Capítulo 14

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Josh:

-Joshuazinho, meu querido filho, o anjo de cabelo oxigenado que Deus me mandou, o melhor...- Minha mãe falava me encarando, com aquele olhar que queria algo.

-Mãe eu sei que me ama, e adoro elogios, mas oque a senhora deseja da minha pessoa?- Fui até a cozinha, abri a geladeira e peguei uma garrafa de suco. E minha mãe ainda acompanhava meus passos com aquele mesmo olhar.

-Bem que você poderia ir comprar algumas coisas para mim né?- bebi um gole do meu suco, a encarando.- E não negue.- Agora ela fez aquele olhar assustador de, eu não estou pedindo, estou mandando.

-Tá, tá, não me olhe assim, é aterrorizante, onde quer que eu vá?

-Na lanchonete, que fomos aquele dia, necessito de lanches brasileiros.- Uhmm, talvez ir lá não seja uma má ideia. Minha mãe vendo que gostei, quis provocar.- Ou eu posso, pedir para entregarem, mas daí não vai ser proveitoso.-Pegou o celular para mostrar que iria ligar.

Revirei os olhos, e fui até ela.

-Não precisa, tá dona Úrsula? Já vou, mas se eu demorar, a culpa não é minha.

-Sei, nem de uma certa cacheada!

Ri, enquanto pegava as chaves do meu carro, e me dirigia até a porta.

*****

Têm grandes chances de Any, já ter ido para casa, pois ela saí antes das sete. Porém tenho que me manter confiante.
Na escola não falei com ela hoje, percebi que estava meio desconfortável, com tantos olhos encima dela, meus amigos são uns indiscretos.

Estacionei meu carro, e logo reparei que a lanchonete aparentemente estava fechada. Fui me aproximando para ter certeza, e pude ver que tinha alguém alí, sentada em uma mesinha, com um livro, sendo iluminada por pouca luz. Lá estava Any, super concentrada, então me aproximei silenciosamente, e fiquei a admirando, sem ela reparar minha presença.

Peguei meu celular, liguei a lanterna, e o segurei de uma forma que iluminava seu livro.

Como ela consegue ler com pouca iluminação?

E essa foi a primeira coisa q perguntei, quando se virou na minha direção. E ela a ignorou, com uma nova pergunta.

-Oque você tá fazendo aqui?- Me encarou, e sentei ao seu lado.

Olhei para frente, em direção a praça, vendo as poucas crianças que haviam alí brincar.

-Minha mãe, cismou que queria brigadeiro e pastel, então me obrigou a vir na sua nova lanchonete favorita. Não achei ruim, sabia que a sorte ia estar ao meu favor.

- Não sei, se percebeu mas já fechamos.

- Não estou falando dessa sorte- Sorri galanteador para ela.

E derepente.

-Que audácia, Josué!

-Jo...su.. oque?- fiz uma cara de confuso, e tentava pronunciar.

- É o seu nome abrasileirado.- Então ela sabe português, interessante.

-Hum, quando que eu te dei toda essa intimidade, para inventar apelidos para mim?- Brinquei, e ela arregalou os olhos.

-D..esculpa, não digo mas.- Gaguejou, e essa foi a minha hora de arregalar os olhos.

-Calma- falei um pouco rápido de mais, por conta do nervosismo.- Não era sério, tá? Fica de boa, eu gostei!- suspirou aliviada e fiz o mesmo.

Ficamos calados por um tempo, e fiquei me perguntando oque ela estava fazendo ainda alí, sendo que ela mesmo me disse que já tinham fechado. Porém não perguntei, então ficamos em silêncio, olhando para frente. Logo vi ela pegando seu livro e voltando a ler.

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