Capítulo 12 - O Retiro - Parte 2

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Consegui fechar mais uma parte do Capítulo. Este capítulo terá três partes, porque escrevi mais do que deveria. 

Espero que gostem! Beijos Érika!

                                                   ***

No dia seguinte foi o momento de voltar a encarar a realidade e ir para o trabalho. Aleksander havia passado a noite comigo e levantou-se antes de mim, deixando-me entregue ao descanso por mais tempo. Quando me levantei ele estava terminando de se arrumar para sair, pois pretendia tomar café nos arredores da empresa. Ao ver-me de pé ele ficou um tanto surpreso e perguntou-me se eu não preferia tirar mais um dia de folga, pois segundo ele não haveria problema.

- Alek eu preciso trabalhar! – respondi com a voz arrastada devido ao sono – já estou me sentindo melhor com relação a tudo que houve no final de semana, mas se eu ficar em casa a toa e não ocupar minha mente será pior.

- Você que sabe querida. Se for melhor para você distrair a cabeça não me oporei e afinal... – aproximou-se de mim com um olhar lascivo – poderei ficar perto de você durante todo o dia... – Alek beijou-me carinhosamente e correspondi ardentemente, ignorando o fato de que havia acabado de acordar e não havia tido a chance de escovar os dentes – vou preparar o café enquanto você se arruma! – disse quando nossas bocas se afastaram. Concordei com um movimento de cabeça e enfiei-me debaixo do chuveiro.

Não demorei a ficar pronta e após um café da manhã rápido Alek e eu seguimos para a Lynx. Chegamos a empresa exatamente às oito horas e como sempre Emma já estava posicionada em seu lugar. Ao ver-me chegar ela não conseguiu disfarçar sua expressão de alívio, mas esperou até que ficássemos sozinhas para me interrogar a respeito de tudo que havia acontecido.

- Está tudo bem com você Dani? – perguntou-me com os olhos verdes arregalados e num tom de voz que indicava suspeita.

- Sim Emma, tudo está sob controle. Só não vim para a empresa ontem porque o Aleksander e o Dimitri tinham um assunto importante para resolver e me pediram assistência... – justifiquei minha ausência rapidamente e de maneira convincente para evitar mais perguntas. Alek e eu havíamos combinado no dia anterior o que seria dito dentro da empresa a fim de não levantar suspeitas.

- Ah que bom! – respondeu aliviada – fiquei preocupada com aquele seu amigo que apareceu no café. Ele era tão estranho... – disse-me com a clara intenção de obter mais informações a respeito de Magnus.

- Impressão sua! – dei de ombros, tentando agir naturalmente – ele só é um pouco fechado, mas é uma excelente pessoa... – completei num misto de mentira e verdade, pois apesar de tudo sentia que o vampiro não era de todo mal. Talvez eu estivesse enganada e iludida para vê-lo com um pouco de humanidade, mas não havia mais importância, afinal provavelmente eu nunca mais o veria.

- Se você diz... – Emma parecia não ter sido completamente convencida, mas não me fez mais nenhuma pergunta a respeito e começamos a conversar sobre outros temas, ignorando o fato estranho que havia fechado nosso encontro.

O dia seguiu o curso naturalmente. Patrícia infernizou a minha vida diversas vezes, choveram telefonemas para Aleksander, havia muitas coisas para colocar em ordem, etc. O trabalho foi intenso, mas não me importei e não foi nenhuma surpresa ver o final do expediente chegar rapidamente. Como de costume fui embora com Aleksander, mas ao invés de ficar com ele o restante da noite pedi que ele me deixasse na casa de meus pais e fosse me buscar mais tarde. Mesmo tendo esquecido o que havia acontecido não podia deixar de sentir aquela sensação de que havia me arriscado muito e que se o desfecho houvesse sido outro não teria a oportunidade de rever meus pais. Precisava encontrá-los e eles ficaram surpresos com a minha chegada inesperada, pois dificilmente eu os visitava durante a semana. Permaneci com eles até tarde da noite e durante este intervalo aproveitei para telefonar para Luís. Já fazia dias que não conversava com ele e é claro que meu amigo estava preocupado com meu sumiço inesperado. Por um breve momento cogitei a possibilidade de contar a ele tudo que havia acontecido, mas mudei de ideia ao escutar sua voz do outro lado da linha. Luís já havia sido sobrecarregado demais com toda a história dos lobisomens e adicionar um vampiro antigo e perverso não iria facilitar as coisas para ele, desta forma omiti este pequeno detalhe e apenas lhe contei que havia saído da cidade com Aleksander.

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