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✧Sala de tortura✧

A jovem estava consentrada mexendo nos papéis quando um barulho vindo da sala principal chamou sua atenção, o barulho era como se alguém tivesse sentado no sofá e ele tivesse estralado inteiro; a mulher achando aquilo estranho foi até a sala principal, só que ela não viu nada diferente ali então ela voltou para sala em que estava; ao voltar uma caixa em especial chamou sua atenção, então ela logo a abriu, havia vários papéis, alguns eram fichas médicas, e embaixo desses vários papéis havia um envelope fechado e como Eloísa era extremamente curiosa abriu o envelope sem exitar; dentro do envelope havia vários papéis e dentre eles também tinha documentos de um homem chamado Avery Meadows, também tinha um diploma de médico dobrado junto com os outros papéis.

Tudo parecia começar a se encaixa na cabeça de Eloísa, aquele local poderia ter sido um consultório particular, e continuando mexendo na caixa Lika encontrou algumas fotos de um homem, provavelmente eram do médico, um homem sinistro e estranho e junto com essas fotos também tinha fotos de mulheres, muitas por sinal, o diferencial dessas fotos era que todas elas estavam mortas e suas aparências eram estranhas.

Não tinha mais nada de interessante naquela sala, então ela voltou para a sala principal. Eloísa não era uma pessoa detalhista, mas a primeira coisa que notou quando voltou para a sala principal foi que o vaso que antes estava em cima da mesa não estava lá e também não estava no chão, e ainda intrigada ela acabou ignorando o ocorrido e seguiu em direção a terceira porta que logo foi aberta revelando um corredor.

- por que do lado de fora a casa parece ser pequena? - se perguntou enquanto caminhava por aquele corredor escuro estando um tanto apreensiva

Enquanto andava por aquele corredor empoeirado a jovem sentia que tinha alguém atrás dela, a observando, só que toda vez que ela olhava não havia ninguém.
No final do corredor também havia uma sala só que essa era diferente das outras, essa se assemelhava com uma de tortura, em uma das paredes havia várias facas, machados, serrinhas, tesouras entre outros objetivos que poderiam ser usados para torturar, entre esses objetos também estava pendurada uma máscara que se parecia com a de um médico da peste negra.

Observando melhor a sala a jovem pode notar que por tudo o local havia sangue seco, pelo chão, pelas paredes e principalmente naquela máscara.

- isso deveria ser um local de tortura...

Nesse momento Eloísa teve quase certeza de ter visto alguém atrás dela, porém, como alguém ia saber que ela estava ali? Seus pensamentos foram interrompidos quando uma luz surgiu no canto daquela sala, e antes a sala que era iluminada somente pela lanterna do celular da jovem agora era iluminado pela luz fraca de uma lâmpada.
Ainda um pouco assustada com o ocorrido Lika viu pelo canto de olho um vulto atrás de si e se virando rapidamente para ver quem era ela sei viu sozinha naquela sala.

Tentando ignorar o ocorrido mais uma vez Eloísa se aproximou de um armário que estava no canto da sala; depois de algumas tentativas em vão de abri-lo ela desistiu e resolveu sair dali, só que quando ela estava prestes a sair da sala um barulho de algo metálico soou alto atrás da mesma, e se virando ela viu que a porta do armário agora estava aberta; voltando alguns passos a jovem observou aquele armário com a porta aberta como se esperasse algo sair dali.

- como essa merda abriu agora? - se perguntou indo em direção ao armário

Antes de estar próxima o suficiente para ver o que tinha dentro do armário a jovem começy a recuar, porém, antes de sair da sala ela olhou uma última para o armário e para sua surpresa ele começou a se fechar lentamente.

Após estar todo fechado como antes, um homem corcundo, com a máscara que anteriormente estava na parede saiu de trás do mesmo e foi em direção a Eloísa com uma espécie de machadinha na mão e não pensando duas vezes ela se apressou para sair dali; quando ela passava pela sala principal quase caiu, foi como se o homem tivesse tentado a derrubar mas como a jovem estava desesperada conseguiu sair dali sem nenhum aranhão.

Já de volta ao quarto Lika tirou forças que nem ela sabe de onde para empurrar o guarda-roupa, se antes ela tinha feito muito esforço para puxa-lo agora parecia que não estava fazendo nenhum.

- puta que pariu, o que eu faço agora? - se perguntou tentando controlar a respiração - acho que fiquei muito tempo lá dentro... -disse olhando para o lado de fora da janela, onde já estava escuro

Depois de muito pensar no que fazer ela simplesmente trancou o quarto, pois se ela chamasse a polícia não teria o que dizer, certamente a chamariam de louca.

Depois de ver o estado em que suas roupas se encontravam: toda suja de poeira e teias de aranhas, a mulher pela primeira vez em horas se lembrou do amigo.

- o Henrique vai me matar...

Vendo o estado em que suas roupas se encontravam, ela decidiu tomar um banho primeiro e depois falar com o amigo.

Já depois do banho, a jovem fitava o chão com o celular na mão tentando achar uma boa desculpa para falar para o amigo. Lika ainda não tinha visto que hora que era, provavelmente para já era começo de noite, porém, a jovem teve um pequeno susto quando viu o horário.

- caralho já é quase dez horas da noite, quanto tempo eu fiquei lá dentro?

E ainda sem uma desculpa plausível a garota resolveu ligar para o amigo e improvisar.

- alô...

- oi Lika, o que aconteceu?

- oi... foi mal, é que eu tive uns probleminhas aqui em casa com um encanamento velho...

- mas tá tudo bem?

- agora sim, mas foi mal mesmo, será que tem como nós marcarmos outro dia?

- tem sim, mas será que tem como ser amanhã?

- acho que sim, mas pelo seu tom voz o bagulho é sério...

- olha, não vou mentir é um pouco sim!

- vish, tem como adiantar o que é?

- eu prefiro falar pessoalmente!

- pelo visto eu não vou conseguir arrancar nada de você haha

- não haha

- nossa haha... amanhã no mesmo horário?

- pode ser!

- até então!

- até, tchau!

Depois do término da ligação com Henrique, Eloísa só queria o conforto de sua cama e assim fez, colocou o celular pra carregar e foi dormir.

☆✧☆

Na manhã de terça-feira Betina acordou com zero vontade de sair da cama e praticamente se arrastando foi para o banheiro, após um banho gelado a morena vestiu uma roupa básica já que não tinha a intenção de sair de casa.

***

Após um café demorado e um escritório arrumado Betina lembrou que sua colega e amiga Jhosi, ainda não tinha lhe mandado uma planilha que a mesma usaria no dia seguinte, então ela optou por ligar para a mesma para saber o que havia acontecido.

A primeira, segunda, terceira e quarta tentativa de ligação não deram certo, sempre caia na caixa postal.

- agora isso, por que ela não me atende? Ela vive grudada no celular...

E em uma última tentativa ela conseguiu que a ligação completasse, porém, uma voz masculina que atendeu dessa vez.

- alô?

- alô, quem é?

- Matheus, namorado da Jhosi, credo Betina...

- ah foi mal aí, não reconheci a voz!

- de boa...

- sem querer ser grossa, a Jhosi tá aí? - o rapaz do outro lado da linha começou fungando e depois evoluiu para um choro baixo - tá tudo bem Matheus?

☯♡☯

Maybe a horror storyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora