Fui pra casa em choque, o corpo ainda tremendo do que tinha ouvido. Quem poderia ser? Aquela mensagem anônima me perseguia: alguém me vigiando nos momentos mais íntimos com Aron, alguém que sabia exatamente quando eu me entregava, quando ele me tocava como se eu fosse a única coisa que importava. Isso não destruiria minha vida — eu era só a secretária apaixonada. Mas destruiria a dele. Um CEO com um filho que nem lembra de ter feito, uma arma na gaveta, um teste de gravidez escondido… e eu ali, no meio, fingindo que era só sexo e desejo.
Deitei na cama tentando colocar a cabeça no lugar. Lágrimas bobas começaram a rolar. Escondi o rosto no travesseiro e soltei um grito abafado — quando a porta do quarto se abriu com força.
— Porra! Está tentando se dar como desaparecida? Nem você nem a Luísa têm telefone?
Levantei o rosto assustada. Aron estava ali, terno amassado, olhos vermelhos, respiração pesada.
— O que foi pra você chegar do nada assim? Problemas no serviço?
Ele fechou a porta atrás de si, veio até a cama e se ajoelhou na frente de mim. Segurou meu rosto com as duas mãos, polegar limpando uma lágrima que eu nem sabia que ainda caía.
— Você! Caralho… Não resisto ficar um minuto longe de você.
Engoli as lágrimas que viraram borboletas no estômago. Ele abriu uma mala preta que eu nem tinha notado antes.
— A-Aron?
Ele abriu o zíper devagar, revelando cordas de seda preta, prendedores de mamilo com corrente fina, um chicote curto de couro, venda de olhos, plug anal com pedra brilhante e lubrificante.
— Ajoelha. Agora.
— Mas…
Ele me puxou pelo pescoço com uma mão firme, mas sem machucar, e me colocou de joelhos no chão.
— Eu. Mando. Você. Obedece. Fui claro?
Concordei apenas mexendo a cabeça, coração acelerado. Como eu tinha saudade dele.
— Hoje você não encosta em mim. Apenas eu em você.
Concordei de novo.
— Entendido?
— Sim, Aron!
Ele inseriu três dedos de uma vez na minha entrada, devagar no início, depois fundo e rápido. Ao mesmo tempo, deu um tapa firme no meu rosto — ardência imediata, quente, que fez meu corpo inteiro se arrepiar de prazer misturado com choque.
— Sim, senhor — corrigi, arfando, arqueando as costas e movendo a cintura pra encontrar os dedos dele.
— Prazer fácil assim? Ainda não. Temos mais regras.
Ele me deitou na cama de bruços, amarrou meus pulsos com corda de seda atrás das costas, bem apertado, mas sem cortar a circulação. Depois amarrou meus tornozelos, deixando-me exposta, vulnerável.
— Vamos fazer assim: vou permitir suspiros, até porque você não se controla — riu baixo, som rouco e perigoso. — Se você gritar, eu paro na hora. Hoje você vai me conhecer de verdade. Espero que não se arrependa. Concorda com tudo que ouviu?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Senhor Aron
FanfictionMirella uma menina que está morando com a amiga e precisava de um trabalho. Uma oferta de trabalho lhe aparece, como ela deve reagir? Brigas? Casamentos? Traições? Mortes? Máfia? Até aonde o amor pode te levar!?
