Capítulo 20: Uma Criança Diferente.

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ALECK


Quando Victor estaciona na frente da entrada principal, nós descemos do carro e entramos no hall de entrada, meus irmãos estão reunidos a minha espera, seus rostos cheios de preocupação.

— Aconteceu alguma coisa com alguém? Pergunto.

— Não, estávamos esperando você por...

Vejo uma criança de uns 5 à 6 anos de idade aparecer atrás das pernas de Cristian, ele me olha curioso e seus cabelos lisos estavam em um corte longo.

A testa estava coberta por cabelos brancos com uma mecha loira dourada que se destacava entre os fios.

— Quem é esse? Pergunto.

— Não sabemos, ele apareceu aqui, não falou absolutamente nada. Matteo fala.

O menino olha para eles e sorri, corre até onde estou, meio desengonçado, como se não fosse acostumado a caminhar e para do meu lado, de frente para meus irmãos como eu estava.

Olho para ele e ele olha para mim sorrindo.

— Puta que pariu. Luck fala com olhos arregalados.

— Mas isso é possível? Oscar pergunta.

— Ao que parece, sim. Cristian fala.

— Não acredito que estou vivo para ver isso. Matteo diz.

— O que foi? Pergunto.

Olho para o menino e depois me abaixo a sua frente.

Ele olha meu rosto e seus olhos brilham, uma mistura de azul pacífico e dourado.

Ele usa uma calças jeans preta e uma blusa branca debaixo de um suéter cinza de lã, um casaco preto de couro, um cachecol de tecido leve azul Royal, tênis preto de cadarços brancos impecáveis e solas brancas que pareciam tocar o chão pela primeira vez.

A mochila em suas costas é azul também, com o desenho da animação da Disney, "O rei Leão".

— Qual seu nome? Pergunto.

— Eu sou Áleph. Ele diz e estende a mão.

Olho para meus irmãos e arqueio a sobrancelha sem entender nada.

— Ele não falou nada para nós, acho que veio procurar você. Oscar diz.

— É isso mesmo, obrigado. Ele fala para Oscar com cortesia.

Sua voz infantil é adorável e seu jeito de falar e se expressar é de alguém muito inteligente.

— De onde você veio? Pergunto para ele.

O menino se senta no ar e como se fosse algo natural começa a levitar.

Lembrei de Mel e sorri inexplicavelmente.

— Eu vim da minha mãe, ela prometeu me trazer aqui, mas eu fiquei muito ansioso e resolvi vir sozinho. Ele fala ainda levitando.

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