KAYLLA
Acordo com a garganta seca e olho para o lado, a jarra de água está seca.
Desço da cama e escuto um choro, os soluços são doloridos e sinto meu coração apertar.
Saio do quarto de Ana Lua e quando me viro, tem um homem na minha frente, na luz fraca da lua posso ver suas feições bonitas, o rosto sem barba, os cabelos brancos com uma mecha preta na frente o corpo grande e forte, os olhos dourados brilhantes fitos nos meus.
Sinto meu coração acelerar, minhas pernas ficarem bambas e a lembrança do lobo preto me vem a mente.
Ouço mais um soluço e a realidade vem a tona, era o irmão de Ana Lua com Júlia nos braços.
- O que houve com ela? Pergunto me aproximando.
- Quem é você? O que faz aqui? Ele pergunta com frieza.
Júlia olha para mim e começa a chorar novamente.
- Kaylla. Ela fala e se atira em meus braços deixando ele surpreso.
- Ei, o que aconteceu, se acalme. Digo a ela.
Sinto o olhar do senhor Arlavock em mim e sinto meu coração palpitar.
- Eu não sou uma boa menina Kaylla, ninguém gosta de mim. Ela fala entre soluços angustiados.
- Claro que você é uma boa menina. Digo a ela acariciando seus cabelos.
- Não, eu não sou. Ela fala e seus soluços me partem o coração.
- Claro que é, você é incrível, doce e inteligente. Digo a abraçando.
- Kaylla, você gosta de mim? Ela pergunta ainda chorando.
- Mas é claro que eu gosto, eu gosto muito de você, somos amigas lembra? Pergunto a ela.
- É, nós somos. Ela fala um pouco mais calma.
- O que você acha de tomar leite com biscoitos e uma história bem legal? Pergunto a ela que sorri com o rostinho inchado.
- Aleck, nós podemos? Ela pergunta o olhando.
- Claro que pode querida. Ele fala.
- Bem, eu não sei onde fica a cozinha, o senhor poderia me levar até lá? Pergunto a ele.
Ele me olha friamente, apesar de seus olhos quentes.
Desvio o olhar para Júlia que me abraça novamente e sigo o senhor Arlavock.
Descemos as escadas e caminhamos para a porta da direita, entrando em uma sala de refeições enorme, seguimos mais a frente e entramos em um corredor grande chegando a uma cozinha que dariam três da minha casa.
Coloco Júlia sentada no balcão de mármore e beijo seu nariz bonito.
Sinto o olhar do senhor Arlavock queimar minhas costas, mas me encho de uma coragem que nem sabia ter e caminho até a chaleira, coloco um pouco de água e espero, olho para ele que está encostado no balcão ao lado de Júlia, de braços cruzados, a perna esquerda sobre a direita, olhando cada movimento meu.
Analiso os braços fortes que deixavam a camisa apertada nos bíceps definidos, e o peito forte, volto a olhar seus olhos que me analisam atentamente, com um sorriso safado no rosto, sinto a umidade em meu sexo e aperto as coxas.
- Onde está o leite senhor? Pergunto a ele.
O sorriso aumenta e ele aponta para o armário de cima.
VOCÊ ESTÁ LENDO
MEU AMADO LOBO
WerewolfPor anos Aleck Arlavock achou que não seria capaz de amar outra mulher que não fosse aquela que havia laçado seu coração a anos atrás. Prometeu a sí mesmo não amar outra mulher que não fosse ela. Mas o que ele menos desejava aconteceu, ele encontr...
