Desafiando a morte!

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Notas iniciais:
Oi, pessoal! Minha vida universitária está uma verdadeira loucura, então, eis o motivo para a demora em postar o capítulo, ok?

                                  ***

O tempo parece não mais existir no Quarto onde Mariano está internado. Desde o instante em que ele, finalmente abriu os olhos, Sophia soltou a respiração que sequer imaginava segurar, aliviada em vê - lo bem.

Sem segurar os próprios impulsos, Sophia se emociona, controlando as lágrimas, que insistiam a cair.

__ Bem - vindo à vida, meu garimpeiro.

Para Mariano, ter o privilégio de encarar a mulher que o roubou o coração e estar vivo é bom demais para ser verdade! Como um sinal de que ele desafiou a morte e nasceu de novo!

O amigo de Zé Victor sorri pela primeira vez, desde que tudo aconteceu e busca as mãos de Sophia, que retribui o gesto o apertando os dedos disfarçadamente, sem conseguir deixar de olhá - lo profundamente.

__ Eu ainda tô vivo e respirando? Dessa vez, eu juro que achei que minha hora tivesse chegado!

__ Você parece ser ruim de morrer, Mariano!

Quem olhar de fora, certamente não entenderia o rumo da conversa, mas não eles, afinal diálogos normais não são do feitio desses dois.

__ Imagina se eu ia deixar um mulherão desses sozinha? Nunca na minha vida! Tô certo ou não, doutor?

O Doutor prefere não responder, porque se envolver com a vida dos pacientes não é uma boa opção.

Ao invés disso, interrompe a conversa para explicar como será a recuperação do garimpeiro. Antes de conseguir dizer algo, ele é surpreendido pelo paciente:

__ Doutor! Eu vou ser bem sincero: não sei como vou pagar um hospital desses, não! Só o valor da internação custa mais do que anos de trabalho no garimpo. Sem querer ofender, madame.

O médico e Sophia trocam olhares e todos deixam o quarto, para que a mulher possa conversar com Mariano:

__ Eu prometi não esconder mais nada de você, mas não sei se é o melhor momento para dizer o que eu preciso.

__ Olha pra mim, Sophia. Eu tô vivo, mulher. Sinto dor, sim, mas o meu coração tá batendo. Fala o que tem a dizer de uma vez, por favor!

Olhos nos olhos, a madame diz a verdade na lata, enchendo o peito do garimpeiro de amor, transbordando em um sorriso sincero.

__ Eu acertei as contas da operação e internação com o médico. Ele puxou a sua ficha e viu que você trabalha pra mim. Consegue se lembrar do acidente?

__ A minha cabeça ainda está doendo muito, então só consigo me lembrar de um carro vindo bem rápido na minha direção. Pegaram quem me atropelou?

O órgão cardíaco da mulher dispara e gela de nervoso, com a remota possibilidade do garimpeiro recobrar as lembranças.

__ Você não se lembra do que eu disse antes que acordasse? Vou deixar você descansar um pouco.

__ O que tá acontecendo? Eu sei quando cê tenta escapar de mim ou me esconde alguma coisa. Eu quero uma explicação.

A loira fica totalmente sem saída, porque Mariano não deixa de encará - la, o que a intimida mais do que o normal, se tratando dela.

Agoniada, ela se aproxima do garimpeiro e, acomodando - se entre as pernas dele, guiada única e exclusivamente por batimentos descontrolados do próprio coração, o beija, esquecendo - se totalmente da porta entreaberta, mas tomando o devido cuidado com os pontos dele.

Mesmo com um pouco de dor, Mariano a pressiona a cintura e corresponde ao beijo, comandado por ela.

Silas os flagra prestes a se livrar das roupas e Mariano tenta tirá - la de cima dele, ao reparar o olhar divertido do mordomo:

__ So... Soph... Sophia! O Silas tá olhando pra cá! Não sabia que ele era corta onda, não. Até tu, Silas?

Silas prende o riso e ajuda a patroa a se desamassar, falhando na tarefa, é claro.

__ Quando você sair desse hospital, a gente precisa ter uma conversa, mas não pense nisso agora.

Lívia vê quando a mãe deixa o quarto de Mariano e abafa o riso ao ver o estado de Sophia.

__ Nem no hospital você deixa de soltar as teias de aranha, Dona Sophia? Que fôlego. O garimpeiro não operou? Como ele consegue energia pra fazer estripulias, Meu Deus?

Aos sussurros, para que apenas Lívia a ouça, Sophia confessa, como uma moleca travessa:

__ Energia é o que não falta a ele, Lívia. Você nem imagina o quanto e, ai de você, se tentar descobrir.

Sophia ignora o choque presente no rosto da filha com a declaração nada sutil e se dirige ao médico responsável por Mariano:

__ Quando ele terá alta, Doutor?

__ Prefiro deixá-lo em observação no hospital por mais alguns dias, Dona Sophia.

__ Não deixe que qualquer pessoa entre para visitar o Mariano. Certas pessoas oferecem perigo.

__ Estou de plantão o dia todo hoje. Não se preocupe com isso. Ninguém vai entrar no quarto dele, sem que eu veja.

Gael acompanha Sophia até o carro, enquanto Zé Victor conversa com Lívia:

__ E aí, loirinha?

__ Lívia. Esse é meu nome. Eu dei carona a você, não foi?

__ Isso aí, mesmo! Aliás, valeu mesmo por aquela carona.

__ Quer outra carona ou prefere voltar de ônibus?

__ Eu vou ficar mais um pouco com o Mariano, loiri... Lívia.

Os dois se despedem com um aperto de mãos, inicialmente, mas Zé Victor deixa um beijo estalado na bochecha de Lívia, que sente o rubor a atingir em cheio.

__ Até mais, bonitinho.

Enquanto isso, Gael assume a direção do carro e não entende quando a mãe caminha na direção contrária, sendo seguida por Silas, o mordomo:

__ Ô, Dona Sophia! Onde você vai? O carro está aqui.

__ Vou chamar o motorista, Gael. Vai para casa e leva a sua irmã junto. Eu não demoro. Vem comigo, Silas. Preciso de seus serviços extras.

__ Perfeitamente, senhora.

Silas e Sophia entram no carro de aluguel e o mordomo desce antes dela para buscar algumas coisas:

__ Dona Sophia, eu vou ficar na porta mesmo, não quero entrar naquele lugar, não. Quer que eu avise a Maria?

__ Avise só para o caso de alguma emergência, mas não faça alarde.

No lugar sombrio, Sophia refaz o caminho entre as lápides e cumprimenta o Senhor Augusto, que se afasta, para que a viúva tenha mais privacidade.

__ Somos só nós dois agora, meu querido. Prepare - se para revirar à sete palmos, seja lá onde você estiver. Hoje, eu vou despejar tudo o que guardo em silêncio há anos.

Notas finais:

Preparem o coração para o próximo capítulo!! Até breve!

Fire, Gasoline And Secrets - Soriano (CONCLUÍDA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora