Capítulo 4: Noite De Lua Cheia.

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KAYLLA

Abro meus olhos lentamente, me acostumando a claridade do quarto, onde eu estava?

As lembranças da noite passada inundam a minha mente e eu me viro para sentar, mas caio no chão ao lado da cama.

- Droga! Exclamo no chão com meu cabelo em meu rosto.

Vejo os pés descalços a minha frente e fico estática, vou subindo até encontrar um par de olhos dourados me fitando com um ódio que eu não entendia o porquê.

- Bom dia Kaylla. Ele diz com tanta frieza que poderia me congelar.

Talvez as pessoas que falavam dele não estivessem tão erradas assim.

- Senhor Arlavock, me desculpe, eu não queria ficar no seu quarto é que...

Tento me explicar, mas me perco nas palavras.

- Não? Ele pergunta com irritação e eu sinto meu couro cabeludo pinicar de medo, me ajoelho para tentar levantar.

- Não, é claro que não, é que a Júlia dormiu e eu...

Me detenho no ato de levantar e de falar também quando vejo ele se aproximar de mim, como se eu fosse a caça e ele o caçador.

Ele para em minha frente e eu fito os pés bonitos, depois olho para cima encontrando seus olhos em mim, ele parece se perder em pensamentos, depois fita meus olhos novamente, me causando um arrepio de medo na espinha.

Ele poderia me matar e guardar o meu corpo no frigobar, pelo jeito que estava me olhando, parecia que me mataria e comeria minha carne.

- Não era nem para você estar no meu castelo. Ele fala baixo e friamente.

Ok, ele está verdadeiramente muito puto.

Levanto do chão e dou um passo para o lado, mas gelo assim que vejo Ana Lua.

- Oh meu Deus. Ela fala cheia de espanto.

- Ana, não é nada disso que você está pensando eu juro, é que a Júlia... Ela...

Tento me explicar, mas eu não sou a melhor de todas para falar.

- Kay relaxa, Júlia me contou o que aconteceu. Ana Lua fala e Júlia sai de trás dela.

- Eu vou pra casa Ana Lua, estou incomodando aqui. Falo com raiva.

Como pude ser tão estúpida em acreditar que aquele idiota quadrado era um cara legal?

Tudo bem que eu abusei, mas ele poderia ser um pouquinho mais agradável.

- Ah não Kay, hoje é o último dia. Ana Lua faz aquele bico que sempre me ganha.

- É Kay, fica por favorzinho. Júlia fala com sua voz suave e doce derretendo meu coração.

Por Deus elas são tão fofas, isso era o complô da fofura, só podia.

- Não quero incomodar o senhor Arlavock. Digo e baixo os olhos sentindo vergonha.

- Aleck, por favorzinho. As duas pedem em coro para ele.

Vejo seus olhos saírem de mim para as duas e logo em seguida ele assenti.

- Agora saiam! Ele exclama ríspido.

Me assusto com seu grito e me desequilibro, caindo no chão novamente.

Seu olhar queima minhas costas e por algum motivo eu gosto.

Sinto sua mão em meu braço me ajudando a levantar.

Olho em seus olhos e seu toque me causa um arrepio que eu não estava preparada para sentir, eu estaria mentindo para mim mesma, se dissesse que é de medo.

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