Capítulo 8

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Fui pra casa em choque, o corpo ainda tremendo do que tinha ouvido. Quem poderia ser? Aquela mensagem anônima me perseguia: alguém me vigiando nos momentos mais íntimos com Aron, alguém que sabia exatamente quando eu me entregava, quando ele me tocava como se eu fosse a única coisa que importava. Isso não destruiria minha vida — eu era só a secretária apaixonada. Mas destruiria a dele. Um CEO com um filho que nem lembra de ter feito, uma arma na gaveta, um teste de gravidez escondido… e eu ali, no meio, fingindo que era só sexo e desejo.

Deitei na cama tentando colocar a cabeça no lugar. Lágrimas bobas começaram a rolar. Escondi o rosto no travesseiro e soltei um grito abafado — quando a porta do quarto se abriu com força.

— Porra! Está tentando se dar como desaparecida? Nem você nem a Luísa têm telefone?

Levantei o rosto assustada. Aron estava ali, terno amassado, olhos vermelhos, respiração pesada.

— O que foi pra você chegar do nada assim? Problemas no serviço?

Ele fechou a porta atrás de si, veio até a cama e se ajoelhou na frente de mim. Segurou meu rosto com as duas mãos, polegar limpando uma lágrima que eu nem sabia que ainda caía.

— Você! Caralho… Não resisto ficar um minuto longe de você.

Engoli as lágrimas que viraram borboletas no estômago. Ele abriu uma mala preta que eu nem tinha notado antes.

— A-Aron?
Ele abriu o zíper devagar, revelando cordas de seda preta, prendedores de mamilo com corrente fina, um chicote curto de couro, venda de olhos, plug anal com pedra brilhante e lubrificante.

— Ajoelha. Agora.

— Mas…

Ele me puxou pelo pescoço com uma mão firme, mas sem machucar, e me colocou de joelhos no chão.

— Eu. Mando. Você. Obedece. Fui claro?

Concordei apenas mexendo a cabeça, coração acelerado. Como eu tinha saudade dele.

— Hoje você não encosta em mim. Apenas eu em você.

Concordei de novo.

— Entendido?

— Sim, Aron!

Ele inseriu três dedos de uma vez na minha entrada, devagar no início, depois fundo e rápido. Ao mesmo tempo, deu um tapa firme no meu rosto — ardência imediata, quente, que fez meu corpo inteiro se arrepiar de prazer misturado com choque.

— Sim, senhor — corrigi, arfando, arqueando as costas e movendo a cintura pra encontrar os dedos dele.

— Prazer fácil assim? Ainda não. Temos mais regras.

Ele me deitou na cama de bruços, amarrou meus pulsos com corda de seda atrás das costas, bem apertado, mas sem cortar a circulação. Depois amarrou meus tornozelos, deixando-me exposta, vulnerável.

— Vamos fazer assim: vou permitir suspiros, até porque você não se controla — riu baixo, som rouco e perigoso. — Se você gritar, eu paro na hora. Hoje você vai me conhecer de verdade. Espero que não se arrependa. Concorda com tudo que ouviu?

Senhor Aron Histórias para pegar e não largar. Descubra agora