" Meu Deus, é gente pra caramba! " Leonardo falou subindo no palco. Ammon começou com os acordes e todos gritaram. Cheguei perto do microfone sentindo minhas pernas tremerem.
"Mudaram as estações nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu ta tudo assim tão diferente, se lembra quando a gente chegou um dia acreditar, que tudo era pra sempre sem saber, Que o pra sempre..." Ergui o microfone para todos continuarem. " Sempre acaba" Eles gritaram.
Olhei pra Ammon que estava sorrindo, aquilo era o máximo. A sensação de cantar no palco com um público tão grande quanto aquele.
"Mas nada vai consegui mudar, o que ficou". Tentei achar Mônica na multidão e a vi sendo arrastada por um cara.
"Quando penso em alguém, só penso em você, E aí então, estamos bem". Cantei desanimado a vendo sumir entre as pessoas. "Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está! Nem desistir, nem tentar agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa". Todos sorriam pra mim menos a única pessoa que eu queria. Caio se aproximou com sua flauta, todos batiam palmas de acordo com o violão.
Ammon se aproximou do microfone e cantou comigo "Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, Nem desistir nem tentar agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa".
Nos afastamos e todos aplaudiram. Enquanto Ammon, Caio, Leonardo recebiam os aplausos eu desci do palco. Corri entre as pessoas que me elogiaram, só queria encontrar Mônica, a próxima seria totalmente dedicada a ela.
No entanto, eu a vi se agarrando com um cara que tinha idade pra ser seu pai, balancei a cabeça não querendo acreditar naquela cena.
"Será que eu estou atrapalhando? " Falei. Assim que Mônica me viu, correu na minha direção, eu não queria ouvi-la. Não queria que ela se quer me tocasse eu precisava voltar para o palco.
"Me larga! " Gritei a empurrando, tentei me afastar antes que fizesse uma burrada.
" Ei meus parabéns! " Alguém disse batendo nas minhas costas, apressei o passo para sair daquele lugar.
"Você foi ótimo! " As pessoas continuavam insistindo em chegar perto de mim não me deixando sumir dali. Olhei ao redor e eu estava completamente cercado de pessoas que me olhavam estranho, me senti sufocado. Os caras começaram uma música nova e todos pararam de me dar atenção. Olhei os milhares de casal que se juntaram dançando abraçados.
"Amor da minha vida, daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade".
Senti meu coração em pedaços e minha consciência bagunçada, a música que minha banda tocava só me fazia sentir uma tremenda decepção. Tentei achar algum táxi ali perto, E o pior de tudo é que eu estava no meio de um bilhão de pessoas apaixonadas escutando músicas de amor.
"Paixão cruel desenfreada te trago mil rosas roubas, pra desculpar minhas mentiras minhas mancadas"
Urrei de raiva chamando atenção das pessoas e saí atropelado todos na minha frente. Cheguei perto do táxi e ele parecia não querer sair de lá.
" Ei! " Ele olhava para o palco sorrindo
"Exagerado jogado aos seus pés eu sou mesmo exagerado adoro um amor inventado "Todos gritaram cantando. Meu Deus, me tire daqui. O cara entrou no táxi eu disse o endereço. Saí finalmente dali escutando a música da minha banda diminuir. Eu não devia ter descido do palco.
Logo cheguei em casa já que não tinha trânsito algum, todos estavam lá. Liguei a televisão da sala me jogando no sofá. "Começou a contagem regressiva!" A repórter da tevê gritou animada. Joguei minha cabeça pra trás olhando pro teto da minha casa, repetindo a cena de Mônica com outra pessoa diversas vezes.
10.. 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... UUUM
Feliz ano novo.
Continua...
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Eduardo e Mônica
Roman pour Adolescentslivro inspirado na música de Renato Russo. obs: O enredo é diferente. Essa é a historia de Eduardo um garoto tímido que tira ótimas notas, só tem quatro amigos e não sai muito de casa. Ele é apaixonado por Mônica, uma garota que todo mundo conhece...
