Lily
— Dona Rosa ? — Chamei, vendo a senhora me olhar meio abatida.
Ela está assim durante algum tempo, mas não me diz o que está acontecendo. Ela me puxa para um abraço sem explicações, apenas me mantém ali e eu envolvo meus braços ao seu redor, tentando passar conforto.
— Querida, precisamos conversar. — Eu assenti e me sentei ao seu lado. — Você sabe que eu tenho um filho que mora em outro lugar. O meu filho sofreu um acidente e está no hospital...Ele precisa de uma cirurgia e eu vou precisar vender a floricultura.
— Nossa! Eu espero que ele fique bem, de verdade! Se precisar de qualquer coisa, eu vou estar aqui...— Segurei sua mão e a beijei, ela estava trêmula.
Eu estava meio em choque, foi como um baque. Aquele lugar era minha segunda casa...Óbvio que ela estava fazendo o certo, sua família é mais importante do que qualquer bem material e eu acho muito lindo sua atitude. Ela é dona desse lugar há mais de uma década, esse é o mundo dela e ela está abrindo mão por seu filho.
— Me desculpe, querida. Eu sei o quanto você ama esse lugar. — Ela sussurrou, se sentindo mal por mim.
— Não precisa se preocupar, eu vou ficar bem. Mas vou sentir falta de ver a senhora todas as manhãs, afinal, você é como minha avó. — Ela riu e beijou minha bochecha.
Eu queria oferecer o dinheiro para ela fazer a cirurgia do filho; mas eu não sabia o valor e mesmo assim ela nunca aceitaria. E eu não poderia pedir isso ao Dan, ia sentir que estou explorando ele. Senti um nó na minha garganta e senti que minhas mãos estavam atadas.
— Eu tenho tanto medo que destruam esse lugar, que não queiram manter a floricultura...Mas eu preciso ajudar meu filho. — Dona Rosa fungou.
— Vai dar tudo certo. Seu filho vai ficar bem! — Eu disse, sentindo meus olhos ficarem molhados também.
○○○
— Flor, o que foi ? Você parece triste. — Eu suspirei e senti meus olhos lacrimejarem.
— O filho da Dona Rosa sofreu um acidente e ela vai vender a floricultura para pagar a cirurgia. — Dan me puxou para seus braços e eu chorei em sei ombro.
— Ah, florzinha...Sinto muito. — Ele lamentou. — Quer um chocolate quente, baby ?
— Sim, por favor Daddy. — Ele ia se levantar, mas eu grudei nele, então Daniel se levantou comigo em seus braços. — Posso ficar aqui ? — Questionei, me referindo a ficar no seu colo.
Daniel me fazia sentir segura e amada, eu gostava de estar em seus braços...Era como meu porto seguro.
— Nem precisa pedir. — Ele acariciou minha testa e me entregou a Lola que estava no sofá da sala.
— Bigada. — Bocejei, deitando a cabeça em seu ombro.
Daniel
— Daddy, a Mel quer falar com você. — peguei o celular e Franzi o cenho.
— Melissa ?
— Daniel, estou ligando para avisar que a Lily, Milla e a Soph vão dormir aqui em casa no sábado! Você e os meninos tem a noite livre. — Melissa falou, sem nem me dar uma brecha.
— Mas eu não quero uma noite livre...— Resmunguei.
Lily soltou uma risadinha pela minha manha.
— Que pena...Mas eu quero uma festa do pijama com as meninas e a Lily quer ir também. — Minha menina me olhava com os olhos azuis inocentes.
— Tudo bem. — Mel e Lily soltaram um gritinho e eu ri. — Até mais doida.
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My Pretty Flower
General Fiction"- N-não está. Desculpa por isso e por todos os problemas...Eu disse que você merecia alguém melhor. - Ela disse enquanto chorava. - Lily, olhe para mim. - Segurei seu rosto e limpei suas lágrimas. - Não existe alguém melhor. Você foi feita para mi...
