Capítulo 15

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Eu e o pastor chegamos bem cedo a casa da Carol. Batemos a porta varias vezes, mas ela não atendeu, então decidi ligar para ela, mas outra pessoa atendeu.

"Oi Leonarda" escuto a voz do Victor.

- Victor? A Carol está com você?

"Sim, esta na minha casa, ela disse que não se sentia bem"

- Eu chego ai daqui a pouco.

Em poucos minutos eu e o Pastor chegamos a casa do Victor, que estava na entrada a nossa espera. Eu expliquei tudo para o Victor, mas ele não se espantou com nada do que eu disse.

O Victor nos levou ate ao quarto em que a Carol estava, mas ao chegarmos, ela atirou um abajur na direcção do Pastor, que acabou se machucando um pouco na testa.

- Pastor, você esta bem? – Pergunto apavorada.

- Não se preocupe comigo, segurem ela, ela pode acabar se machucando – respondeu.

Eu tentei me aproximar, mas o Victor me impediu de dar mais um passo e disse que conseguiria sozinho. Ele tentou segura-la, mas ela estava fora de si e o empurrou contra a parede. Nunca havia visto algo assim, eu conheço a Carol a um bom tempo e sei bem que ela não possui forca para fazer aquilo que fez.

A Carol deixou o Victor e seguiu em direcção a porta correndo, mas o Pastor a ordenou que parasse em nome de Jesus e ela parou, então ele se aproximou e ordenou que o espírito que estava sobre ela saísse e ela desmaiou em seguida.

Não sabia o que fazer naquela situação, eu somente pedia a Deus internamente que ajudasse a Carol naquele momento.

Quando o Pastor disse que estava tudo bem, fui em direcção a Carol para ver se ela não havia se machucado, mas nada de mal havia acontecido com ela, ela não tinha nenhum aranhão.

Eu fiquei ao lado dela ate que recobrasse a consciência. Ela acordou duas horas depois e quando acordou não se lembrava de como ela chegou ali.

- A última coisa de que me lembro é de você me ligando e perguntando se eu estava em casa. – Disse ela.

Ela não se lembrava de nada do que aconteceu nos dois últimos dias.

O pastor explicou o que havia acontecido com ela, que ela estava possuída por espíritos malignos, mas ela não acreditou e disse que tinha fumado algo diferente que a deixou naquele estado.

- Carol, eu vi tudo o que aconteceu com você, aquilo não era reacção de nenhuma droga. – Disse.

- Leo, não comece com esses seus assuntos evangélicos, se continuar com isso não precisa mais ligar para mim porque eu não vou atender. – Disse saindo da casa. Eu tentei segui-la, mas o Victor me impediu.

- Deixe ela, ela não vai te escutar – disse ele.

- O Victor tem razão. – Disse o Pastor – Deixe ela sozinha por enquanto, ela passou por muitas coisas, a vida que ela leva é perigosa de mais para ela.

- Mas eu conheço muita gente que vive uma vida pior do que a que a Carol esta levando, ela é uma boa pessoa.

- Não se trata de ela ser uma boa pessoa ou não, ela deve ter se metido com pessoas que não devia e acabou daquele jeito.

- Mas e a Sra. Fátima? Ela vive o tempo todo na igreja.

- Ela também tem os seus problemas que não convêm que eu diga.

- Então o que se passa comigo? Porque isso esta acontecendo? Eu vou morrer?

- Ontem o Senhor me revelou o que acontecia na vida da sua amiga, mas não me disse nada a seu respeito, nos fizemos uma oração ontem, se algum espírito estivesse em ti, com certeza já teria ido embora. Fale com Deus, ele irá te ajudar, eu fiz tudo que podia, se algo acontecer hoje, me ligue. – Disse se retirando do local.

Não sei o que fazer.

- O que está acontecendo com você Leo? – Perguntou o Victor.

- Eu não sei, achei que estivesse louca, mas alguma coisa está mexendo com as pessoas ao meu redor e essa coisa me disse que vou morrer logo, quando derem vinte horas só terei quatro dias de vida.

- Você não pode aceitar isso, não mentiras do Satanás, porque você está se deixando levar por isso?

- Porque eu mereço, eu estraguei tudo no passado, te magoei e magoei várias pessoas na igreja, você amava a Madalena, a Rose nem sequer fala mais comigo.

- Eu não te odeio por nada do que aconteceu no passado, eu nunca te odiei, para com isso. – Disse me abraçando.

Eu não me sentia tão bem desde a muito tempo, o abraço do Victor me fazia sentir paz, mas as lembranças trouxeram a dor de volta. Não posso simplesmente deixar isso para lá, não tem mais salvação para mim.

- Eu preciso ir. – Disse o afastando.

- Leo não se culpe pelo que aconteceu no passado.

Eu não posso ignorar o que aconteceu, eu tenho quepagar pelo que fiz, não vou mais fugir do meu destino. 


Continua...

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