Capítulo 1: Último Trimestre.

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KAYLLA

As garotas da minha idade eram incrivelmente lindas e perfeitas, eu é claro, tinha nascido com algum problema, não havia nada de extraordinário em mim além da magia e do fato de eu me transformar em uma criatura enorme.

Meus cabelos eram loiros como ouro em um corte chanel que minha mãe insistiu muito para eu fazer, meus olhos azuis como o oceano e uma pele tão branca que só o fato de alguém me segurar forte deixa uma marca por uns cinco dias.

Suspiro ao me olhar no espelho mais uma vez.

Sem sal era a frase que me definia.

- Kaylla querida, vamos logo se não vai se atrasar. Minha mãe grita do lado de fora.

- Estou indo mamãe. Digo de dentro do banheiro.

Puxo meu cabelo para um rabo de cavalo, ajusto a franja reta e coloco meus óculos de grau.

Minha vista era perfeita e minha mãe sempre achou que seria prudente me deixar o mais humana possível.

Saio do banheiro e entro em meu quarto, pego a mochila com o notebook e saio do quarto.

Papai me olha e sorri doce.

- Nem acredito que a minha princesinha já vai se formar. Ele fala me abraçando.

- Eu já tenho 23 anos pai. Digo a ele com carinho.

- Mas sempre será a minha princesinha. Ele fala.

- Sua princesinha já transa amor. Minha mãe fala e eu coro fortemente.

- Mãe. Repreendo.

- Isso não é verdade, minha filha é uma mocinha pura e inocente. Ele diz.

- Obrigada pai. Digo beijando seu rosto e sorrindo para ele.

- Mas se estiver transando use preservativo querida, nada de netos agora, ainda sou muito novo. Ele diz rindo de sua própria piada.

- Fala sério pai. Digo a ele e vou saindo de casa.

- Boa sorte, amo você querida. Ele diz do lado de dentro.

- Também amo você. Digo já passando pela porta.

Caminho até o carro de minha mãe e entro.

- O último trimestre. Ela diz.

- O último. Repito.

- Vai dar tudo certo e você será a melhor advogada que Huteford já viu. Ela diz sorrindo para mim.

- Obrigada por acreditar em mim. Digo a ela.

- Então vamos lá. Ela fala e liga o carro e depois dá partida.

Descemos a colina e seguimos para a avenida principal, seguindo para a cidade.

Olho para as árvores que cercam a avenida e sorrio com paixão, eu amava morar no alto da colina, era tão silêncio e gostoso, eu tinha paz para usar minha magia.

Assim que entramos na rua da cidade sinto minha cabeça latejar com o trânsito caótico, minha mãe dirige até estarmos na rua da universidade e sorri assim que estaciona no meio fio.

- Vai lá, você é a melhor. Ela fala e me abraça.

- Obrigada mamãe. Digo a ela.

Desço do carro e caminho até os grandes portões de ferro, que estão abertos.

Caminho para a parada e vejo vários alunos esperando como eu.

O ônibus circular para e nós entramos, quando ele para no prédio oito eu desço.

MEU AMADO LOBOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora