Eu estava comendo na mesa, minha última bolsa de sangue tinha acabado.
Eu teria que ver o que faria, a cidade era pequena, chamaria muita atenção, então, ou eu teria que caçar longe dali, ou dar um jeito de conseguir mais bolsa de sangue. Nev estava feliz voando pela casa, depois de ter comido um pequeno rato que lhe dei de presente.
Estava perdido em pensamentos quando ouço um bater na porta, fico ansioso imediatamente. Ando rápido até a porta e quando abro, quase perco o fôlego.
Paul estava lindo, parecia que tinha acabado de sair do banho, cabelo meio molhado e agora de camiseta.
- Oi baby. - Ele diz, o que me faz dar um sorriso imediatamente.
- Oi honey, pode entrar. - Digo dando espaço para ele entrar, Nev se aproxima voando e para em uma poltrona que fica em frente a porta.
Paul a olha e sorri.
- Obrigado por salva-lo hoje. - Paul diz e Nev o encara, logo depois voando até seu ombro e lhe pedindo carinho.
- Isso é bom, a única pessoa de quem ela gostou, foi Alice. - Digo feliz por ela gostar dele. - Venha, vamos sentar. - Digo guiando ele até a sala, onde tinha um sofá e em frente outra poltrona.
- Nev ? - Chamo e ela olha para mim. - Você poderia nos deixar a sós?
Ela faz um pequeno barulho e voa saindo da sala, eu fecho a porta o que nós deixa a sós. Paul ainda estava de pé, parecendo nervoso.
- Pode se sentar honey, se sinta em casa. - Digo, eu realmente queria aquilo, que ele sentisse que estava em casa, pois planejava que fosse logo logo.
Ele se senta no sofá e eu vou até a poltrona, me sentando de frente para ele. Ficamos um pouco em silêncio até que eu decido o quebrar.
- Bom, começarei me apresentando. - Digo estendendo minha mão para ele. - Meu nome é Orion Morningstar.
Paul sorri para mim e pega em minha mão, sinto um choque passar pelo meu corpo.
- Paul Lahote, é um prazer conhece-lo baby.
Sorrio para ele, que corresponde. Soltamos nossas mãos e logo senti esfriar onde ele tinha encostado.
- Bom, se quiser perguntar algo, fique à vontade. - Digo. - Se não se importar, também gostaria de perguntar algumas coisas.
Paul concorda com a cabeça.
- Pode começar. - Ele diz parecendo animado.
- Quantos anos você tem honey ? - Pergunto curioso.
- 20 e você? - Ele me pergunta e eu penso sobre isso.
- Bom, eu também tenho 20, mas se você quiser contar os anos que passei no inferno, eu tenho 120 anos.
Paul arregalou os olhos e me perguntou.
- Inferno ? Por que você foi para o inferno ?
Sorrio para ele.
- Eu sou filho da rainha do inferno, e passei um tempo com ela para aprender algumas coisas. - Digo para ele.
- Sua mãe é a rainha do inferno? - Paul parecia boquiaberto.
- Sim, assim como meu tio é o rei, Lucifer.
- Espera, - Paul diz. - Ta me falando que você é sobrinho do diabo ?
- Bom, acho que ele não gosta tanto de ser chamado assim. - Digo pensativo. - Mas no geral, sim.
Ele parecia muito chocado, então lhe dei um minuto para processar tudo.
- E o seu pai ? - Ele pergunta.
Suspiro um pouco.
- Klaus é um original, - Digo e Paul parecia confuso. - Ele foi um dos primeiros vampiros na terra, e como tinha sangue de lobo em suas veias, isso o torna um híbrido. Peguei esses dois lados dele.
- Você então também é lobo e vampiro? - Paul pergunta e eu concordo com a cabeça. - Mas você é diferente dos Cullen. - Paul diz, usando o nome, Paul não queria ofender sua marca.
- Por que eles são um tipo diferente de vampiros, vieram depois. - Digo.
- Você não se dá bem com.. - Paul começa a perguntar, não sabendo como. - com esse Klaus ?
- Não, ele me maltratou, me trancou e me negligenciou, consegui fugir dele com ajuda, e vim parar aqui. - Digo e Paul me dá um olhar solidário, como se entendesse o que eu estava dizendo.
- Eu também não me dou bem com o meu pai. - Ele diz meio pra baixo, claramente era um assunto que o incomodava.
Decido então mudar de assunto.
- Então Paul, - Começo perguntando. - o que gosta de fazer ?
Ele pensa sobre isso.
- Bom, eu gosto de andar de moto.
Sorrio com a resposta dele.
- Eu também, eu tenho um.
Ele sorri brilhante com aquilo. Logo começamos a embarcar nesse assunto e ficamos por um tempo, até que eu mudo de assunto, pois tinha algo para tratar com ele.
- Paul, eu preciso ter um assunto sério com você. - Falo e ele presta toda a atenção. - Você teve um impritining por mim ?
Ele pareceu nervoso.
- Sim, você sabe o que é isso ? - Ele pergunta.
- Sim, eu sei, eu tive por você também. - Digo e ele sorri. - Você me aceita como sua marca ?
Pergunto receoso, eu tinha medo de o fato de eu ser homem, mudasse algo.
Paul não me responde, ao invés disso ele chega perto de mim, me olhando fixo, sinto algo se remexer dentro de mim. Ele estava agora perto do meu rosto, olhando entre meus olhos e minha boca, quando finalmente ele fecha a distância entre nós.
Paul era quente e forte, o beijo assim como ele, também era. Esse era o meu primeiro beijo, e eu fiquei feliz por ter sido com ele, pois ele beijava muito bem, me deixando sem fôlego. Ele me puxa para mais perto, sentando no chão, o que me faz sentar em seu colo. Acabo ofegando com a intensidade que aquele beijo estava tendo. Paul solta a minha boca e beija o meu pescoço, deixando uma marca, gemo em prazer por sentir sua boca ali. Paul com cuidado, mas rápido, me ergue comigo ainda em seu colo e me deita no sofá, ficando por cima de mim. Ele me beija de novo, e levanta a minha camiseta com a mão, e toca a minha barriga, fazendo com que eu me arrepiasse pelo seu toque. Ele se afasta um pouco e tira a própria camisa, eu o olho, ele ainda era mais lindo assim de perto. Ele sorri de lado me olhando, percebendo que eu o olhava. Logo voltou a me beijar, um beijo rápido e intenso, ele solta de novo e vai para meu pescoço, enquanto aperta forte minha cintura para perto dele, me fazendo sentir sua ereção.
- Paul. - O chamo quase gemendo, ele para e me olha.
Pela primeira vez em minha vida, eu coro.
- Bom, você deve saber que eu nunca.. - Começo a dizer.
- Tudo bem, eu também nunca tive uma relação assim. - Ele diz rouco de excitação.
- Não é isso Paul, - Digo corado. - Eu nunca tive ninguém. Eu nem se quer tinha beijado alguém.
Paul pisca um pouco, até entender o que eu disse e sorri.
- Sou seu primeiro em tudo ? - Ele pergunta e eu escondo meu rosto em minhas mãos.
- Sim. - Digo ainda mais vermelho.
- Eu entendo, - Ele diz beijando minha mão que estava escondendo meu rosto. - Teremos que ir com calma então.
- Não, eu quero isso. - Digo baixo, tirando minha mão do rosto e ele me olha. - Eu quero você.
Paul suspira.
- Como você consegue ser tão excitante e fofo ao mesmo tempo ? - Ele pergunta mais para si mesmo, logo voltando a me beijar.
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O primogênito
Fanfiction"Poucos sabiam, mas Nicklaus Mikaelson tinha um filho, um que veio antes da querida Hope. Orion nunca conheceu sua mãe e foi negligenciado pela família do pai, a não ser pelo seu tio Kol, que cuidava e o amava. Um dia ele foge, cansado daquela vid...
