**Capítulo 21**

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No dia seguinte eu já acordei agitado, só pensando nas formas de matar esse mongo.

Já estava com o alicate guardado no bolso da calça, e já tinha falado com alguns caras pra me arrumar alguns pneus e gasolina.

Podia negar não, estava nervoso pra caralho, por que eu sabia que iria me foder depois. Como eu já disse, sou apenas um peão, então é muito mais fácil de eu me foder aqui dentro, do que os caras caírem lá fora.

Magrão: É hoje em, putão. - deu alguns tapinhas em meu ombro, parando ao meu lado.

Sinistro: Tô ligado, pô...- murmurei, vendo os guardinhas abrindo as celas.

Fomos saindo dali em fila, com um metro de distância um do outro. Eu segurava firme o alicate em meu bolso, só imaginando a merda que isso tudo daria.

Não tinha nem pensando no que eu iria falar enquanto matasse aquele cara. Não queria falar nada, mas o Tulião mandou eu passar uma visão braba para os caras sobre a CDL.

Quando chegamos no pátio, os caras fecharam os portões que da acesso as celas, e tinha vários guardas de olho na gente.

Magrão veio para o meu lado, dando aquele olhar dele, e eu já fui logo atrás do retardado.

Ele estava encostado na parede, enquanto mexia em sua roupa. Já cheguei pegando o cara pela gola da camisa, e olhei ela cara dele.

Sinistro: Tu já sabe o que vai rolar né?

Ele apenas balançou a cabeça concordando, e abaixou a mesma. Fui levando ele dali até o centro do pátio. Só vi os caras trazendo os pneus com a gasolina, então já assobiei alto, chamando a atenção de geral.

Sinistro: Quero passar uma visão maneirinha sobre o que acontece com gente que vacila contra a CDL...

Peguei os pneus e coloquei um de cada vez em volta do cara, deixando ele preso entre os pneus. .

Sinistro: Se tão achando que essa porra é bagunça, tão enganados pra caralho. Isso é um papo de visão, quem vacila com nós sempre acaba queimado, ou morto embaixo da terra, depois de passar horas sendo torturado. Isso aqui é só um aviso pra geral mermo, pra ficarem ligados com quem vocês vacilam nessa porra.

Eu tirei o alicate do bolso, e encaixei na orelha dele, logo torcendo e arrancando a mesma com tudo.

O mano gritou, se mexendo entre os pneus, e começou a chorar. Ele me olhou bem nos olhos e ali eu me senti estranho pra caralho fazendo aquilo com ele.

Primeira vez que essa porra acontece! Tô entendendo não!

Fui pra arrancar a outra orelha dele, mas achei melhor queimar logo de uma vez. Joguei gasolina nos pneus e nele todo.

Acendi o fósforo, e olhei pro mano que chorava desesperado. Antes que eu pudesse até sentir dó, eu joguei o fósforo me afastando assim que o fogo subiu.

O cara gritava enquanto o fogo só aumentava. Sai dali de perto sentindo os olhares dos guardas tudo em cima de mim.

Fiquei no canto só pensando nessa parada que eu fiz, e quando foi pra voltar pra cela, eu fui o primeiro a entrar nela.

Já peguei o celular pra ligar pro Tulião, e assim que ele atendeu, já veio falando que nem doido.

Ligação:

Tulião: Sinistro, não é mais pra matar aquele maluco, ele é inocente!

Sinistro: Como é que é? - praticamente gritei, ficando puto de uma vez.

Tulião: Aquele mano é inocente, nós achou o X9 e ele confessou que tinha colocado a culpa nesse cara aí sabendo que ninguém iria desconfiar já que o cara tem problema mental...

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