ALECK
Acordo e sinto minha cabeça doer um pouco, olho ao redor e ela não está.
Faziam três semanas que Kaylla havia partido e não dava notícias.
O sonho tinha sido tão esquisito.
Levanto da cama e vou para o banho, tomo rapidamente e saio de nosso quarto.
— Aleck, tudo está pronto. Oscar fala.
— Onde estão Mel e Áleph? Pergunto para ele.
— Então brincando. Ele diz.
— Precisamos nos preparar logo. Falo para ele.
— E Kaylla? Ele pergunta.
— Nada ainda, precisamos levar as crianças para um lugar seguro e eu sei para onde. Falo para ele ainda com aquela sensação estranha.
O sonho parecia tão real.
Mas eu lembro, do nascimento de Mel e Áleph, lembro do dia que eu e Kaylla nos vimos pela primeira vez, tudo o que vivemos com Júlia e com o demônio que a tinha colocado no mundo.
Balanço a cabeça e desço as escadas.
Áleph e Mel estão levitando como sempre.
— Para o chão agora, os dois. Digo a eles.
Ambos me olham com o rosto murcho e descem para o chão.
— Papai...
Mel começa a falar e um flash do sonho me vem a memória.
Pego ela no colo e a abraço apertado.
— Eu amo você filha. Falo para ela.
— Eu também amo você papai. Ela fala com sua voz de criança.
— Papai, a mamãe vai voltar? Áleph pergunta.
— É claro que vai filho. Falo para ele tentando repassar segurança.
Júlia desce as escadas e caminha até onde estou, seus rosto está como sempre.
— Bom dia tia. Áleph e Mel falam juntos.
— Bom dia. Júlia responde e se senta no sofá.
— O quê você tem? Pergunto com preocupação.
— Não consigo ver nada de concreto ainda. Ela diz frustrada.
— Como assim? Sua visão de três semanas atrás dizia que eles estavam vindo. Falo para ela.
— Eles estão vindo Aleck, só não consigo ver para quê, é como se não houvesse um futuro ainda. Ela diz.
Seus olhos perdem o foco e ela olha para o nada.
— O quê está vendo? Pergunto.
— Kaylla. Ela diz.
— Onde ela está? Pergunto a ela aflito.
— Na floresta, está correndo. Mas não consigo reconhecer o lugar. Ela diz.
Penetro sua mente é vejo o que está vendo.
— Floresta de Daremy. Digo sem entender.
A visão de Júlia muda e vejo muitas pessoas usando preto vindo em direção ao castelo de Arlavock.
— Bruxos. Ela sussurra.
Me levanto em um salto e caminho para o hall de entrada do castelo.
“Venham todos agora.”
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MEU AMADO LOBO
LobisomemPor anos Aleck Arlavock achou que não seria capaz de amar outra mulher que não fosse aquela que havia laçado seu coração a anos atrás. Prometeu a sí mesmo não amar outra mulher que não fosse ela. Mas o que ele menos desejava aconteceu, ele encontr...
