A pessoa se aproximou de Luizinho.
Luizinho: Onde eu tô?! Cadê minha mãe?!
Pessoa: Bom dia, Luizinho...
Luizinho: Como você sabe meu nome?!
Pessoa: Não tá me reconhecendo?
Luizinho: Quem é você?!
Pessoa: Sou eu, sua filha, não se lembra de mim?
Luizinho: "Filha"?! Como eu vou lembrar de alguém que eu nem conheci?!
Pessoa: Filha, não... Como é mesmo o nome de quem é irmã do seu avô?
Luizinho: Tia avó?
Pessoa: Isso! Sou eu, sua tia Patricia.
Luizinho: Tia Patricia?! O que aconteceu com você?!
Patricia: Nada, apenas voltei a minha forma original!
Luizinho: Como assim?!
Patricia: Eu não sou uma pata, como você...
Luizinho: O que é você?
Patricia: Meu verdadeiro nome é Timor, e eu sou um fili felix!
Luizinho: Você é o ovinho que o tio Patinhas não destruiu...
Timor: Sim. Ele falou de mim pra vocês então...
Luizinho: Sim, mas como você sobreviveu a uma queda tão alta?
Timor: Eu não sei, só sei que acabei parando em um ninho de patos, da família Pato, pra ser mais exata.
Há muitos anos atrás, o ovo caiu sobre um arbusto, amaciando sua queda, fazendo com que ele não se quebrasse.
O ovo continuou rolando, até sair da floresta, e chegar na cidade, onde acabou entrando em um ninho de patos.
Tomás: - abrindo a porta de casa - Meu amor, você tá aí?
Donalda: Estou aqui, deitada.
Tomás: Conseguiu botar os nossos ovinhos?
Donalda: Sim, já faz um tempo. Veja, são gêmeos e... - se levanta do ninho - Três?!
Tomás: Teremos trigêmeos, que maravilha!
Donalda: Não, da última vez que eu contei, eram dois!
Tomás: Você está muito cansada esses dias, talvez tenha se confundido!
Donalda: Com um número tão pequeno assim?
Tomás: Acontece! Eu mesmo nem sei contar até 4!
Donalda: Melhor eu voltar a aquecer nossos futuros filhos, quero que eles nasçam com saúde!
Tomás: Vão nascer! Eu prometo!
- se beijam -
No presente.
Luizinho: Então, você é adotada?
Timor: Isso, mesmo odiando minha família adotiva.
Luizinho: Por que odeia sua família adotiva? Era a filha favorita, e era adotada!
Timor: - rindo - Acha mesmo que eu era a favorita?! Meus pais me odiavam!
Luizinho: Mas você tem tanta sorte, como eles te odiavam?
Timor: Eu tinha facilidade em conseguir o que eu queria, e meus pais valorizavam esforço e determinação. Eu não tinha nada disso, então eu usei meus poderes pra fazer com que eles tivessem olhos apenas pra mim. Porém, eu era muito jovem, e não sabia que isso me deixaria sem poder algum. Por isso, eu pedi pra você me dar esse livro, - mostra o livro - nele tem as respostas de como recuperar meus poderes.
Luizinho: Agora que tem seus poderes, o que vai fazer?
Timor: Me vingar do seu pai por ter matado a minha família, e obviamente, vou me tornar o ser mais poderoso do universo inteiro!
Luizinho: Pera aí, eu tenho pai?!
Timor: Pai, tio, avô... É tudo a mesma coisa! Eu não sou boa com esses nomes de família!
Luizinho: Acho que você tá falando do tio Patinhas.
Timor: Isso!
Luizinho: Posso te fazer uma pergunta?
Timor: Diga...
Luizinho: O tio Gastão também é um fili felix?
Timor: Não, ele é um ánimam, uma alma vazia que eu posso moldar, e transformar no que eu quiser.
Luizinho: Então, fez ele através dos seus poderes?
Timor: Não, fiz através da minha própria sorte. Por isso ele é tão sortudo, ele é 99,9% sorte, e atrai tudo de bom pra ele.
Luizinho: Só 99,9%? E o outro 0,1%?
Timor: Ficou comigo, se não, eu morreria!
Luizinho: Então, é por isso que ainda não matou o Gastão? Porque ainda precisa da sorte dele?
Timor: Sim e não... Eu só criei aquela praga, porque meus pais queriam um neto. Fora que ele era uma boa distração, enquanto eu procurava o livro.
Luizinho: O que vai fazer comigo?
Timor: Eu sei que você levou uma bela bronca deles por minha causa, mas eu não vou te matar.
Luizinho: Não?
Timor: Eu sou exatamente como você, somos farinha do mesmo saco!
Luizinho: Mas não somos família de sangue!
Timor: Não, mas eu daria o meu pra você, caso precisasse!
Luizinho: Sério?
Timor: Claro! - pensado - "Até porque eu não tenho sangue, por quê eu sentiria falta do que não tenho?"
Luizinho: Nossa... Eu acho que ninguém me disse algo tão sincero assim...
Timor: Eu posso ser a mãe que você sempre quis ter, se você for o filho que eu sempre quis ter!
Luizinho: Valeu, tia Pa... Quer dizer, tia Timor! - abraça Timor -
Timor: Não se preocupe, eu vou cuidar bem de você! - pensado - "É mais fácil manipular quando eles estão sem esperança no mundo..."
Na mansão.
Dumbela: Zezinho, Patricia e Luizinho, preciso falar com vocês!
Patricia: O Luizinho não acordou ainda.
Lena: Se quiser, posso acordar ele.
Dumbela: Sim, e diz que eu tenho um assunto sério pra falar com ele.
Lena: Tá bom.
No quarto dos trigêmeos.
Lena: Bom dia, Luizinho! Hora de acordar! Sua mãe tá furiosa com você, melhor ir logo! - puxa o cobertor - Luizinho?! DUMBELAAAAA!!!
Dumbela: - abrindo a porta - O que foi, Lena?!
Lena: O Luizinho sumiu!
Dumbela: Quê?!
Lena: Ele não tá aqui, deixaram esse bilhete na cama dele!
Dumbela: - pega o bilhete - Deve ser alguma brincadeira dele... - começa a ler o bilhete e começa a chorar - Não... Não... Não!!!
Lena: O que foi?! O que tá escrito aí?!
Dumbela: - entrega o bilhete para ela -
Lena: - lê o bilhete e coloca a mão sobre a boca - E agora?!
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Ducktales: Os Maiores Mistérios Finalmente Resolvidos
Fiksi PenggemarVocê nunca se perguntou o que aconteceu com os pais da Patrícia? Eu já, por isso criei a minha versão da história, e nela explico porque ela e sua avó nunca falam sobre isso, porque as duas moram juntas e porque a Patrícia tem essa grande admiração...
