1. A mulher que "salvou," o homem que salvou Central City!

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Matar? Matar o Flash?

Não!

Não posso fazer isso!

E se pudesse, por onde começaria? Não sei em que terra estou, não sei quem é o Flash aqui – apesar de que isso não é relevante para o assassinato...

De qualquer modo, não posso matar o Flash! Quer dizer, eu conheço o Flash; o da minha terra é claro! Jay, é nosso Flash! E pensar em, sabendo o sacrifício que o Jay faz para nos manter seguros, é impossível! Mas e a Jesse? Jurei a nossa mãe que a protegeria de qualquer coisa, mas não pude protegê-la do Zoom. E com esses poderes telepáticos inúteis, não posso nem contactá-la; só queria enviar uma mensagem telepática que dissesse: "Vamos te trazer de volta!"

Confusa sobre Jesse, Zoom e Flash, decidi dormir no galpão abandonado, que ficava ao lado da rua que havia sido largada. Entrei no local e fechei as portas de madeira, me sentei numa cadeira de metal distorcida que havia lá; meu estomago roncava e os pensamentos ferviam. Era muita emoção ao mesmo tempo para processar, ainda mais de barriga vazia; tentei ignorar a fome –  e o braço quebrado – e apenas fechei os olhos, amanhã penso no que farei.

Acordei assustada, pois sonhei que estava em casa com: Jesse, Harry e Jay; conversávamos amenidades, enquanto preparávamos o café da manhã. Foi um sonho bom, mas é realidade é que estou em outra terra e tenho que matar o Flash!

Me levantei em direção a cidade. O local que havia sido deixada era afastada da metrópole e próximo a baía, onde passavam pequenos navios que ancoravam no porto; segui caminhando entre os inúmeros prédios pela avenida que estava movimentada. Eu não sabia que horas eram, mas as pessoas pareciam se apressar, indo na mesma direção. Acompanhei aquelas pessoas, meio confusa, até que uma criança correndo esbarrou na minha perna direita. O pai gritava para ela me pedir desculpas, logo uma menininha de aproximadamente 6 anos disse a mim:

– Me desculpa, moça! -– Ela parecia com medo de mim, talvez fosse meu visual.

A camiseta que vesti de manhã estava com estava com manchas de sujeira, a calça jeans preta com rasgos desconexos e minha jaqueta jeans toda esfarrapada. Meu rosto, provavelmente estivesse pior – eu sentia a sujeita impregnada nele e meu cabelo estava muito bagunçado.  

– Tá tudo bem! ­– sorri. Não queria que ela tivesse medo de mim, por sorte a menininha também sorriu; reparei que ela usava uma camiseta vermelha com um círculo e raio amarelo desenhados. Espera, é uma camiseta do Flash? – A menina se afastou com o pai.

– Me desculpa, Senhor, mas para onde estão indo essas pessoas com camisetas iguais? – perguntei assim que os alcancei, e a garotinha riu da minha desinformação.

– É o "Dia do Flash!"

– "Dia do Flash?"

– Sim! Hoje, o prefeito vai dar ao Flash a chave da cidade, para agradecer, por ele ter salvado Central City a seis meses!

– Compreendo! – Se eu for aquele lugar, talvez descubra mais sobre o Flash.

– Moça? A senhorita está bem? – ele me perguntou, enquanto colocava a mão em meu ombro para checar.

Nessa hora, senti sua emoção: preocupação. Talvez ele não quisesse que a filha perto de uma mulher que parecia desequilibrada, por isso me afastei deles, agradecendo as informações e segui aquele grupo de pessoas. Quando atravesse o portão daquele parque, notei o estacionamento e a área verde, onde havia um homem no palanque discursando para os cidadãos; me apressei para chegar lá e entender o assunto. Fui me enfiando na multidão e parei próxima ao palco. As pessoas gritavam como loucas, enquanto o homem - que deduzir ser o prefeito - discursava sobre o Flash, em suas mãos havia uma chave dourada reluzente.

Empathetic // The FlashHistórias para pegar e não largar. Descubra agora