05. Não grite com sua mãe.

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{...Se no tempo eu pudesse voltar, eu faria sem hesitar. Cada espaço vago preencheria, o vazio por "eu te amo" trocaria, e assim jamais te perderia...}


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—EU NÃO QUERO ISSO PARA MINHA VIDA! – a voz de Scorpius ecoava aos gritos pela mansão Malfoy.

—Você não tem que querer! Chega já te mimamos de mais! Isso é o melhor para você – sua mãe vinha atrás brigando com ele.

—EU TENHO 15 ANOS. 15!!! – ele se virou ficando de frente para Astória – Se nem eu sei o que é melhor para mim ainda como você vai saber?

—Abaixe o tom Scorpius – Draco saiu do quarto parando ao lado de Astória, ele tentava manter a calma mas já estava perdendo a paciência com a audácia do filho – Não grite com sua mãe.

—Eu estou saco cheio de vocês, eu não sou um fantoche – Scorpius encarou o pai – VOCÊ SABE COMO É SER UM FANTOCHE – ele pode ver o espanto na cara de Draco – Eu não vou ser influenciado por vocês ....

—Apenas queremos o seu bem! – sua mãe se exaltou – Já chega disso, você já tem 15 anos, já deu dessas brincadeidas bobas com o Potter!

—DEIXE O ALBUS FORA DISSO!

—Você precisa aprender alguma coisa, se instruir em algo, se aventurar pela escola não vai te levar lugar nenhum. VOCÊ COMEÇA NA SEGUNDA E NÃO SE FALA MAIS NISSO! – Astória gritou batendo o pé.

—Me.Obrigue! Accio Firebolt!

Scorpius convocou sua vassoura e correndo escada a baixo com ela abriu a porta e saiu voando.

Para qualquer um aquilo era só um sonho, mas para Scorpius não, era um flashback de suas piores lembranças, ele se contorcia na cama. As memórias vinham como pesadelos quase todos os dias nesses dois ultimos anos. Mas então como sempre o sonho mudou.

Scorpius estava parado em frente a uma cova preta aonde estava o corpo de sua mãe, e em sua cabeça ecoava as palavras a culpa é sua, ingrato, eu te amava, você não nos merecia.

E Scorpius apenas observava tudo com lágrimas nos olhos sem saber como reagir, as palavras de sua mãe brigando com ele os sufocava e ele estava ficando sem ar.

Em meio a sua própria morte mental e física dentro do pesadelo Scorpius acordou. Seus cabelos estavam colados na testa por conta do suor, sua cabeça doia e seu coração estava acelerado, procurando os óculos na cabeceira ele os colocou no rosto e sua visão entrou em foco, o relógio marcava seis e doze da manhã e viu na cama da frente Anthony sentado olhando para ele.

—Pesadelos de novo? – perguntou preocupado.

—E desde quando eu não tenho pesadelos Anthony?

—Sabe que se precisar conversar eu estou aqui não sabe? Eu também não tenho mãe – Anthony abaixou o olhar enquanto ficava um ar carregado no quarto.

—É eu sei... – Scorpius se levantou pegando a varinha indo em direção a porta – Mas não tem sobre o que conversar, são só pesadelos que me culpam pela morte da Astória.

Ele nem se atraveia a chama-la de mãe, Scorpius sentia que não merecia tal título. E não, ele não podia conversar com Anthony, não se sentindo a vontade, Thony não tinha mãe, mas por escolha dela, e ele sabia que em algum lugar por ai ela ainda estava viva. Ao contrário de Astória Emily Malfoy.

Scorpius saiu sem rumo pelo castelo, dando graças a Salazar, a Godric a Helga, por ser muito cedo e todos ainda estaren dormindo, ele não estava com saco para olhar na cara de ninguém, o único som do castelo era o do crepitar das velas dentro das abóboras para o dia das bruxas, que seria no dia seguinte, o que o fez lembrar de algo.

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