Ela não está morta

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Maratona 1/3





Pov's Sarah

– O que encontraram?

— Eu estava avaliando as fotos que Juliette recebeu. – João amplia uma delas onde Juliette está em frente aos portões da faculdade e dá zoom na imagem, deixando evidente o rosto de um homem com uma câmera refletida em um vidro de carro.

– Ele quem tirou as fotos de Juliette? – Caio pergunta e ele assente.

– Sim. Ele se chama Projota. Ele é um investigador particular. – diz mostrando uma foto do homem.

– Vamos até lá! – digo e Caio assente.

***

Projota nos olha com o cenho franzido quando entramos em seu escritório.

– Posso ajudar? – se levanta.

Cauo, João e Rodolfo me acompanhavam. Pego as fotos que o mesmo havia tirado e jogo sobre sua mesa.

– Você quem tirou essas fotos?

Ele olha as fotos e seus olhos se arregalam.

– N-não!

Dou uma risada.

– Melhor dizer a verdade! – Caio rosna.

– Eu não sei de nada!

– Olha, essa garota, está desaparecida e se você não falar a verdade, você vai ser indicado como um dos principais suspeitos. – o homem olha para João incrédulo e suspira.

– Eu não nego. Eu as tirei. – arruma seu terno e se senta na poltrona de couro preto. – Mas não foi eu quem as enviou.

– E quem foi? – ele dá de ombros.

– Eu não sei ao certo. Eu recebi uma ligação. Era uma mulher e ela pediu para que eu tirasse essas fotos da garota, Juliette Freire. Eu a segui por alguns dias e as tirei, sem saber o real motivo para isso.

– Você sabe que mulher é essa? – pergunto.

– Bom, não. – ele diz. – Mas ela me deu esse endereço. – tira um papel de uma gaveta e me entrega. – Para que eu pudesse entregar todas as fotos pessoalmente. – analiso o papel.

– É de um prédio aqui perto. – Rodolfo diz ao meu lado.

Assinto.

– Sabe como ela é?

– Não. – nega com a cabeça. – Ela pediu que eu deixasse o pacote na recepção. – suspiro. – Eu apenas sei o número do quarto. 3B. – assinto.

– Obrigado, senhor!

Ele assente e aperta nossas mãos.

– Boa sorte com a garota! Tenho certeza que a encontrão. – assinto.

Saímos da sua sala e me aproximo de um policial que nos acompanhava, mas ficara lá fora.

– Fique de olho nele! – o homem assente. – Não sabemos se ele está dizendo a verdade.

***

Entro no saguão do prédio e ando até a recepcionista, mas paro ao notar uma pequena discussão entre ela e uma mulher.

– Eu preciso subir! – a mulher de cabelos loiros escuros diz.

– Sinto muito, senhora! – a recepcionista diz entediada.

– Você não entende! Me deixe subir! – praticamente grita.

– Sinto muito! – a recepcionista me olha. – A senhora está causando transtorno. Eu tenho que atender as outras pessoas. – a mulher me encara e por um momento, achei ter visto aqueles olhos alguma vez.

A mulher suspira e passa as mãos pelos cabelos.

– Certo! – arruma seu vestido. – Até mais! – diz derrotada, saindo dali às pressas.

– O que deseja, senhora? – a mulher de cabelos escuros pergunta sorrindo polidamente.

– Uma informação. – digo e ela assente. – Quem ocupa o apartamento 3B?

– Parece que todos estão interessados nesse quarto. – ela solta uma risada nervosa.

– Todos?

– Sim. Aquela mulher estava querendo subir, mas ele está vazio. A senhora Cardoso saiu pela manhã e ainda não voltou.

– Pode me dizer o nome dela?

– Kerline Cardoso. – assinto.

– Obrigada! Quem era aquela mulher? – pergunto, me referindo a mulher que estava discutindo com a mesma à algum tempo atrás.

– Eu não sei. – dá de ombros. – Mas não é a primeira vez que ela aparece por aqui.

Assinto e saio dali.

Sinto náuseas e a culpa me invade. Se eu não fosse tão idiota. Eu devia ter continuado a fazer sua segurança.

– Você está bem? – Caio pergunta.

Nego com a cabeça.

– Só vou ficar bem quando achar minha Juliette.

***

Entro no escritório de Roberto e me acomodo em uma das poltronas.

– O que descobriu? – Roberto pergunta, com uma expressão preocupado.

– Uma mulher mandou que um investigador particular tirasse fotos de Juliette. Projota. Ele não sabe quem ela é. Só foi chamado para o serviço. Quando as fotos foram tiradas,  as deixou na recepção. O quarto é o 3B e a inquilina, Kerline Cardoso.

– Vocês à acharam? – pergunta.

– Não. João tentou encontrar alguém com esse nome, mas não encontrou nada. O que me fez acreditar que essa mulher está usando um nome falso. – suspiro. – A recepcionista notificou que essa tal Kerline ainda não voltou para o apartamento desde esta manhã.

– Eu não sei mais o que fazer. – ele coloca as mãos sobre o rosto.

Me levanto e paro ao seu lado. Seguro seus ombros e ele me encara com lágrimas nos olhos.

– Vamos achá-la. Eu farei de tudo por ela, porque ela é a mulher que eu... – me calo quando noto que ainda não havíamos falado nada sobre nosso relacionamento à Roberto.

– Você ama minha menina, não é?

Suspiro e assinto.

– Eu amo muito!

Olho pra uma estante onde havia diversas fotos de Juliette. Eu não tenho dúvidas. Eu a amo.

Continuo a ver as fotos, quando meus olhos param em uma. Ela estava atrás de outras maiores em comparação à ela. Me aproximo e franzo o cenho.

Pego o porta retrato sentindo meu coração acelerar.

– Conhece essa mulher? – pergunto à Roberto que arregala os olhos.

– C-claro! – se levanta. – É... É a mãe de Juliette. Fátima Freire. Ela morreu quando Juliette tinha 5 anos.

Nego com a cabeça, sentindo a mesma latejar.

– Ela não morreu!

– O quê? – franze o cenho. – De onde tirou isso?

-- Fátima Freire não está morta!













Capítulo de novela mexicana n? Kkkkkkk

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