Eu estava voltando do banheiro, já que Barry tinha trazido uma calça para mim – eu não estava confortável só de camiseta na frente de cinco pessoas – e uma sapatilha que pertenciam a Iris. Ao chegar ao córtex notei que Iris, Cisco e o Professor Stein ainda continuavam a descobrir maneiras de derrotar o Esmaga-átomo, Joe estava próximo de Barry o olhando; o velocista olhava os amigos preocupado e angustiado, – Barry, assim como Barth é muito fácil de ler, ele não se preocupa em esconder as emoções – segurando um saco branco com o logo da lanchonete: Big Belly Burguer.
Andei até ele e tomei o saco de sua mão, ele se assustou..., mas relaxou quando viu que tinha sido eu; resgatei o lanche e o refrigerante de dentro da sacola e devolvi a Barry para segurar, enquanto eu comia.
– Esse lanche é uma delícia! – comentei.
– Não tem Big Belly Burguer na sua terra? – Barry perguntou rindo e virou a cabeça para me encarar.
– Até tem! Mas não acho que tenha esse lanche, o gosto é diferente! – dei mais uma mordida naquela delícia e bebi um pouco de refrigerante, era Coca-Cola. – É sempre assim por aqui? – questionei observando os outros presentes.
– Como assim?
– Os nerds e a Iris no computador, usando a ciência pra te ajudar; Joe com cara de quem vai atirar em mim se eu fizer qualquer movimento brusco e você esperando que eles educadamente percebam que não quer a ajuda deles.
– Acertou todos, menos eu! – ele gargalhou; respirou fundo, mas continuou a explicar – Eu costumava adorar estar aqui, com eles...
– O que mudou?
– Pessoas morreram...pessoas com as quais eu me importava muito! – parecia doloroso para ele falar, por isso não insisti. Se tem uma coisa que eu respeito, é o trauma passado das pessoas.
– Pessoal! – ele se afastou de mim e se aproximou da bancada de computadores – Eu não quero nenhum de vocês aqui tá! – a frase poderia soar mal-educada, mas Barry parecia preocupado com a segurança deles.
– Deixa de besteira Barry! São seus amigos e querem te ajudar! – Joe tentou intervir, mas Barry não parecia convencido disso.
– Barry! – Iris chamou sua atenção e ele a olhou – Todo mundo aqui se preocupa com você e com essa cidade; queremos fazer a diferença! E isso significa lutar contra meta-humanos e trabalhar com o Flash! – esse jeito de falar dela se assemelha ao de sua sósia, mas não manipulativo e sim altruísta.
Não sabia bem o que pensar sobre Iris e os outros, mas o Barry eu entendia. Quanto mais próximo as pessoas estão de você, mais elas podem se machucar. Jesse, é minha irmã e pagou o preço por isso. Cisco, interrompeu Iris, dizendo que achou o Esmaga-átomo em uma fábrica de resíduos perigosos que deveriam conter radiação, mas estava sem; o Professor Stein se animou, pois lá era o "esconderijo" perfeito para o vilão.
– Ok! Pessoal, isso foi ótimo, mas já podem ir... – Barry recomeçou a falar, mas Joe o corta.
– Barry, tem que deixar o Cisco e o Stein ajudarem a parar essa coisa!
– Não, eu não tenho! – ele correu até o traje e o colocou. Achei que iria embora, correr até o perigo, mas parou na minha frente e disse: – Você vai ficar bem, aqui? – assenti com a cabeça, quis dizer que iria junto - já que tenho experiência com o Esmaga-átomo - mas o olhar de Barry foi tão gelado que desisti – Ótimo, então, quando eu voltar vamos conversar! – ele correu.
Em poucos segundos o Flash chegou até a fábrica. Iris, pediu a Cisco uma forma de ver a luta, já que Barry havia deixado seu comunicador, por sorte o nerd porto-riquenho deu um jeito de hackear as câmeras dos arredores e projetou a imagem do Flash nas telas do córtex. Todos assistíamos apreensivos e preocupados com Barry, até eu.
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Empathetic // The Flash
RomansaRosalie Garcia-Wells, é uma detetive da CCPD na Terra 2, que adquiriu poderes empáticos com a explosão do acelerador de partículas; trabalha incansavelmente para deter Zoom junto com o pai, Harrison Wells, pois o velocista sequestrou sua irmã mais n...
