28. Feliz Natal? - parte 2

360 40 18
                                        

Iris correu para cima e eu a segui, senti Barry vindo atrás de nós, mas enquanto entrei no ex-quarto de dela e me sentei ao seu lado, ele esperou lá fora.

— Iris? — Toquei em suas costas e pude sentir sua tristeza e cansaço. E ela cobriu os olhos com as mãos e começou a chorar. — Iris..eu... — Olhei para Barry e ele entrou para me ajudar, se sentou ao lado esquerdo de Iris fazendo-a ficar no meio entre nós.

— Ei, Iris? — Barry a chamou e ela levantou o olhar.

— Eu...

— Pode falar, somos nós! — disse tentando confortá-la.

— Tudo começou quando descobri que meu pai mentiu sobre minha mãe ter morrido. — Ela suspirou e continuou — Depois ela ficou doente, nós brigamos, eu e ela e eu e o Joe, e ai o Wally apareceu e papai ficou feliz e então ela morreu! — depois tudo saiu com um monólogo sem respirada.

— Você quer se acalmar? — Perguntei. Ela assentiu , toquei em seu braços e passei sensações de calma. — E, ai? Se sente melhor?

— Obrigada, Rose! — Ela limpou as lágrimas.

— Continua... — Barry pediu.

Iris voltou a explicar que Wally é muito inteligente, mas não vai as aulas na faculdade para ir em rachas na rua. Ele utilizava o dinheiro das coisas que ganhava para pagar o tratamento da mãe, mas ela morreu e ele continua não indo a aulas, além de tratar Iris mal (como uma irmã mais velha mandona) e Joe o trata como o filhinho do papai.

— Iris, eu tenho uma irmã mais nova e te digo que todos tem essa fase rebelde. — Tentei conforta-lá. — Entendo que o Wally sempre foi sozinho e por isso não te respeita como irmã... — Barry me interrompeu para completar minha frase.

— Talvez devesse mostrar a ele que não está mais sozinho... foi isso que você e o Joe fizeram por mim aos 10 anos! — Ele sorria reconfortantemente.

Depois que ela se acalmou, nós três descemos. Encontramos Wally conversando com Jessie, ele riam, eu gostei... sinto que podem ser boas influências um para o outro.

O jantar estava pronto então comemos, foi um jantar simples, pois no dia do Natal não nos reuniríamos. cada um iria aproveitar de sua própria forma e eu queria muito que minha manhã de natal fosse com Barry.

Logo em seguida veio a sobremesa que era obra de Caitlin, uma deliciosa torta de maçã com sorvete de baunilha, tive que comer 3 pedaços para me certificar que estava gostoso e a resposta era sim!

Mais ou menos 2 horas depois a nossa confraternização terminou, Cisco estava pronto para ir embora e o próprio Henry Allen, após se despedir do filho – e acrescentar para mim que deveria cuidar bem do mesmo — havia indo embora. Iris daria uma carona para Wally, senti que ambos conversariam sobre os últimos acontecimentos.

Joe e Barry acompanharam todos até à porta, e foi nesse momento que me peguei pensativa. O que fazer? Não tive coragem e nem oportunidade para me declara e agora a noite acabou...

— Boa noite, — Cisco cumprimentou e se despediu de Barry com um abraço. — Cait, você está de carro? — Ela assentiu que sim, meu amigo carregava o bebê conforto da pena Ronnie que dormia. — Deixa que eu dirijo! — Ele passou Ronnie para os braços dela e pegou a chave.

— Vamos? — Caitlin me perguntou, enquanto eu colocava meu casaco.

— Pode deixar que eu levo ela... — Barry comentou meio inseguro, o olhei rapidamente e percebi que iríamos conversar. — Se estiver tudo bem, é claro!

— Claro! — Sorri e assenti para Cait que poderia ir. Mas antes de sair, puxei o bebê conforto e dei um pequeno selo na testa da minha linda Ronnie. — Agora pode ir!

Barry e eu saímos de casa na intenção de levamos nosso amigos até à porta, eles continuaram pelo corredor. Joe dentro de casa sorriu para nós e entrou, assim que o homem fechou a porta, Barry se sentou nos degraus da varanda e me puxou para ir junto.

— Gostei que você veio essa noite... — Barry começou meio sem saber o que queira falar.

— Eu... não queria vir! — Confessei. Ele me olhou confuso como se pedisse para explicar. — Depôs do que rolou com Zoom, quer dizer, Jay. Eu... me senti bem deprimida, qual sentido de comemorar alguma coisa?

— Ah... — Ele não soube o que dizer.

— Mas, Cait me convenceu! — Sorri, mesmo meio amarga.

— Que bom que ela fez isso, para mim, não seria a mesma coisa sem você! — Ele devolveu o sorriso. — Rosa, — disse com o sotaque espanhol — eu...

— Barry, deixa eu falar antes que... antes que... antes que perca que coragem. — Ele assentiu. Olhei em seus olhos, azuis como o mar e travei. Travei por 2 segundos e desembestei a falar:

— Barry, a primeira vez que me apaixonei foi por alguém com sua aparência. — Ele revirou os olhos não gostando de como comecei o assunto. — Calma, vai fazer sentido! Era um amor de adolescentes, coisa boba, ainda mais quando se é melhor amigo da pessoa, acho que você entende o sentimento, — Ele assentiu um sim — e passou, magoou, mas passou e desapareceu.

Ele estava concentrado em mim, de repente percebi que estávamos mais próximo, nossos joelhos se encostavam e suas mãos seguraram as minhas.

— Outras coisas aconteceram, Zoom e Jay e... — era o assunto delicado. — Quando você descobriu sobre meu envolvimento com ele, foi um choque imagino — Ele respondeu um sim baixo. —, aquilo foi uma paixão, afobada de meter os pés pelas mãos! E passou...

— Mas sabe o que não passou? — Barry negou. — O que sinto por você, Barry... — Olhei para baixo envergonhada. — Vai fazer três meses que estou aqui, não sabia que em pouco tempo poderia sentir isso... que é algo tão forte, tão lindo é... — Não soube nominar. Levantei de supetão, andando pela varanda meio inquieta e Barry também levantou, mas ficou parado encostado na pilastra.

— E, eu só quero fazer alguma coisa sobre isso, e...

Tudo aconteceu muito rápido, senti sua mão no meu antebraço me puxando para perto, colando nossos corpos, separado apenas por 1 centímetro de distância. Sua mão direita foi direto para meu pescoço, e puxou meu cabelo direcionando minha cabeça um pouco pra cima, já que ele é mais alto que eu.

De inicio os lábios doces roçarão sobre os meus de leve, me provocando, não aguente e mordi meus lábios. Barry tomou uma respiração forte, como se pedisse por controle, e grudou nosso lábios, beijo foi doce, apaixonado e carinhoso, mas quando o puxei pra mais perto pela gola da camisa o beijo se tornou feroz. Senti sua língua invadir minha boca e correspondi da mesma maneira, tornando esse encontrar o mais sensual possível.

Senti seu corpo empurrando o meu delicadamente para trás, dei dois passos e senti a pilastra - do lado oposto que ele estava apoiado - em minhas costas. A outra mão foi para minha cintura, onde senti um apertão, já as minhas mãos estavam em seu pescoço e cabelo, bagunçando da melhor forma de pudesse.

Não consegui controlar o movimento das pernas, quando seus lábios deceram travando beijinhos e pararam num ponto sensível do meu pescoço. Minha perna esquerda subiu levemente e ele me ajudou quando retirou a mão da cintura e segurou minha coxa. Gemidos de satisfação saíram de nós e de repente precisávamos nos afastar pra respirar. Senti o nariz de Barry roçar pelo meu rosto em uma carinho, e então ele afastou um pouco a cabeça para me olhar.

Desenhando com os olhada cada linha do meu rosto, posso dizer que me senti nua com esse olhar.

E foi uma sensação boa...



Gente postando uma atualização para vocês, agradeço muito quem ainda lê essa história e não eu não desisti, apenas estou na marcha lenta rsrs 

Finalmente saiu o beijo do casal, sim 28 capítulos. Quando comecei a escrever não imaginava que seria slow burn, as coisas só foram acontecendo. Mas agora o cabaré esta aberto! 

Kisses, 

Lauritah 

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Jan 17, 2024 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

Empathetic // The FlashOnde histórias criam vida. Descubra agora