Capítulo 5: Companheira.

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KAYLLA

Acaricio os cabelos de Júlia com carinho, enquanto assisto ela dormir profundamente.

- É muito bonita a sintonia que vocês duas tem. Escuto uma voz ao meu lado.

Olho para o dono da voz, que tem os cabelos pretos e os olhos profundamente serenos e sorrio para ele.

- Nos conhecemos ontem, porém sinto como se eu a conhecesse desde o dia que nasceu. Digo a ele.

- Há um laço forte entre vocês. Ele fala.

- Eu também sinto isso. Digo a ele.

Olho para o outro lado e vejo o senhor Arlavock saindo para ir para o seu carro, levanto com Júlia que dorme em meus braços e caminho até Ana Lua.

- Precisamos levar Júlia para seu irmão para que você me leve para casa. Digo a ela.

- Está bem. Ela diz e caminha comigo para fora da vila.

Assim que alcançamos o lado de fora vemos ele perto de seu carro.

- Aleck, a Jú já dormiu, você não vai levá-la? Ana Lua pergunta.

- Vou, pode colocar ela no carro para mim Ana Lua? Ele pergunta nervoso.

- Ela está no colo da Kay, não quero que ela acorde. Ela diz.

Ele olha para trás de nós e seu rosto muda totalmente, fica sombrio e seus olhos ficam vermelhos.

Eu e Ana Lua olhamos para trás e vemos a mulher que havia colocado Júlia no mundo.

- Ia embora sem nem ao menos me cumprimentar Aleck? Escuto a voz sedutora e suave da mulher perguntar.

- O que quer Katarina? Por quê não deixa meu irmão em paz? Ana Lua pergunta ríspida.

- Saia daqui Ana Lua. Ele fala para ela.

Ana Lua o olha sem acreditar e sai pisando duro.

Eu começo a segui-la, mas assim que passo pela mulher ela olha para Júlia em meus braços com desprezo.

- Eu quero que você morra, sua fedelha idiota. Ela fala baixo e com desprezo na voz.

Olho diretamente em seus olhos e ela me olha com deboche.

Caminho para dentro e quando me viro, vejo o senhor Arlavock com a mão no rosto dela, segurando como se fosse beija-la.

Viro o rosto e não entendo o por quê de estar tão magoada com isso, sinto algo se agitar em mim e sinto meu corpo ficar quente.

Depois de um longo tempo a mulher e o senhor Arlavock vem de onde estavam, com sorrisos e olhares.

Sinto meu peito apertar e as lágrimas em meus olhos, por que eu sei muito bem o que eles fizeram.

- Vamos embora Ana Lua, por favor. Peço baixinho.

Caminho com coragem até o senhor Arlavock e dou Júlia a ele que resmunga.

- Tenha uma boa noite senhor Arlavock. Digo com um gosto amargo na língua.

- Tenha uma boa noite Kaylla. Ele diz com seus olhos cheios de desejo.

Sinto um arrepio e a umidade em meu sexo.

Escuto a respiração ofegante do senhor Arlavock e olho em seus olhos que estão ainda mais escuros e olho para a mulher ao seu lado que me olha como se eu fosse a pessoa que ela mais odeia na vida.

Baixo meus olhos e volto a caminhar com Ana Lua para o carro.

- Eu odeio seu irmão. Sussurro para Ana Lua que segura minha mão.

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