda no Senhor, fui vender a minha alma ao Satanás.
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24 Horas da minha vida
SpiritualO que farias se descobrisse que somente te resta 24 horas de vida? Com certeza você iria querer passar esse tempo perto das pessoas que você ama. Mas comigo (a personagem) foi diferente, porque nessa hora ninguém que dizia me amar queria estar perto...
