Fuga

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Ao chegar em casa, subimos direto para o meu quarto. Jeff começou a arrumar minhas roupas numa mala, ele fazia isso rápido, estava com pressa.

Eu: Me explica caralho!

Jeff: Fanático religioso, estão atrás de você e seus meios irmãos também!

Eu: Por quê? E como assim, meios irmãos?

Jeff: Olha, apesar de não saber, porque só sabe controlar a telesinese, você é super poderosa!

Eu: Por que os religiosos estão atrás de mim?

Jeff: Porque você é a filha do Satã, cacete! Sua mãe não te fala nada, viu! Escreve uma carta para ela não ficar preocupada.

Sentei na escrivania e comecei a escrever.

Depois que escrevi, o Jeff já tinha terminado de arrumar minhas coisas, deixei a carta em cima do travesseiro e descemos, tinha um carro preto de vidro escuro e brindado.

Jeff: Entra.

Entramos, ele lembrou que não posso ficar no sol!

Começou a dirigir.

Eu: Na onde que a gente vai?

Jeff: Para o mais longe possível daqui, vou te treinar, seu pai me disse todos os poderes dele, e como você é filha dele, você também teve que ter herdado, já que é a mais poderosa, apesar de não saber.

Eu: Eu não me sinto poderosa assim como você fala.

Jeff: Mais é.

Jeff começou a dirigir que nem doido, e foi quando olhei para trás que vi outro carro.

Eu: Jeff...

Jeff: Sei, use seus poderes.

Virei para trás e me concentrei no carro, fiz um sinal com a mão, como se fosse passar a página de um livro eletrônico, e o carro voou para o lado esquerdo.

Jeff começou a ir mais rápido, porque apareceu mais dois carros atrás da gente.

Jeff: Pega o volante.

Ele disse ao sair pela janela do carro. Segurei o volante e mantive-o reto, para não virar. Nunca fiz isso antes. Jeff pegou uma arma e começou a disparar. Quando voltou, retornei ao normal e vi que ele havia atingido a cabeça dos dois motoristas e furado os pneus com as balas.

Viramos a esquerda numa rua sem saída.

Jeff: Chegamos, ficaremos aqui um tempo. — Ele pegou as minhas duas malas, e eu peguei uma da mão dele. — Vamos, tem uma casa acabada e abandonada aqui.

Saímos andando em meio à floresta, não era uma floresta enorme, era pequena. Depois de 1 hora andando, ouvimos o carro explodir.

Chegando na casa, ela é realmente acabada.

Jeff: Só não sobe para o andar de cima, está pior que o andar central.

Entramos na casa, ela estava empoeirada, tinha dois sofás acabados, rasgados e empoeirados, era uma sala enorme e sem mais nenhum móvel.

Jeff: É está acabada mesmo.

Comecei a limpar o pó do sofá e varri o chão. Saiu um monte de poeira, enquanto eu limpava, o Jeff havia saído, quando ele voltou, a casa já estava limpa. Bom, a sala onde íamos ficar já estava limpa.

Ele chegou com duas sacolas.

Eu: O que trouxe?

Jeff: Você é bem curiosa.

Eu: Me fala, por favor. — Fiz minha melhor voz de criança e minha melhor cara de cachorro abandonado.

Jeff: Você não presta! Trouxe lanche, refri para você e cerveja para mim!

Eu: Está bem.

Comemos enquanto o Jeff me explicava o que estava acontecendo.

Por S/m

Ao chegar em casa, a porta estava aberta. Pensei no pior e fui correndo para o quarto da minha filha, onde os armários estavam abertos e sem nenhum protetor solar na gaveta. Me desesperei ainda mais, sentei em sua cama e comecei a chorar. Olhei para o travesseiro e encontrei uma carta com a seguinte descrição.

Mamãe, não posso mais ficar aqui. Sei que você teve o seu motivo para mentir sobre o meu pai, mas agora estou sendo perseguida e aqui não é seguro. Por favor, se cuide. Não fique preocupada. Jeff me ajudará nessa jornada. Não fique preocupada comigo. Não sei quando retornarei, nem se retornarei, mas uma coisa é certa: estarei bem.
Está sendo doloroso para mim sair sem se despedir de você, mas tenho que ir em frete, não chore, por favor, você é uma mulher forte, até porque é minha mãe, você é determinada e continuará assim, não ouse mudar.
Com amor, da filha S/N.

Limpei as lágrimas, isso é culpa minha. Se eu tivesse falado para ela desde o começo, ela não estaria em perigo, mas se ela sabe a verdade é que sabe dos seus poderes, e sabe controlá-los pelo menos um ou dois, deveria ter falado a minha origem também.

Mas não ficarei lembrando meus erros do passado, seguirei em frente, sei que ela está bem, porque ela está com o Jeff, sim, eu sempre soube que ele não era imaginário, sentia sua presença.

Quebra de tempo
Noite
S/N.

Já estava de noite, eu ia dormir no sofá preto, que era o melhorzinho, e o Jeff no branco, a gente decidiu no, pedra, papel e tesoura, e ele perdeu, então fiquei no que tinha um pouco de condição melhor.

Jeff: Você trapaceou!

Eu: Não trapaceei não!

Jeff: Você é filha do lúcifer, pode ler mentes!

Eu: Eu posso? Legal!

Jeff: Jogaremos de novo.

Ele jogou pedra e eu papel.

Eu: Ganhei!

Jeff: Aff, ficarei aqui mesmo.

Eu: Não quer trocar?

Jeff: Não.

Deitamos para dormir, tinha uma tábua no sofá que estava pegando minha cintura, me encolhi e consegui dormir.

De manhã

Acordamos, eu ainda estava meio que sonolenta.

Jeff: Acorda logo que você precisa se trocar.

Eu: Você precisa sai.

Jeff: Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Mais que tarado, me levantei e peguei a mala com as roupas, troquei a camisa e a calça, não troquei a roupa íntima porque eu não tomei banho, mas mesmo assim não estava fedendo, passei um recipiente de protetor solar no corpo e saímos da casa.

Eu: Vamos para onde agora?

???: A lugar nenhum, irmãzinha...

A filha do Diabo (Jeff The Killer) Onde histórias criam vida. Descubra agora