**Capítulo 82**

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Assim que sai no oitavo andar, procurei a porta com o número 208, e já tirei minha arma da cintura.

Apertei a campainha que tinha ali, e fiquei com a arma apontada para a porta, se caso alguém abrisse não ter chance de vir pra cima de mim.

Esperei alguns minutos e nada de alguém aparecer. Apertei mais vezes, mas nada também!

Bufei passando a mão no rosto e coloquei o silenciador na arma. Dei um tiro na fechadura que estourou na hora, fazendo um barulho não muito alto.

Fui tentar abrir a porta, mas mesmo com o bagulho estourado, não abriu. Então comecei a tentar arrombar. Empurrava com o ombro com força, até que abriu de uma vez.

Apontei a arma ali, vendo se tinha alguém, mas não tinha ninguém. Encostei aquela porta devagar, sem fazer mais barulho, e fui entrando nos cômodos.

Primeiro passei pela cozinha e não tinha ninguém. Tava maior zona ali, podre mesmo!

Entrei em uma outra porta que tinha no corredor, e só o que eu encontrei ali dentro foi diversas armas e uns bagulhos de polícia.

Fechei aquela porta, e fui indo na direção da outra. Tentei abrir, mas estava trancada também, e mais uma vez, tive que arrombar.

Assim que entrei, já vi a Jade deitada na cama que tinha ali, com duas correntes prendendo ela naquela porra.

Ela tomou um susto quando a porta bateu com força na parede, e acabou acordando.

Senti maior parada estranha assim que vi ela. Na moral, tava nem entendendo.

Me sentei na beira da cama, com a arma na mão, ainda olhando sério pra ela.

Garota nem se quer tinha percebido eu ali, olhava para o teto balançando a cabeça como se estivesse tonta.

Mas ela assim que baixou o olhar e me viu, arregalou os olhos na hora. Reparei bem em seu rosto, e tava todo fodido. Um olho seu estava roxo pra caralho, e sua boca inchada, fora as marcas horríveis que tinham em seu corpo todo, mas aí, ela mesmo desse jeito continuava lindona.

Ala.

Jade: Rafael...- falou bem baixinho, e eu já percebi seus olhos se enchendo de lágrimas.

E ela nem disse mais nada, só tentou vir até mim, mas as correntes que prendiam ela, não deixaram.

Sinistro: Já vi que tua lua de mel não foi a das melhores, né?! - dei uma risada irônica, e ela me olhou fazendo uma careta confusa.

Jade: Que lua de mel, cara?

Sinistro: Já tô sabendo que tu é casada, era noiva, não sei...de um pm. - assim que eu falei, a garota ficou pálida na hora.

Jade: Rafael...eu...eu, posso explicar...

Sinistro: Nem adianta mais, pô. Já sei de tudo, Jade, quer dizer...eles já sabem de tudo!

Jade: Do que você tá falando?

Sinistro: Se faz de sonsa não, pô, na moral. - passei a mão por cima da minha arma, sem desviar o olhar dela. - Tu sabe do que eu tô falando...

Diário de um DetentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora