Capítulo 5 - Medusa

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A respeito do recado do capítulo anterior gostaria de esclarecer algo. Este livro será postado até o fim! Não vou parar de publicar! A diferença é que se eu achar que não está agradando vou encurtar a história, pois já tem um tempo que eu não estou conseguindo escrever.

Se gostarem do capítulo votem! Beijos Érika!

                                                                       ***

Para minha surpresa ela aproximou-se de mim e cumprimentou-me com um beijo em cada uma de minhas bochechas, um costume grego creio eu. Sorri da melhor maneira que pude e tentei disfarçar o quão incômoda toda aquela situação era para mim. Lá estava eu tendo de ser extremamente simpática com a mulher que dormiu com o meu namorado por vinte anos. Ela o conhecia muito melhor do que eu e simplesmente não podia ignorar o quão inconveniente era aquele encontro e já estava quase me arrependendo de ter concordado com tal ideia descabida.

- Muito prazer em conhecê-la! Oficialmente, digo... – esbocei o sorriso mais falso que consegui e fiquei muda.

- Me desculpe por ontem! – Pandora disse um tanto sem graça e me pegando desprevenida – queria fazer uma surpresa ao Aleksander e não fazia a mínima ideia de que vocês estavam juntos. Quando ele me contou fiquei extremamente envergonhada da minha atitude. Se eu soubesse teria agido de outra maneira...

- Não se preocupe com isso. O Alek já me explicou tudo... – respondi tentando fugir do assunto, pois havíamos nos tornado o centro das atenções. Todos nós estávamos em pé e os outros em silêncio, prestando atenção ao que dizíamos uma à outra. Talvez estivessem com medo que deixássemos a diplomacia de lado e nos atracássemos no chão, disputando quem tinha direito de ficar com Aleksander.

- Vamos nos sentar! Parecemos uns tolos em pé! – ela disse e em seguida voltou-se para Diego – você se importa de trocar de lugar comigo? Gostaria de conversar um pouco mais com a Daniela... – “oh droga!” pensei e cruzei os dedos atrás das costas na esperança que Diego dissesse que não e a mandasse procurar o cavalinho na chuva. Só que é claro que não foi isso que aconteceu. A Medusa lançou seu feitiço e Diego puxou a cadeira para ela como um bom cãozinho adestrado. Dessa forma ela ficou ao meu lado e eu não teria como fugir durante a noite toda – obrigada! Você é mesmo um cavalheiro! – elogiou-o com uma voz sedutora e Diego só faltou se jogar no chão para que ela apoiasse os pés em suas costas – desculpem-me pelo atraso! Acabei me empolgando na conversa com alguns artistas e quando me dei conta já passava das sete horas. Ainda não me habituei com o horário daqui. Fora que o único taxista que eu consegui não fazia a mínima ideia da localização deste pub e só me disse depois de milhares de voltas e de ter elevado e muito o valor do taxímetro.

- Ah eles costumam fazer isso por aqui mesmo! Com certeza deve ter notado seu sotaque estrangeiro e visto a oportunidade para se aproveitar e ganhar um extra... – Diego observou, desviando o olhar do decote para o rosto dela.

- Honestamente não sei como vocês conseguem viver nesse país! Estou aqui há três dias e já estou morrendo de saudades da Grécia!

- Não exagere mana! O país é ótimo, você só precisa de um tempo para se acostumar. Gente desonesta tem em qualquer parte do mundo, você só teve azar de encontrar um logo no inicio da sua estadia.

- Duvido que mude de ideia, mas infelizmente algumas pessoas não vão retornar tão cedo a Grécia então me obriguei a vir até aqui... – lançou um olhar para Aleksander.

- Na verdade nós temos um casamento no próximo ano, logo eu preciso voltar querendo ou não...

- Vocês já marcaram a data? – perguntei animada para Cyntia.

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