Maratona 2/7
Daniel
Eu estava dirigindo para os buscar a Lily no psicólogo. Eu a levei em um neurologista e o mesmo passou alguns remédios para ansiedade e me deu o encaminhamento para o psicólogo. Ele aconselhou que ela fizesse algo que a mantivesse calma e eu comentei sobre ela gostar de plantas, então ele sugeriu jardinagem.
Lily não queria ir no psicólogo a princípio então eu a convenci a ir em um amigo da família, ele não a conhecia então não teria problema. E o senhor era um ótimo profissional, ele me ajudou quando tudo aconteceu com a Violet.
Balancei minha cabeça, me livrando das memórias que me atormentaram por tanto tempo. De fato, ter a Lily ao meu lado me fazia muito bem. As vezes eu pensava sobre o passado ou sobre a vida que eu tive na Itália, mas logo escuto a risada da minha bebê e volto a realidade...Uma realidade que eu nunca poderia prever ou que eu nunca pensei que amaria tanto quanto eu amo.
Lily entrou no carro e parecia pensativa, ela ficou olhando pela janela durante todo o trajeto até o apartamento e eu não sabia se tinha algo errado. Trocamos poucas palavras dentro do carro.
Depois de algum tempo sem ter notícias dela, fui até seu quarto e a encontrei sentada na cama, encarando o medalhão que seus pais lhe deram. Suspirei e me sentei ao seu lado, a puxando para meus braços e beijando sua testa. Eu tinha vontade de beija-la, mas eu esperaria seu tempo e nunca iria forçar minha menina a algo.
— Você está bem, flor ? Está quieta. — Comentei. Ela se esticou pata deixar o medalhão sobre a comoda e em seguida voltou para meu colo, me observando atentamente. — Que foi ? Não gostou de conversar com o psicólogo?
— Não é isso...— Ela mordeu o lábio e me olhou apreensiva. — Ele me disse algo que mexeu com a minha cabeça.
— Do tipo ? — Meneei a cabeça, confuso.
— Ele disse que você me ama e que você nunca iria me machucar...— Eu franzi o cenho.
— Sim, mas você já sabia disso. — Afirmei. Ela sorriu e apoiou sua mão na minha bochecha, fazendo uma caricia ali.
— Sim, mas eu me tornei mais consciente sobre isso hoje e...— Antes que eu pudesse reagir, ela se inclinou e me deu um selinho. — Também me encorajou.
Ela me deu um selinho...Eu sorri abertamente e me levantei, girando ela em meu colo. Pode parecer pouco, mas é um grande passo para ela e eu estou muito orgulhoso da minha linda princesa.
— Faz de novo?! — Ela me deu um selinho mais demorado dessa vez e se afastou sorrindo, alegria pura iluminando seus olhos azuis. — Eu. Te. Amo.
Cada pausa era um beijo. Lily se agarrou ao meu pescoço e gargalhou enquanto eu pulava com ela em meu colo.
— Também te amo. — Ela respondeu rindo.
○○○
— Daddy? Onde você está levando a Lily? — Minha bebê indagou, enquanto eu cobria seus olhos com as minhas mãos.
— É surpresa, flor. — Respondi. A posicionei em frente à casa e sorri animado. — Pronta?
— Sim! Deixa eu ver Daddy! — Eu ri e destapei seus olhos.
Ela abriu a boca em choque, admirada com a casa.
— De quem é ? — Me perguntou.
— Nossa. — Ela arregalou os olhos. — Eu já queria me mudar faz tempo...Além disso, o apartamento estava igual a uma selva de tantas plantas.
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My Pretty Flower
General Fiction"- N-não está. Desculpa por isso e por todos os problemas...Eu disse que você merecia alguém melhor. - Ela disse enquanto chorava. - Lily, olhe para mim. - Segurei seu rosto e limpei suas lágrimas. - Não existe alguém melhor. Você foi feita para mi...
