14. V I N C E N T
Devo ter perdido por completo o meu juízo no exato momento em que encurralei-a contra a parede, e se ela pensar que sou realmente gay, já que está vestida de garoto?
Você é um idiota, Vince!
Isso é o que você é.
Não consegui dormir direito pensando em como seus olhos cor de mel me observaram assustados, mas sem me temer de verdade, seus lábios rosados entre abertos...até agora me pergunto como me controlei ao me afastar para longe dela.
Quando acordo na manhã seguinte ela já não está. Devo ter interpretado seu olhar de forma errada.
Droga!
Vou até o banheiro, escovo os dentes e jogo uma agua na cara para ver se minha alma retorna ao corpo, já que não me sinto eu mesmo essa manhã.
Encontro Peter, David e Ben saindo do quarto e eles se alto convidam para tomarem café comigo, questionando onde o Ken foi tão cedo.
Daria um prêmio se descobrissem.
Após o café da manhã deixo os rapazes conversando sobre uma tal festa no final de semana na casa das líderes de torcida e sigo para a primeira aula teórica do dia. Me sentindo ansioso.
O que será isso?
Preciso falar com o Thom, ele saberá me explicar direito.
(...)
A manhã se arrastou de uma forma entediante, juro que já estava prestes a me levantar daquela cadeira e voltar para o quarto. Ao contrário da Ken que parecia bem felizinha, assistindo com um sorriso bobo nos lábios me arrastando de uma aula para a outra.
— Vamos, Vincent. Quero ir lanchar! – Reclama puxando-me pelo casaco e eu evito sorrir da visão de tê-la faminta me arrastando por entre os alunos, que parecem bem curiosos a nosso respeito agora.
— Não vai me xingar?
Ela para e me encara.
— Só te xingo quando você faz por merecer. Com essa cara de cão desolado, você não me irrita, muito pelo contrário, me instiga a te proteger. Então vamos.
Olho no fundo dos seus olhos, e mais uma vez peço aos céus para que não me proíbam nunca de contemplarem suas feições, não saberia voltar para a escuridão após ter visto o rosto dela todos esses dias.
Meu celular toca e vejo a foto da minha mãe na tela.
— Me dê cinco minutos, Ken. Vou atender minha mãe. Vai na frente e pega uma mesa para gente, pode ser?
Ela me lança um olhar compreensivo, por saber do risco que corro se minha mãe descobrir minha mentira e se retira em direção a lanchonete dos Lavigne, bem conhecida aqui no campus.
— Oi, mãe. – Atendo a vídeo chamada, acenando para ela.
— Querido, como anda sua vida de acadêmico administrativo?
Engulo seco.
— Ótima, mãe.
— É mesmo? Fico tão feliz, meu amor. Estou ligando apenas para saber como estava, tenho uma reunião agora, Vince. Nos falamos depois, tudo bem?
Assinto, forçando um sorriso.
Não espero ela desligar, eu mesmo o faço.
Odeio mentiras, odeio esconder a verdade dela, mas também sei que ela iria querer se meter na minha vida. Falar que jogar hóquei não me alimentaria, nem pagaria minhas contas, logo, não tenho outra opção no momento, não até me reconhecerem como parte crucial para a equipe de hóquei.
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Minha Garota [CONCLUÍDA]
RomanceKendra Reed é uma aspirante a patinação artística, que luta bravamente para conquistar seu sonho, estudar na North University, a mesma universidade onde sua mãe se formou como patinadora, ela almeja seguir seus passos. O que ela não contava era com...
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