Sofia Kidd está de volta à Chicago e agora é uma das médicas do departamento de emergência do Gaffney Chicago Medical Center. Ao conhecer Jay Halstead, detetive da Unidade de Inteligência, toda sua vida começa mudar completamente.
(CHICAGO PD, MED...
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Sofia estava sentada no chão do quarto com o corpo encostado na cama, ao seu redor estava o resultado da fúria de Dylan, tudo bagunçado e quebrado pelo chão. Ela tinha tentado destravar a janela, mas foi sem sucesso assim como a porta que estava trancada. No seu rosto um pouco abaixo do olho esquerdo estava a mancha roxa do tapa que tinha recebido de Dylan horas atrás. Seu corpo estava um pouco fraco pois tinha se passado algumas horas sem comer ou beber água, e sua filha estava um pouco agitada dentro da barriga.
Sofia não conseguia parar de pensar em Jay, que com toda certeza a essa hora já estaria movendo céus e terras para achá-la. Sua família era outra coisa que não saia de sua cabeça, só de pensar que nunca mais iria vê-los seu coração chegava a doer. A cena de Elisabeth sendo baleada na sua frente iria ficar eternamente na sua memória, assim como a confissão de Dylan. Ela tinha acabado de fazer as pazes com a sua mãe biológica, que estava em recuperação e em questão de minutos tiraram a sua vida da forma mais brutal.
— Eu preciso sair daqui, meu Deus... — Sofia sussurra pra si mesma de olhos fechados.
O barulho da porta sendo destrancada pôde ser ouvido pela médica, que vira o rosto para o outro lado com a intenção de não encará-lo.
— Está mais calma, meu amor? — Dylan a questiona, mas Sofia o ignora. Ele fecha a porta, a trancando e guardando a chave no bolso da calça. — Daqui a pouco o helicóptero vai está pronto e vamos rumo a Suíça. Só eu e você como nos velhos tempos quando viajávamos juntos. Você vai amar a Suíça, é uma cidade linda... Eu consegui nossos novos documentos e nem parece que são falsos de tão bem feito que são...
— Eu estou com fome, estou com sede, Dylan. — Sofia vira o rosto na direção do rapaz — Me dá comida, por favor. Eu estou grávida, preciso me alimentar.
— Então agora você quer comer? Que eu me lembre você mesma disse que não queria comer nada que viesse de mim. Mudou de ideia rápido, não é mesmo? — Dylan cruzou os braços, e Sofia revirou os olhos — Se está com fome agora é porque não quis comer quando era a hora. Deveria ter comido antes e não ter ficado de birra.
— Eu preciso comer. A minha filha precisa se alimentar. — Sofia fala.
— Considere esse tempo sem comer como parte do castigo. — Ele descruza o braço — Lembre-se, a cada birra que você faz comigo é mais um tempo sem comida pra pensar nas suas atitudes comigo.
— Você é louco...
— Eu não vejo a hora de chegarmos na Suíça, lá ninguém vai atrapalhar nós dois. — Dylan se aproximou de Sofia, abaixando ao seu lado e tocou no ombro da médica que rapidamente desviou do seu toque — A única pessoa que sabia de nós dois é sobre tudo isso aqui está morta assim como a sua adorável mãezinha.
— Você é um monstro, Dylan... Agora me diz, pra que tudo isso? Pra mim te amar? — Sofia o encara nos olhos — Acha mesmo que vai conseguir algum bom sentimento meu por você desse jeito? Os únicos sentimentos que eu tenho por você é nojo e pena dessa pessoa tão infeliz e nojenta que você se tornou.