Bond.

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"Beautiful, beautiful, beautiful, beautiful angel."

- Como você está se sentindo, amor? Dói? - a ômega perguntou preocupada, acariciando os cabelos do filhote. Sua testa estava úmida de suor e sua febre não abaixava.

- Dói, mamãe. - Louis suspirou, fungando. Não importava o que ele fizesse a dor não cessava, e ele não conseguia fazer a si mesmo parar de chorar.

Era como se ele tivesse aquela sensação ruim, a impressão de que algo fosse acontecer e não pudesse evitar. Um mal pressentimento.

Ele sentia como se seu coração estivesse se partindo ao meio, e a dor era uma dor estranha. Não como quando ele se cortava quando tentava preparar o jantar, ou quando ralava seus joelhos brincando quando ainda era um pequeno filhote. Era uma dor incomoda, vinha de dentro. Parecia que sua alma não conseguia aguentar a pressão e externalizava.

Seu corpo pegava fogo.

A ômega o acariciava e velava seu sono. Ela havia conseguido algumas ervas e fizera alguns chás para ajudar a abaixar a febre e as dores fortes. Mas demorava um tempo até o chá fazer efeito.

- Vai ficar tudo bem, meu amor. Vai ficar tudo bem. - ela dizia sem parar para o filhote. Seu peito doía por vê-lo daquela forma e não poder ajudá-lo. Se pudesse pegaria toda a dor do seu ômega para si só para não vê-lo sofrer.

Como mãe, sentia quase em sua própria pele a angústia de Louis e lutava contra as próprias lágrimas, não querendo ser fraca na frente de seu ômega.

Quando Louis finalmente pegou no sono, ela colocou a palma da sua mão em sua testa e em seu pescoço. A temperatura do ômega já estava se estabilizando. Jay fechou os olhos, murmurando algumas preces, agradecendo a Deus por deixar seu filhote em paz. Ela certamente não aguentaria perder mais um.

xx

Harry.

Louis podia praticamente ouvir em sua mente o nome do príncipe. Ele não sabia o porque só sabia que alguma força no mundo estava empurrando aquele nome em sua mente, ecoando como um grito no escuro. Ele tentou fechar os olhos, bloquear o som alto em sua própria cabeça mas era em vão.

Não sentia mais dor, apenas uma sensação incomoda em seu peito, algo que ele nunca havia sentido antes. E ele ansiava pela presença do príncipe. Não ao seu lado, como quando eles passearam juntos, era como ele precisasse do príncipe, sua carne e seu sangue.

Sua mente estava nublada, ele não conseguia pensar direito enquanto gritava desesperadamente o nome de Yasser, enquanto abraçava o próprio corpo, desprotegido pelo frio da madrugada.

Ele só conseguia assimilar que Yasser era a pessoa que estaria mais próxima de Harry em um raio de minutos, era a sua única chance de se aproximar do alpha.

Alpha.

Sua boca ficou seca e seu coração se apertou enquanto ele tentava manter a respiração estável. Ele precisava que Yasser o levasse até o alpha ou ele não sabia o que era capaz de fazer.

Seu lobo estava tão inquieto como uma criança que não consegue entender suas emoções, ele se revirava dentro de Louis, inconstante.

- Louis? Ômega? - Yasser finalmente o atendeu, e Louis balançou a cabeça tentando, de alguma forma, bloquear o cheiro do alpha porque não era aquele cheiro que ele queria sentir naquele momento.

- Me leve até o príncipe, por favor. - o ômega implorou, incoerente. Ele não sabia se ia soar muito desesperado, mas ele não se importava naquela altura.

AFFECTION | l.s aboOnde histórias criam vida. Descubra agora