5. Conheçam o meu herói: Jay Garrick!

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Estava deitada no quarto de hospedes que a Dra. Caitlin Snow, havia me oferecido em seu apartamento. O quarto era pequeno; tinha uma cama de solteiro com um colchão confortável, uma mesinha de cabeceira de cada lado, uma escrivaninha discreta na parede da janela que ficava de frente para cama e a porta marrom no canto da esquerda que era um closet, vazio, já que eu não tinha roupas - tirando o pijama que a Caitlin havia me emprestado.

Eu olhava para a janela, esperando Caitlin sair do banheiro para utilizá-lo, ela iria aos laboratórios S.T.A.R e eu a acompanharia. Na noite anterior o clima nos laboratórios ficou estranho, já que Barry começou a ser um pouco ríspido comigo, mesmo concordando em me ajudar; por isso a Doutora sugeriu que me instalasse na casa dela, quando chegamos ela me contou que Barry tinha derrotado o Esmaga-átomo e sido convencido a deixar o resto da equipe Flash – assim que eles se chamavam – voltar a trabalhar com ele nos laboratórios. Tudo isso enquanto eu dormia.

Hoje, tínhamos programado alguns testes comigo, para Caitlin e Cisco verem uma forma de aumentar meu campo psíquico para que achasse Jesse.

– Rose! – escutei a voz de Caitlin da cozinha – Vem tomar café! – me levantei, usei o banheiro rápido, e coloquei uma calça jeans clara, uma camiseta branca e bostas de couto preta que a dona da casa me emprestou; segui até a cozinha. Passei pelo corredor, pela sala e fui até a mesa de café da manhã, que estava perfeitamente montada com: panquecas, ovos com bacon, waffles, café, suco de laranja e um bolo de frutas.

– Bom dia!

– Bom dia, Rose! – ela sorri e se sentou de costas para a janela. O apartamento de Caitlin, tinha paredes de tijolinhos escuras, e três janelas que davam para a escada de incêndio; ao lado direito da mesa ficavam estantes com livros e ao direito os sofás. – Você ficou linda com essa roupa!

– Obrigada, Caitlin! – agradeci e me sentei ao seu lado, sendo que ela estava na ponta da mesa.

– Quer saber, pode ficar com essas peças! Fica melhor em você do que em mim! – Disse generosamente.

– Não! Que isso! – coloquei café na minha xícara e continuei – Vou devolver tudo!

– Deixa de bobagem! Essas roupas não me servem com esse barrigão! – ela sorriu e aponto para a barriga. Queria saber quem é o pai do bebê, mas não iria perguntar.

– Sendo assim, eu aceito! – sorri para ela e comecei a montar meu prato. Peguei quatro panquecas, três waffles, um pouco de ovo e bacon e um pedaço de generoso de bolo de frutas. A doutora olhou espantada com a quantidade de comida, mas logo começou a rir.

– Me desculpa, estou faminta!

– Tudo bem, Rose, preparei a mais só para você! – ela bebericou o café. Foi aqui que percebi o quando a Caitlin era um anjo.

Tomamos nosso café conversando, ela me perguntava sobre a terra 2 e eu sobre a terra 1. Fiquei embasbacada quando descobri que não havia nenhuma cantora famosa chamada Alexa Rivera – minha cantora favorita – e ela se chocou quando relevei que não conhecia nenhuma Lady Gaga. Depois, pegamos o carro de Caitlin e fomos aos laboratórios S.T.A.R; no elevador, tive que aguentá-la tirando meu sarro, por não saber dirigir.

– É que eu pegava o trem o tempo todo! – dei ombros me justificando.

– Mas você é policial! Nunca participou de uma perseguição de carros? – saímos do elevador e fomos andando até o córtex.

– Claro que já! Mas quem dirigia era o meu... – não terminei a frase, pois ao chegarmos no corredor do córtex, havia um homem de costas com ombros largos, casaco preto e cabelo um pouco maior que a orelha. Reconheci de imediato a figura de meu amigo Jay Garrick, o meu Flash.

Empathetic // The FlashHistórias para pegar e não largar. Descubra agora